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	<title>Todoprosa &#187; A palavra é&#8230;</title>
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	<description>Blog de literatura de Sérgio Rodrigues</description>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Chulé</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 15:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem se divertiu com a embrulhada do forró, que teria vindo mas não veio de for all, como muita gente – inclusive gente professora – acredita e repete por aí, vai gostar dessa: chulé viria de shoeless (descalço). Um achado digno de rivalizar com o for all but dogs (para todos, menos cachorros) que um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem se divertiu com a <a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/25/lendas-etimologicas-forro/" target="_blank">embrulhada do forró</a>, que teria vindo mas não veio de <i>for all</i>, como muita gente – inclusive gente professora – acredita e repete por aí, vai gostar dessa: chulé viria de <i>shoeless</i> (descalço). Um achado digno de rivalizar com o <i>for all but dogs</i> (para todos, menos cachorros) que um leitor pôs na roda para dar conta de forrobodó – palavra bem anterior à Segunda Guerra, do repertório de Chiquinha Gonzaga, o que liquida a tese da influência americana de <i>for all</i>: pode-se afirmar com segurança que forró é a forma reduzida de forrobodó, baile, furdunço.</p>
<p>A teoria <i>shoeless</i> já foi desmentida em três golpes firmes pelo bom professor Cláudio Moreno em sua coluna (vai nas minhas palavras): o termo “chulé” nomeia um fato universal e ancestral; existe em português desde quando a influência do inglês sobre nosso idioma era muito pequena; não tem a menor correspondência de sentido com <i>shoeless</i>, que em sua língua significa apenas descalço – nada a ver com o olfato. </p>
<p>O trabalho de demolição foi bem feito por Moreno, mas talvez tenha faltado dizer que, diante de <i>for all</i>, <i>shoeless</i> leva pelo menos uma vantagem: não há etimologia sólida a respeito do odor fétido dos pés, bromidrose em linguagem científica, que com o tempo veio a virar também adjetivo derrisório em julgamentos como “decoração chulé”, “emprego chulé” etc.</p>
<p>O Houaiss conta que Antenor Nascentes e o português José Pedro Machado defenderam a tese da importação de uma palavra do cigano, <i>chulló</i> (ou <i>chullí</i>), mas avisa que existem outras hipóteses, e Silveira Bueno não nos decepciona: informa que a origem cigana <i>chulló</i>, gordura de porco rançosa, foi combatida por Carlo Tagliavini – seja lá como for que um lingüista italiano tenha vindo parar aqui. A passagem de <i>chulló</i> a chulé (não se menciona o <i>chulli</i>), ou seja, do ó para o é, seria improvável demais. A opinião de Bueno: “A nosso ver, chulé é do mesmo grupo de ‘chulo’, ‘chula’, alterado na gíria do povo, sob a influência de ‘pé’, cuja terminação acentuada se fez sentir em chulé”.</p>
<p>Quando a briga dos doutores chega a esse ponto, é porque ninguém tem certeza de nada. Surpreende que não se fale ainda em alguma palavra do banto, algo como <i>zulé</i>, “peixe podre”. Numa hora dessas, por que <i>shoeless</i> não teria direito a tentar a sorte? Com suas fichas concentradas na plausível casa da americanofilia, que de um século para cá tem feito muito para moldar nossa língua, <i>shoeless</i> pode até arrebanhar seu séquito de conversos, por que não?</p>
<p>Uma parte fraca da tese que ninguém ainda mencionou é que pés <i>shoeless</i>, descalços, não criam chulé. Ficam sujos, imundos até, mas basicamente arejados. O que provoca o fedor é justamente o calçado, a química de bactérias e suor que ele fermenta.</p>
<p>E só no fim, ora veja, descubro que tudo já estava em Glauco Mattoso, o mais maldito dos poetas contemporâneos, autor de um – entre muitos – poema dedicado ao chulé que diz:</p>
<blockquote><p>Qualquer que seja a gíria ou dialeto,<br />
ninguém o termo tem para “chulé”.<br />
“Shoeless” até tentaram ver se fé<br />
ganhava como um étimo indireto.</p></blockquote>
<p><i>Publicado no NoMínimo em 5/12/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Puxa!</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 17:10:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo mundo pode falar “puxa!”. Tem ótimo trânsito na família brasileira essa interjeição, faz tempo que vem se perdendo nela a memória da puta. Puxa vida! Vida cadela! Está no Houaiss: puxa, “forma eufemística do substantivo puta, tomada de empréstimo ao espanhol pucha (c1500) &#8216;eufemismo por puta; interjeição de surpresa, desgosto etc.&#8217;” 
Puxa é como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo pode falar “puxa!”. Tem ótimo trânsito na família brasileira essa interjeição, faz tempo que vem se perdendo nela a memória da puta. Puxa vida! Vida cadela! Está no <i>Houaiss</i>: puxa, “forma eufemística do substantivo puta, tomada de empréstimo ao espanhol <i>pucha</i> (c1500) &#8216;eufemismo por puta; interjeição de surpresa, desgosto etc.&#8217;” </p>
<p>Puxa é como cacilda, caramba, caraca, tabuísmos atenuados. De todos eles, é provavelmente o que disfarça melhor a sua origem. Não para Glauco Mattoso, que não tem dúvida sobre ela em seu bilíngüe “Dicionarinho do palavrão &amp; correlatos” (Record): manda direto de Puxa!, Puxa vida! para Puta merda!, e traduz para o inglês: “Hell’s bells! Hot damn! Holy shit! Holy fuck! Holy cow! Fuck a duck!”, e por aí vai.</p>
