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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

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23/09/2008 - 16:36

O primeiro de uma série para ‘O filho eterno’?

O prêmio Jabuti de melhor romance foi anunciado agora há pouco para “O filho eterno”, de Cristovão Tezza, que sempre foi tratado aqui como o grande livro brasileiro do ano passado. A notícia merece comemoração: não é sempre que prêmios acertam assim.

É meio chato lembrar isso, mas há menos de três semanas fiz um exercício besta aqui no blog, constatando que apenas três romances lançados no Brasil em 2007 eram finalistas tanto do idoso Jabuti quanto do jovem Portugal Telecom: além do de Tezza, favoritíssimo, eram eles “O sol se põe em São Paulo”, de Bernardo Carvalho, e “Antonio”, de Beatriz Bracher. Uma magra faixa de interseção em meio a tiros para todos os lados.

E não é que o galardão quelônio escalou os três títulos no pódio, nessa ordem e tudo?

O que isso prova? Talvez nada. Mas torço para que reflita uma revalorização da convergência crítica, da busca de um solo comum de referências em que o debate literário possa voltar a rolar direito. Nada a ver com consensos autoritários, mas, depois de tantos anos de w.o. acadêmico e pulverização blogueira, um idioma comum tem nos feito falta.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
22/09/2008 - 15:13

Uma certa Copa

Com a partida entre “O amor não tem bons sentimentos”, de Raimundo Carrero, e “O sol se põe em São Paulo”, de Bernardo Carvalho, um clássico apitado por Nelson de Oliveira, começou finalmente a segunda edição da Copa de Literatura Brasileira.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
21/09/2008 - 09:33

Começos (ainda) inesquecíveis: H.G. Wells

Como esquecer o dia em que Marte atacou? Post publicado em 14/4/2007:

*

Ninguém teria acreditado, nos últimos anos do século XIX, que este mundo era atenta e minuciosamente observado por inteligências superiores à do homem e, no entanto, igualmente mortais; que, enquanto os homens se ocupavam de seus vários interesses, eram examinados e estudados, talvez com o mesmo zelo com que alguém munido de um microscópio examina as efêmeras criaturas que fervilham e se multiplicam numa gota d’água.

O começo do clássico de ficção científica “A guerra dos mundos” (Alfaguara, tradução de Thelma Médici Nóbrega, 2007), romance lançado em 1898 pelo escritor inglês H.G. Wells (1866-1946), impressiona pela precisão “científica” da prosa. A frieza do tom torna ainda mais sinistra a ameaça de invasão marciana que prenuncia.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
18/09/2008 - 14:06

Deus da literatura? O Paul Auster?

Na América Latina e na Espanha, o mais próximo que temos de um Deus da literatura se chama Paul Auster.

Essa frase do escritor boliviano Edmundo Paz Soldán em seu blog no site “Boomeran(g)” me fez engasgar com a pipoca. Está certo que opinião é mercadoria baratinha – um dos dramas da blogosfera. Está certo também que, do ponto de vista literário, o Brasil não fica exatamente na América Latina, embora faça fronteira com ela. Por fim, não é menos certo que o escritor do Brooklyn merece mais respeito do que ultimamente tem recebido da crítica: mesmo tendo parado de acompanhar seus lançamentos há alguns anos, quando seu lado mais pesadamente alegórico – seu pior lado, a meu ver – começou a prevalecer, já tive minha fase austeriana compulsiva; até hoje considero “Leviatã” um grande romance e “Trilogia de Nova York”, um livro-chave para entender a literatura dos anos 80. Feitas todas essas ressalvas, estarei exagerando ou “Deus da literatura”, com inicial maiúscula e tudo, soa como um dos maiores despautérios dos últimos anos?

Em tempo: um amigo meu, que de bobo não tem nada, gostou muito do último livro de Auster, “Homem no escuro” (Companhia das Letras). Estou coletando outras opiniões.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
17/09/2008 - 16:58

O acidente da ‘Arte e Letra’

A elegante revista literária “Arte e Letra”, de Curitiba, estreou em maio deste ano e, como tem periodicidade trimestral, está apenas no número dois – ou edição B, como preferem os editores. Mas já é um desses milagres ou acidentes editoriais que, sendo inteiramente imerecidos por nosso mercado leitor, só nos resta torcer para que não se acabem depressa demais. (O critério alfabético sugere uma expectativa de vida de no máximo vinte e poucas edições, ou seja, em torno de seis anos. É coisa à beça no gênero, mas acho que eu consideraria a infinitude dos números mais reconfortante.)

