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“Então me digam que metáfora do solitário, pungente,
imaginoso ofício de escrever pode, nesta vida cachorra,
superar o velho ‘manutigium’?” CECILIO GIOVENAZZI

23/10/2009 - 13:02

A cidade imaginária de Marlowe

beverly hills

– Toca pra oeste – disse ela – passando por Beverly Hills e em frente.

Engatei a primeira e dobrei a esquina para seguir rumo ao sul até Sunset. Dolores sacou um de seus longos cigarros marrons.

– Você trouxe uma arma? – perguntou.

Descubro na “Paris Review” Daylight noir: Raymond Chandler’s imagined city, livro da fotógrafa Catherine Corman sobre a Los Angeles do escritor, legendado por trechos das histórias de Philip Marlowe. O prefácio é de Jonathan Lethem.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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5 comentários para “A cidade imaginária de Marlowe”

  1. Bruno disse:

    A chamada no iG diz “Fotos da Los Angeles imaginária do escritor Philip Marlowe “, e Marlowe era detetive, não escritor.

  2. Aaaauuurrrrgghhh! Obrigado, Bruno, já mandei consertar.

  3. joão sebastião bastos disse:

    As fotos e os textos de Chandler constroem um belo universo noir, um todo indivisível e belo, até em sua decadencia.

  4. Pérola disse:

    Puxa! Esta Foto é “Um Gigante! “

  5. joão sebastião bastos disse:

    “..Numa prisão um homem não tem personalidade.Ele é um problema menor a ser resolvido e algumas anotações num relatório.Ninguém se importa com quem gosta dele ou o odeia,como é sua aparência, o que ele fez com a própria vida.Ninguém reage a ele a não ser que ele cause problemas.Ninguém o maltrata.Tudo o que pedem é que ele fique quieto, siga tranquilo para a sua cela e permaneça quieto depois que entrar nela. Não existe nada com que lutar, nenhuma razão para ficar zangado.Os carcereiros são homens quietos, sem animosidade ou sadismo.Todas essas histórias de homens gritando e berrando, se atirando contra as grades,batendo com colheres nas barras de ferro, guardas correndo com porretes – tudo isso é a penitenciária.Mas uma boa prisão é um dos lugares mais calmos do mundo”. Só faltou uma foto do presídio, para ilustrar este trecho do “Longo Adeus.” Edição LPM, tradução Flávio Moreira da Costa.

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