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*SPOILER FREE* Comentários sobre a season finale de ‘Dexter’
Como disse o Jordan Chase, “uma atitude boa não compensa uma ruim”. E o que a gente aprendeu com isso? Que uma season finale boa não compensa uma temporada horrorosa.
“Dexter” se despediu domingo nos EUA com a finale de sua quinta temporada. Os números de audiência são incontestáveis: a série é um hit na TV a cabo e já está renovada para um sexto ano. E o que mais?
Mais nada. A quinta temporada foi, sem dúvida, a mais fraca da série. Mesmo com Johnny Lee Miller em ótima forma, e mesmo com Julie Stiles, err, sem sal. Acho que de nada vale uma season finale bacana se a temporada é sonolenta. JJ Abrams já não nos ensinou isso magistralmente com “Alias” e “Lost”?
O episódio final concluiu muito bem a temporada, mas difícil seria não concluir bem um ano em que nada aconteceu. Já falei e repito aqui: é uma série de TV a cabo, sobre um serial killer, que já nos apresentou o ITK e o Trinity, e o melhor que eles conseguem fazer é botar o Dex atrás de estupradores?
O problema da série é o mesmo de sempre: péssimos atores coadjuvantes, casais cafonas, plots mais absurdos que “24 Horas”.
Não vou falar muito para não virar um post com spoilers. Mas quero saber: o que vocês acharam? Não é hora da Debra descobrir sobre o Dex? Não é hora de “Dexter” ter uma temporada derradeira?
‘Dexter’ fecha temporada em alta
Passada a season finale, a quinta de “Dexter”, chega a prova da força da série: o episódio final foi assistido por 2.5 milhões de telespectadores, com um adicional de 400 mil pessoas na reprise às 23h. Somando os dois números, a finale alcançou a mesma audiência do episódio final da quarta temporada.
Em geral, o quinto ano foi o ano melhor colocado na demo qualificada , e com uma audiência média de 5 milhões de telespectadores – entre TV, Tivo, streaming, downloads legais e ilegais etc.
“Dexter” já está renovada para uma sexta temporada.
‘Dexter’ muito perto de ser renovada
A notícia não deve pegar ninguém de surpresa: “Dexter” está prestes a ser renovada para uma sexta temporada.
No último sábado o show alcançou a segunda maior audiência de sua história, com 2.5 milhões de telespectadores – crescimento de 43% em relação a premiere da temporada atual. E é bem capaz que a finale que será exibida no próximo domingo alcance a maior audiência da história da série.
Diferente de anos anteriores, quando a série foi automaticamente renovada para não uma, mas duas temporadas, este ano isso não deve acontecer – já que o contrato de vários atores expira ao término do sexto ano.
Comentários sobre o último episódio de ‘Dexter’
Bem bacana o último (nono) episódio de “Dexter”.
Eu sei que falei mal de todos os episódios até aqui, mas este calou minha boca. Não que isso justifique a temporada sonolenta, mas pelo menos a gente sabe que esses quatro últimos episódios serão sensacionais.
Foi legal ver a Astor de volta e o Dexter falando que ama ela. Aliás, bizarro o que a atriz cresceu. A história do sequestro foi meio over, mas ok, valeu pelas porradas que o Dexter deu no padrasto da amiga de Astor. Quer dizer… tirando a cena depois dessa, com o fantasma do pai do Dexter elogiando ele. CAFONA!
Agora, o que eu não consigo engolir é a La Guerta. Que atriz podre, que personagem fraca. Já era chata e cafona, agora que mexeu com a Debra, virou odiada por aqui.
Ah! E Jonny Lee Miller de vilão está sensacional! “Goodbye, Lumen!” é o novo “Hello, Dexter Morgan!”.
Comentários sobre Dexter, Mad Men, Friday Night Lights e Nikita
Dexter
Chegamos ao sexto episódio da quinta temporada e nada mudou. Como eu já havia escrito aqui, Angel e Laguerta são um porre e continuam ganhando tempo demais de cena. Debra e Quinn a mesma coisa. Casal forçado demais, todo mundo já sabe como isso vai acabar.
E a relação entre Dexter e Lumen, personagem de Julia Stiles, não vai pra lugar nenhum. O melhor que os roteiristas conseguiram fazer foi ele ajudar ela a achar os caras? É esse o grande plot da temporada? Putz…
A impressão que dá é que os roteiristas sairam de férias. Fala sério, é TV a cabo, os caras podem fazer qualquer coisa, e isso é o melhor que conseguem?
Mad Men
Estava um pouco atraso e só terminei agora a quarta temporada de “Mad Men”. Confesso que fiquei com um pouco de birra da série entre a terceira e a quarta temporada. Acho que é normal quando um show é paparicado demais.
Mas a quarta temporada da série foi genial. A relação entre Don e Anna, Don e Lane Pryce (atuação magistral de Jared Harris), a fusão entre Dick Whittman e Donald Draper, e, principalmente, a decadência de Don e Roger – que eu tinha certeza que ia se mater no final da temporada. Ainda bem que não se matou, pois “Mad Men” precisa de John Slattery.