Embora o timing seja obviamente fortuito, o fato de a edição B trazer uma rara tradução de David Foster Wallace para o português é também eloqüente. Num momento em que o luto pesado pela morte prematura do talentoso escritor americano vai se espalhando para nublar o horizonte até de quem nunca o leu, os fragmentos do ensaio sobre o cineasta David Lynch (que consta do livro A Supposedly Fun Thing I’ll Never Do Again), com tradução de Caetano Waldrigues Galindo, lembram a importância de uma coisa chamada edição inteligente – ou inteligência editorial, tanto faz. Nunca é demais lembrar que DFW tem um único livro lançado no Brasil.

O mesmo número da “Arte e Letra” tem ainda H.L. Mencken, Luigi Pirandello, G.K. Chesterton, Miguel Sanches Neto, J.M. Coetzee e Machado de Assis.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
16/09/2008 - 12:56

The Ax of Asisi

Nem foi preciso citar Woody Allen entre os admiradores americanos de Machado de Assis. Outro Allen, o Ginsberg, cumpriu para minha surpresa esse papel, com uma frase de 1961 em que compara o escritor carioca a Kafka – no que discorda de Philip Roth, que prefere o paralelo com Samuel Beckett. A esses nomes bastou juntar os suspeitos de sempre, como Susan Sontag e Harold Bloom, além de algumas vozes brasileiras, e o resultado foi a honesta e otimista reportagem sobre Machado que o “New York Times” (cadastro gratuito, em inglês) publicou na última sexta-feira.

Com o gancho da Semana Machado em Nova York, em que seminários se alternam com exibições de filmes para lembrar o centenário da morte do autor, o título “Depois de um século, uma reputação literária enfim floresce” anuncia um texto em que o correto Larry Rohter, o homem que Lula quis expulsar do Brasil, trata Machado como o gênio que ele é e especula sobre as razões de sua demora em penetrar no cânone internacional – por internacional entenda-se anglófono, of course.

Quando digo que a reportagem é otimista, refiro-me à presunção de que a longa batalha esteja vencida, como se, um século depois, Machado tivesse enfim encontrado o reconhecimento internacional que merece. Não encontrou, longe disso. Com o impulso da efeméride, talvez tenha ganhado uns palmos de terreno. Recuos virão. Não se escreve impunemente numa língua que a Bolsa de Valores Literários internacional situa em algum ponto entre o húngaro e o volapuque, uma posição injusta que, governo após governo, o Brasil não tem movido uma palha para mudar.

É curioso constatar que, mesmo incipiente, a descoberta de Machado por leitores estrangeiros parece incomodar alguns machadianos nativos, mais ou menos como ocorre com os velhos fregueses daquele botequim que de repente entra na moda e é invadido por hordas de forasteiros. É o que se vislumbra nesse trecho da reportagem de Rohter:

Entusiastas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha “estão fazendo Machado se parecer cada vez menos com Machado”, afirmou mês passado o crítico e escritor Antônio Gonçalves Filho num simpósio em São Paulo. “Na verdade, o estão tornando branco, como Michael Jackson. De repente, ele virou um escritor “universal”.

Engraçado, e eu aqui achando que o primeiro a trabalhar no sentido dessa universalização ou, vá lá, “branqueamento” tinha sido o próprio Machado, que Joaquim Nabuco chamou de “grego”.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
14/09/2008 - 20:06

David Foster Wallace (1962-2008)

Essa página do “Los Angeles Times” reúne algumas entrevistas de David Foster Wallace disponíveis no YouTube – imagens que estão destinadas a serem vistas e revistas pelos fãs em busca de uma inexistente “explicação” para o fato de o escritor americano de 46 anos, um dos mais festejados de sua geração, ter se enforcado em sua casa na sexta-feira. Se David Foster Wallace já era um tipo de escritor que, mais que leitores, tinha seguidores, adeptos, conversos, o culto a seu nome deve ter vida longa garantida pelas circunstâncias de sua morte.