<p>Mas puxa é diferente, todo mundo fala. Confunde-se com o verbo puxar, parece uma interjeição inocente. O <i>Houaiss</i> informa que Antenor Nascentes e Cândido Jucá brigaram pela grafia pucha, “mais consentânea com o étimo”, mas perderam. Ainda bem.</p>
<p>Curioso: de poxa, que o dicionarinho do poeta Glauco não registra, os dicionarões dizem apenas isto: o mesmo que “puxa”. Nem uma palavra sobre a óbvia mudança de palavrão que a troca de vogal provoca.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 16/5/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Hipócrita</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 18:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recuando na história da palavra, vamos encontrar um parentesco entre o hipócrita (falso, dissimulado) e o adivinho grego, o hupokrites. De início, a palavra que hoje parece feita sob medida para letras de bolero designava um intérprete de sonhos, profeta ou vidente; em seguida, passou a nomear um ator, um comediante; por fim, o mentiroso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recuando na história da palavra, vamos encontrar um parentesco entre o hipócrita (falso, dissimulado) e o adivinho grego, o <i>hupokrites</i>. De início, a palavra que hoje parece feita sob medida para letras de bolero designava um intérprete de sonhos, profeta ou vidente; em seguida, passou a nomear um ator, um comediante; por fim, o mentiroso genérico. De todos esses sentidos, o que transbordou para diversas línguas modernas, por meio do latim, foi o último.</p>
<p>Mero acaso? Ou será que a denúncia da falsidade que acabou prevalecendo em “hipócrita” se deve a uma progressiva desilusão – ou tomada de consciência, chamem como quiserem – da espécie humana ao longo da História, desde a crença cega em oráculos até o ceticismo que hoje exercitamos diante da TV Senado?</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 19/8/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Bonito</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 19:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história da palavra “bonito” prova que tem raízes mais fundas do que se imagina a identificação entre as idéias de beleza e bondade, que num exame superficial talvez tenhamos a tentação de atribuir a uma “ditadura estética” inaugurada pela cultura de massa e cujos arquétipos poderiam ser dois personagens de velhos filmes de faroeste: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história da palavra “bonito” prova que tem raízes mais fundas do que se imagina a identificação entre as idéias de beleza e bondade, que num exame superficial talvez tenhamos a tentação de atribuir a uma “ditadura estética” inaugurada pela cultura de massa e cujos arquétipos poderiam ser dois personagens de velhos filmes de faroeste: o mocinho de traços finos e o bandido abrutalhado com uma cicatriz na cara. No entanto, depois de descontados os contrabandos raciais com que o cinema americano temperou a seu modo o paralelo entre beleza e bondade (olhos azuis para cá, negros para lá), as idéias continuam de mãos dadas. A palavra “bonito” chegou ao português no século 16. Descende do latim <i>bonus</i> (bom), provavelmente depois de uma tabelinha com o espanhol <i>bueno</i>, do qual tomou emprestado o diminutivo. Em resumo: bonito, na origem, é bonzinho. E para não deixar dúvida alguma no ar, “belo” vem do latim <i>bellus</i>, também diminutivo de <i>bonus</i>.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 30/8/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Garnisé</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 15:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nome desse galináceo pequeno e invocado, reizinho dos quintais de todo o país, de agitação inversamente proporcional à estatura, é um tributo ao cruzamento de culturas como forma de enriquecimento da língua. Pega bem lembrar a história do garnisé nesses tempos bicudos, quando anglicismos de todos os formatos vêm cantar de galo em nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome desse galináceo pequeno e invocado, reizinho dos quintais de todo o país, de agitação inversamente proporcional à estatura, é um tributo ao cruzamento de culturas como forma de enriquecimento da língua. Pega bem lembrar a história do garnisé nesses tempos bicudos, quando anglicismos de todos os formatos vêm cantar de galo em nosso terreiro e dão a tanta gente a sensação apocalíptica de que o inglês, apesar das esporadas do Itamaraty, vai matar a galinha dos ovos de ouro da língua. Calma, pessoal. O nome do garnisé, de sonoridade brasileiríssima, vem da ilha britânica de Guernsey, de onde foram importados os primeiros exemplares desses galinhos, no século 19. Quer dizer: no fim dá certo, é só não desesperar.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 25/1/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Esculachar</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 20:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Esculachar”, um dos verbos centrais da linguagem bandida de hoje, significa, como se sabe, baixar o cacete. Seu charme marginal lhe garante presença no vocabulário de um grande número de falantes urbanos, especialmente jovens. A maioria nem deve imaginar que se esculacha no Brasil faz tempo.
