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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

26/07/2009 - 15:17

Começos (ainda) inesquecíveis: Michel Laub

Publicado em 28/8/2007:

Hoje o futebol está morto, e duvido que alguém ainda chore por ele, mas não era assim no dia 12 de fevereiro de 1989.

“O segundo tempo”, de Michel Laub (Companhia das Letras, 2006), um dos bons livros brasileiros do [então] ano passado, tem uma frase inicial ainda melhor. Digna de antologia ou manual para escritores, ela consegue condensar em pouquíssimas palavras, com a falsa simplicidade que a ocasião exige, uma apresentação clássica de tom, tema e marcos temporais (de passado e presente) entre os quais se estenderá a corda da narrativa. Não falta ainda uma sutil estranheza – como assim, o futebol está morto? – que fica zumbindo ao fundo enquanto nos damos conta de que o defunto pode ser outro.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

1 comentário para “Começos (ainda) inesquecíveis: Michel Laub”

  1. Não li nada desse menino, ainda. Alguém precisa me emprestar um livro dele. Ou então vou esperar aparecer no Portal Detonando. Foi assim que li o primeiro livro da Carola Saavedra, Toda Terça. Não sei o que seria de mim sem o Portal Detonando, juro pela Santíssima Trindade!

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