É com grande pesar que anuncio… não gostei do segundo episódio de “The Walking Dead”.
Pra começar: que cena ridÃcula entre a ex-mulher do Rick e o melhor amigo dele transando na floresta. Se eles tão se pegando há um tempo, já transaram algumas vezes, não seria a primeira vez que a situação da aliança ocorreria, seria? Que drama, que novela, e que mulher chata… Era um porre em “Prison Break” e continua um porre em “Walking Dead”.

Conhecemos vários personagens novos no segundo episódio, incluindo a ótima Andrea de Laurie Holden. O personagem Glenn, interpretado por Steven Yeun, é bem bacana também, mas o restante não fala muita coisa além de “RUN!”.
O chato do segundo episódio é que ele fica inteiro em cima de uma situação: fugir de um prédio cercado por zumbis. Ou seja, o episódio não mostra nada que já não tenhamos visto nos últimos 30 anos do gênero no cinema. E a série, que vem prometendo ser algo mais humanizado e menos gore, fez justamente o contrário nesse segundo episódio.
Outra coisa que incomoda é ter apresentado rapidamente alguns personagens no fim do piloto e não ter desenvolvido nenhum deles. Daà chega o segundo episódio e somos apresentados novamente para uma penca de personagens e novamente não sabemos nada sobre eles. Talvez com um pouco menos de ação, menos zumbis, e mais humanização como tivemos no piloto nas cenas entre Rick e Morgan (Lennie James), o segundo episódio teria um equilÃbrio melhor.
É importante lembrar que tudo que poderia ser feito sobre zumbis, já foi feito no cinema. Existe até crossovers entre zumbis e a Emmanuelle (“Emmanuelle and the last Cannibals”). Qualquer coisa. Para uma série de zumbis que será exibida semanalmente, “Walking Dead” precisa de um pouquinho mais de história, plot, e menos revólveres que não acabam a munição nunca.
Eu espero MUITO de “The Walking Dead”, não só pela premissa, mas pelas pessoas envolvidas no projeto. Mas esse lance de expectativa geralmente quebra nossas pernas, né?
O que vocês acharam?