Tudo indica que a palavra nos chegou com os imigrantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Esculachar”, um dos verbos centrais da linguagem bandida de hoje, significa, como se sabe, baixar o cacete. Seu charme marginal lhe garante presença no vocabulário de um grande número de falantes urbanos, especialmente jovens. A maioria nem deve imaginar que se esculacha no Brasil faz tempo.</p>
<p>Tudo indica que a palavra nos chegou com os imigrantes italianos no início do século 20. <i>Sculacciare</i> vem de <i>culo</i> e quer dizer dar palmadas na bunda, especialmente de crianças. Entre nós, teve seu sentido ampliado para se tornar, ao longo de quase todo o século passado, o verbo mais expressivo para a ação de repreender de forma violenta ou grosseira.</p>
<p>Fazia tempo que o esculacho andava fora de moda: nas últimas décadas foi perdendo a preferência dos falantes para o esporro. O mais interessante é que volta à cena assumindo um significado mais próximo do original, ligado à violência física, do que daquele que por muito tempo foi o mais corrente. Algumas palavras hibernam.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 11/8/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Luau</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 13:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O leitor Aian Cotrim tem uma dúvida de grafia que qualquer dicionário poderia ter sanado. Mas vale a pena falar um pouco sobre a história da palavra “luau”.
Caro Sérgio, nessa semana travei uma discussão com colegas da faculdade sobre a grafia correta de uma palavra: é ‘luau’ ou ‘lual’? Defendi com todas as minhas forças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O leitor Aian Cotrim tem uma dúvida de grafia que qualquer dicionário poderia ter sanado. Mas vale a pena falar um pouco sobre a história da palavra “luau”.</p>
<blockquote><p><i>Caro Sérgio, nessa semana travei uma discussão com colegas da faculdade sobre a grafia correta de uma palavra: é ‘luau’ ou ‘lual’? Defendi com todas as minhas forças a opção ‘luau’ por achar as vogais mais características da nossa lingua, porém não tenho qualquer fundamento mais organizado para embasar minha resposta. Espero que você possa responder a minha pergunta.</i></p></blockquote>
<p>Aian acertou, mas pelas razões erradas: “nossa língua” não tem nada a ver com isso. Provavelmente devido ao fato de “luau” ser uma festa praiana de estilo havaiano que ocorre à noite, muita gente acha que a palavra tem alguma relação com “lua”, “luar”. A pista não poderia ser mais falsa. “Luau” vem do havaiano <i>lu’au</i>, que, antes de nomear por extensão também a festa, era apenas o nome de um prato típico servido nessas celebrações – folhas de taro, um tipo de inhame, cozidas com leite de coco.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 16/4/2007.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Subornar</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 13:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Subornar vem de sub + ornar. Ornar deriva do latim ornare – “fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar, ornar, distinguir, honrar”, segundo o Houaiss. Trata-se de um verbo um tanto culto, mas ainda vivo como sinônimo menos freqüente de enfeitar, adornar, ornamentar, ataviar, emperiquitar, empetecar.