O noivado de Don no final da temporada foi um alvoroço lá fora. Realmente, Don tem cada vez menos certeza sobre tudo, e ficar noivo de sua secretária três trepadas depois, não faz muito sentido – ou todo o sentido quando se trata de DD. O personagem, antes da quarta temporada, sempre foi admirado por todos, tendo inclusive inspirado o site “What Would Don Draper Do?”, em menção as atitudes sempre certas de Draper. Difícil prever o que vêm por aí no quinto ano.
E Betty Draper ganha o prêmio de personagem mais insuportável da TV a cabo. What a bitch!
Friday Night Lights
Uma das melhores séries dos últimos anos, “Friday Night Lights” é aquela série que ninguém assiste. Foi cancelada na NBC e o canal a cabo DirecTV comprou os direitos e vem exibindo temporadas de 13 episódios.
Pois bem. A atual temporada, quinta, é também a derradeira. FNL fecha as portas daqui a 13 episódios e a julgar pela season premiere exibida na semana passada, como de praxe aqui, vem muita choradeira por aí.
A premiere não perde tempo e já mostra Julie indo embora para a faculdade, Landry tendo sua última noite em Dylon e o treinador Taylor vencendo o primeiro jogo do ano.
Não há o que falar de “Friday”, a série é impecável. É exatamente o que se propõe a ser: uma busca por valores e caminhos a serem seguidos. Tem muitos cliches, é verdade, mas tem um elenco forte, uma direção e uma fotografia impecável, e roteiros mundamos. Se considerarmos FNL uma série teen, é a melhor da década.
Nenhum sinal ou indício de Matt Saracen, Smash Williams, Lyla Garrity ou Jason Street. Seria emocionante se a série trouxesse os atores de volta no fim da temporada.
E, por favor, alguém dá um Emmy para Kyle Chandler, o Eric Taylor. O cara merece desde a primeira temporada.
Nikita
Resolvi dar uma chance para esse “draminha” da CW pra ver qual é. Realmente é exatamente o que parece: um reboot de “Alias”. A personagem forte feminina, a descoberta da agência governamental malvada, o desejo de vingança, as conspirações, a espionagem.
A diferença é que “Alias” tinha estilo, tinha uma edição absurda e bons atores. Maggie Q, apesar do sobrenome cafona, até segura as pontas como a personagem-título, mas o elenco secundário é muito fraco, apesar de rostos conhecidos como Xander Berkeley (o George Mason de “24 Horas”) e Melinda Charke (a mãe da Marissa em “The O.C.”).
Independente disso, o roteiro é divertido. “Nikita” pode ser uma boa opção para os que sentem falta de algo um pouco mais sério sobre espionagem. “Burn Notice” é maravilhosa, mas tem aquela pegada soft, light, quase cômica.
E ‘Dexter’, hein?
A quarta temporada até que foi ok. Já valeria só pelo “Hello, Dexter Morgan” do Arthur “Trinity” Mitchell.
Mas to tendo muita dificuldade em engolir essa quinta temporada. Alguém ainda aguenta o fantasma do pai do Dexter? Ele morto consegue ser mais chato que a Rita viva – o que é bem difícil. Mas pensando pelo lado positivo, ela poderia ter virado fantasma também.
O lance do Quinn sacando o Dexter também beira o insuportável: o Quinn sabe que o Dexter é o Kyle Butler, o Quinn viu o Dexter chegando em casa de luvas no último episódio, o Quinn, por ser um fora da lei, reconhece o Dexter como seu semelhante. Quanto mais de chove não molha vamos aguentar? E falando bem sério…. Angel e Laguerta poderiam sumir pra ilha de “Lost”. Casal insuportável, brega, cafona, sem sal, sem química, sem diálogo, sem nada.
Não me levem a mal, sempre fui fã de “Dexter”, sinto saudades do Ice Truck Killer e de alguns outros elementos da série, mas já passou do tempo de “Dexter” dar uma sacudida nas coisas, mudar alguns personagens, buscar novas dinâmicas. Alguém já riu com o Masuka? Pois é. Até a personagem da Julia Stiles é fraca… e chata!
Sou só eu que morro de vontade que a Debra descubra sobre o Dexter? Uma solução incrível seria os produtores decidirem quando seria a última temporada, deixarem a real identidade do Dexter cair e fazer um Tom & Jerry com ele e a Debra.
Muda, “Dexter”! Sorry, Dex!
‘Dexter’ volta com audiência histórica
Mais um ano e mais um recorde de audiência.
Como de praxe, “Dexter” voltou com audiência histórica: a season premiere do quinto ano foi vista por 1.8 milhão de telespectadores – um aumento de 16% em relação a temporada passada.
Se somarmos a isso o número obtido pela reprise, a audiência sobe para 2.3 milhões de telespectadores.
A premiere foi a hora mais assistida da Showtime no ano.