Seu único livro lançado no Brasil é a coletânea de contos “Breves entrevistas com homens hediondos” (Companhia das Letras, 2005). O romance que o transformou numa estrela da nova literatura americana dos anos 90, Infinite Jest, permanece inédito por aqui. Talvez por ser um tijolo de mais de mil páginas, ou quem sabe pelo mesmo motivo que, antes da página cem, me levou a abandonar – ou adiar para um futuro indeterminado, o que dá no mesmo – sua travessia: dono de um talento inegável, exuberante, Wallace era tão apaixonado por sua própria voz que fazia da auto-indulgência uma arte. Há quem goste, mas, definitivamente, sou de outra turma. Fico aflito querendo cortar, enxugar.

Mesmo assim, neste domingo chuvoso, triste pelo fim de um sujeito que eu não conhecia, me pego planejando uma nova investida: quem sabe agora, que sua obra ganhou um tamanho definitivo, o excesso de palavras se revele uma medida justa.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
14/09/2008 - 09:18

Começos (ainda) inesquecíveis: Antonio Tabucchi

Quando morre um poeta, todos choram. Post publicado em 12/11/2006.

*

Antes tenho de fazer a barba, disse ele, não quero ir ao hospital com uma barba de três dias, por favor, vá chamar o barbeiro, mora na esquina, é o senhor Manacés.

Mas não temos tempo, senhor Pessoa, replicou a zeladora, o táxi já está na porta, seus amigos já chegaram e estão à sua espera na entrada.

Não importa, respondeu ele, sempre há tempo.

Ajeitou-se na poltronazinha onde o senhor Manacés habitualmente lhe fazia a barba e pôs-se a ler as poesias de Sá-Carneiro.

O singelo início da novelinha “Os três últimos dias de Fernando Pessoa”, do italiano Antonio Tabucchi (Rocco, tradução de Roberta Barni, 1996), talvez não seja memorável para qualquer um. É para mim. E o que vem em seguida não é menos: no hospital, Pessoa é visitado por um séquito de heterônimos antes de morrer.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
11/09/2008 - 10:11

Seu bolso

O conto A fruta por dentro, inédito em livro, que publiquei na “piauí” deste mês, está com acesso livre no site da revista.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
10/09/2008 - 12:35

O prémio do António

Quem levantou a bola foi o Pedro Curiango, leitor das antigas aqui do blog: o prêmio Juan Rulfo concedido ontem ao escritor português António Lobo Antunes teve até agora na imprensa brasileira um tratamento semelhante ao da morte de Luciana Stegagno Picchio – algo que talvez se possa chamar de escola Bartleby de jornalismo, eufemismo para essa indiferença espessa, bovina, que vai transformando nossa imprensa cultural num mero puxadinho das seções de celebridades.

É possível que aquele meu pesadelo recorrente – um mundo pautado, iluminado, fotografado e paginado à semelhança da revista “Caras” – tenha, mais uma vez, me levado a acordar apocalíptico. Peço desculpas se estiver cometendo alguma injustiça, mas o que encontrei nas folhas que percorri hoje foi um bruto silêncio. Um silêncio confirmado pelo Google, que traz incontáveis páginas sobre o fato. Todas da imprensa e da blogosfera de Portugal (com uma única exceção para confirmar a regra). E, na boa, ainda que um ou outro escriba brasileiro tenha repicado a notícia, o resultado até o momento é, na melhor das hipóteses, anoréxico.

Sim, óbvio: o Todoprosa também silenciou ontem, mas ele tem um álibi – notícia nunca foi o negócio do blog. Quando se divulga algo que considero mainstream, do tipo que todo mundo publica imediatamente, tiro o time de campo ou me guardo para acrescentar algum comentário mais tarde. Talvez esteja na hora de repensar a definição de mainstream.

Está certo que, mesmo quando o agraciado é um escritor do nosso idioma e da importância de Lobo Antunes, as notícias do Juan Rulfo, um dos principais prêmios literários da América Latina, são, como se costuma dizer, “nicho”. Só um louco ou ingênuo alegaria que isso chega a ter um trigésimo da importância de um furo jornalístico realmente sensacional como o pum que Miley Cyrus deu no táxi e que o motorista esperto gravou em seu celular. Até aí, tudo dentro da normalidade do nosso tempo.

No entanto, uma notinha não deveria ser considerada indispensável? Uma linha que fosse, uma esmola? Me chamem de antiquado, mas acho que deveria. Nem que fosse só para lembrar que Lobo Antunes é o primeiro português a ganhar o galardão mexicano, mas dois brasileiros já estiveram lá: Nélida Piñon em 1995 e Rubem Fonseca em 2003.