Subornar é, na origem, pôr uma pulseira de ouro no subornado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Subornar vem de sub + ornar. Ornar deriva do latim <i>ornare</i> – “fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar, ornar, distinguir, honrar”, segundo o <i>Houaiss</i>. Trata-se de um verbo um tanto culto, mas ainda vivo como sinônimo menos freqüente de enfeitar, adornar, ornamentar, ataviar, emperiquitar, empetecar.</p>
<p>Subornar é, na origem, pôr uma pulseira de ouro no subornado, um brinco de brilhante em sua orelha, uma gravata italiana em seu pescoço. Até aí faz sentido, mas&#8230; por que o “sub”? Justamente pelo caráter sorrateiro, dissimulado da operação. O prefixo “sub”, aqui, tem o mesmo sentido que exibe no adjetivo “sub-reptício”: denuncia ação furtiva, aquela que só é praticada quando se imagina que ninguém – ou, em termos mais modernos, nenhuma microcâmera – está de olho.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 1/7/2005.</i></p>
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		<title>Curiosidades etimológicas: Gravata</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 14:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se passarmos a fita da história ao contrário vamos presenciar, numa daquelas eras que antigamente se chamavam de priscas, o encontro da palavra “gravata”, acessório polido do vestuário masculino, com a palavra “croata”. Veremos então que os dois vocábulos, um tanto surpresos, se apalpam, se cheiram – e se fundem. A cena se passa bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se passarmos a fita da história ao contrário vamos presenciar, numa daquelas eras que antigamente se chamavam de priscas, o encontro da palavra “gravata”, acessório polido do vestuário masculino, com a palavra “croata”. Veremos então que os dois vocábulos, um tanto surpresos, se apalpam, se cheiram – e se fundem. A cena se passa bem longe dos salões urbanos em que a gravata brilharia: o que vemos ao fundo, contra o céu roxo, são colunas de fumaça numa paisagem sangrenta de trincheiras.</p>
<p>Pois é. A “gravata”, que, já perfumada, nos chegou do francês <i>cravate</i> na virada entre os séculos 17 e 18, antes disso (passando a palavra ao filólogo Silveira Bueno) “veio para o centro da Europa trazida pelos cavaleiros croatas, durante as guerras com a Alemanha desde 1636, depois pelos mercenários croatas dos reinados de Luis XIII e XIV, que compunham o regimento Royal Cravate. A forma primitiva foi o eslavo <i>hrvat</i> passada a um dialeto alemão <i>Krawat</i>”.</p>
<p>Simplificando a prosopopéia: os soldados croatas tinham o costume de amarrar no pescoço uma tira de tecido que, vejam só, caiu no gosto dos europeus urbanos. Entre os alemães, o acessório se tornou conhecido também como “croata”, em versão dialetal. Que virou <i>cravate</i> em francês. Gravata, em português. Ou, numa das divertidas grafias antigas de nossa língua, <i>garovata</i>.</p>
<p>Não deixa de ser apropriado que, tendo partido do campo de batalha, e depois de uma volta pela sociedade chique, a gravata arranjasse um jeito de voltar a campos semânticos violentos na língua brasileira, nomeando tanto um golpe de luta livre quanto, na fala gaúcha, a degola.</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 4/4/2007.</i></p>
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		<title>Enigmas etimológicos: Picareta</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/08/15/enigmas-etimologicos-picareta/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 03:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[A palavra é...]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitora Vivian Pontes gostaria de saber qual é a relação entre a picareta e o picareta, ou, nas palavras dela, “entre a ferramenta e o sentido figurado da palavra, que serve como uma luva para os membros do nosso governo”. Boa pergunta.
Sabe-se que picareta – substantivo e adjetivo de dois gêneros que designa uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitora Vivian Pontes gostaria de saber qual é a relação entre a picareta e o picareta, ou, nas palavras dela, “entre a ferramenta e o sentido figurado da palavra, que serve como uma luva para os membros do nosso governo”. Boa pergunta.</p>
<p>Sabe-se que picareta – substantivo e adjetivo de dois gêneros que designa uma pessoa embusteira, aproveitadora, que recorre a expedientes acanalhados para se dar bem – é um brasileirismo velho de muitas décadas, mas parece ter se perdido o elo entre a acepção original da palavra e seu uso figurado. O palpite arriscado pelo etimologista Silveira Bueno é o seguinte: “Picareta – Instrumento de ferro e ponta, próprio para cavar a terra, revolver pedras, abrir buracos. Fig. pessoa descarada e audaciosa que em tudo mete a cara para cavar dinheiro, emprego”.</p>
<p>E quem quiser que conte outra, certo? Então eu conto: não parece mais razoável supor que picareta adquiriu seu sentido figurado por influência da palavra &#8220;pícaro&#8221;, que quer dizer, justamente, ardiloso, astuto, velhaco?</p>
<p><i>Publicado no &#8220;NoMínimo&#8221; em 18/8/2005.</i></p>
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