Ou constatar que o homem, vencedor do Camões do ano passado, vive uma fase gloriosa. Forçando um pouco mais a barra do elitismo, quem sabe até coubesse uma discussão mais profunda sobre as estratégias literárias do Lobo, que muita gente boa considera o maior estilista vivo da língua e um outro tanto acusa de resvalar no pernosticismo.

No mínimo, em veia mais pândega, pegaria bem estranhar que os organizadores do Juan Rulfo estejam fazendo questão de frisar que esse não é mais o nome do prêmio e sim – se entendi direito – algo como Prêmio de Literatura em Línguas Românicas da Feira do Livro de Guadalajara. Como é que se diz “idéia de jerico” em espanhol?

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
10/09/2008 - 00:11

Luciana Stegagno Picchio (1920-2008)

Luciana nos deu uma “História da Literatura Brasileira”; o Brasil retribuiu com um silêncio ensurdecedor na hora de sua morte, em 28 de agosto. Soube da notícia por um leitor do blog de Luis Nassif e, na rede, há o emocionado texto da professora Vera Lúcia de Oliveira, que ensina na Itália. Em Portugal, o presidente Cavaco Silva pronunciou-se oficialmente lembrando seu papel para a cultura portuguesa.

E eu, mais atrasado ainda, só soube agora, por esse post no blog-por-um-mês que o editor e escritor Paulo Roberto Pires está tocando no site da revista “Bravo!”, que morreu a professora italiana Luciana Stegagno Picchio, apaixonada organizadora da poesia completa de Murilo Mendes e uma das maiores divulgadoras da literatura de língua portuguesa na Europa.

Sua “História da Literatura Brasileira”, lançada nos anos 70 na Itália e, revista, publicada aqui em 1997 numa bonita edição da Nova Aguilar, é um livro que vale a pena conhecer. Não por conter análises originais, que nunca foram seu objetivo, mas por uma ambição de dar conta de tudo, todos os séculos e escolas, em apenas 744 páginas – algo que talvez só um estrangeiro pudesse ousar.

O silêncio em torno da morte de Luciana no Brasil é de uma ingratidão que dá vergonha.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
09/09/2008 - 11:20

Sinais dos tempos

Você sabe que as coisas estão mudando depressa quando…

A TV Record anuncia que vai adaptar contos de Machado de Assis e Guimarães Rosa.

A relação dos seis finalistas do Booker Prize não inclui o último livro de Salman Rushdie.

Uma mulher jovem (que já andou flertando com a censura de livros) é a grande esperança do velho obscurantismo americano.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
08/09/2008 - 15:15

‘The eternal son’

Cristovão Tezza emplacou um capítulo de seu romance “O filho eterno” (Record), favorito deste blog para ganhar o Portugal Telecom, na revista eletrônica americana Words Without Borders, em caprichada tradução da australiana Alison Entrekin. A WWB é a maior referência em literatura não anglófona na web. Gostei de ver que o capítulo traduzido, o quarto, é o mesmo que eu escolhi para apresentar o livro aos leitores do Todoprosa na época do lançamento, há pouco mais de um ano. Quem ainda não conhece pode ler o original aqui.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
07/09/2008 - 10:29

Começos (ainda) inesquecíveis: Jorge Amado

Cada qual cuide de sua memória. Post publicado em 1/4/2007:

*

Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro Dágua. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições no depoimento das testemunhas, lacunas diversas. Não há clareza sobre hora, local e frase derradeira. A família, apoiada por vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranqüila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a Lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Bahia. Presenciada, no entanto, por testemunhas idôneas, largamente falada nas ladeiras e becos escusos, a frase final repetida de boca em boca representou, na opinião daquela gente, mais que uma simples despedida do mundo, um testemunho profético, mensagem de profundo conteúdo (como escreveria um jovem autor de nosso tempo).

E já que andamos falando por aqui de novela, que a preferência do mercado editorial por romances anda transformando numa espécie de “formato que não ousa dizer seu nome”, eis o começo da pequena obra-prima “A morte e a morte de Quincas Berro Dágua”, novelinha lançada em 1958 por Jorge Amado (Record, 41a edição, 1977) e um de seus textos que se sai melhor na luta contra o tempo. A famosa frase atribuída a Quincas – talvez derradeira, quem sabe póstuma, isso se não for só uma balela – é algo parecido com o seguinte, embora cada testemunha tenha sua versão: “Cada qual cuide de seu enterro, impossível não há”.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:
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