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	<title>Comentários sobre: O caminho do vale-livro</title>
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	<description>Blog de literatura de Sérgio Rodrigues</description>
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		<title>Por: Uma seleção de bons posts &#171; O Livreiro</title>
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		<dc:creator>Uma seleção de bons posts &#171; O Livreiro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 18:21:09 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Sérgio Rodrigues, em seu &#8220;Todoprosa&#8221;, conta como o mexicano Mario Bellatín, que esteve na última Flip, financiou sua estreia no papel vendendo vale-livros de uma editora fictícia. O blogueiro Alex Castro está tramando iniciativa parecida para o seu “Mulher de um homem só”, como Rodrigues explica aqui. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Sérgio Rodrigues, em seu &#8220;Todoprosa&#8221;, conta como o mexicano Mario Bellatín, que esteve na última Flip, financiou sua estreia no papel vendendo vale-livros de uma editora fictícia. O blogueiro Alex Castro está tramando iniciativa parecida para o seu “Mulher de um homem só”, como Rodrigues explica aqui. [...]</p>
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		<title>Por: Guina Ramos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317442</link>
		<dc:creator>Guina Ramos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 12:58:34 +0000</pubDate>
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		<description>Claro que não seria original a ideia, a fissura literária é antiga, mas de repente o seu solitário trabalho de escrita amadurece e, reconheçamos, o livro (ainda) é o filho que queremos ter...
Tanto é que, apesar de alguma coisa na internet (vejam http://livri.blogspot.com/), aconteceu comigo e foi bem agora, a menos de um mês. 
Daí, estou fazendo de tudo um todo e já marquei o lançamento de Rio de Amores, contos, para 15 de Agosto, vejam em http://riodeamores.blogspot.com/. 
O que só será possível graças à chamada publicação sob demanda e uma esforçada campanha de vendas antecipadas. 
E aí descobri o Alex e outros fazendo (ou tendo feito) o mesmo. Estamos aí, &quot;Nem tudo é lucro. Às vezes, é literatura.&quot;
Guina Ramos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que não seria original a ideia, a fissura literária é antiga, mas de repente o seu solitário trabalho de escrita amadurece e, reconheçamos, o livro (ainda) é o filho que queremos ter&#8230;<br />
Tanto é que, apesar de alguma coisa na internet (vejam <a href="http://livri.blogspot.com/)" rel="nofollow">http://livri.blogspot.com/)</a>, aconteceu comigo e foi bem agora, a menos de um mês.<br />
Daí, estou fazendo de tudo um todo e já marquei o lançamento de Rio de Amores, contos, para 15 de Agosto, vejam em <a href="http://riodeamores.blogspot.com/" rel="nofollow">http://riodeamores.blogspot.com/</a>.<br />
O que só será possível graças à chamada publicação sob demanda e uma esforçada campanha de vendas antecipadas.<br />
E aí descobri o Alex e outros fazendo (ou tendo feito) o mesmo. Estamos aí, &#8220;Nem tudo é lucro. Às vezes, é literatura.&#8221;<br />
Guina Ramos</p>
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	<item>
		<title>Por: Saint-Clair Stockler</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317308</link>
		<dc:creator>Saint-Clair Stockler</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 22:26:48 +0000</pubDate>
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		<description>Taí, lendo esse post tive uma idéia: vou leiloar uma noite de amor comigo, pra financiar a publicação do meu livro de contos &lt;i&gt;Dias estranhos&lt;/i&gt;!

Pensando bem, vou leiloar VÁRIAS noites de amor. Para ambos os sexos.

Lances a partir de 50 reais, por favor.

Quem dá mais?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Taí, lendo esse post tive uma idéia: vou leiloar uma noite de amor comigo, pra financiar a publicação do meu livro de contos <i>Dias estranhos</i>!</p>
<p>Pensando bem, vou leiloar VÁRIAS noites de amor. Para ambos os sexos.</p>
<p>Lances a partir de 50 reais, por favor.</p>
<p>Quem dá mais?</p>
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	<item>
		<title>Por: SANDRO CÔDAX</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317307</link>
		<dc:creator>SANDRO CÔDAX</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 14:56:19 +0000</pubDate>
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		<description>Muito além do cidadão... Ivanovitch!

Engraçado que mesmo sem ter conhecimento de tal processo, assim que terminei de escrever meu primeiro livro , tive a genial idéia de mandar um e-mail para todos os amigos e conhecidos, e também desconhecidos dos quais tinha o endereço de e-mail, pedindo uma contribuição simbólica de R$ 5,00, para que pudesse publicar meu livro, e coisa e tal, e que teriam o nome escrito nos agradecimentos do livro...
Claro que não funcionou. Apenas um amigo me deu a contribuição de R$ 5,00 (o que torramos logo a sguir em cerveja!).
no entanto, na publicação para valer, quase desisti, pois o valor que tinha que custiar da minha parte na parceria junto a editora era muito alto. Mas, graças ao editor, que me acalmou e me falou para pensar bem, voltei de Osasco para minha cidade matutano, e acabei tendo a idéia de vener antecipadamente meu livro; o que me salvou.
Não consegui todo o dinheiro que tinha que investir. consegui quase a metade, o que me aliviou para juntar o restante no intervalo da edição da obra.

E agora, vejo essa minha idéia, que pensei na época ser bem original, de original não tinha nada.
 
Abraço a todos. 
E desculpem se o comentário foi pela metade, em outro comentario, pois não sei o que fiz que foi enviado acidentalmente..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito além do cidadão&#8230; Ivanovitch!</p>
<p>Engraçado que mesmo sem ter conhecimento de tal processo, assim que terminei de escrever meu primeiro livro , tive a genial idéia de mandar um e-mail para todos os amigos e conhecidos, e também desconhecidos dos quais tinha o endereço de e-mail, pedindo uma contribuição simbólica de R$ 5,00, para que pudesse publicar meu livro, e coisa e tal, e que teriam o nome escrito nos agradecimentos do livro&#8230;<br />
Claro que não funcionou. Apenas um amigo me deu a contribuição de R$ 5,00 (o que torramos logo a sguir em cerveja!).<br />
no entanto, na publicação para valer, quase desisti, pois o valor que tinha que custiar da minha parte na parceria junto a editora era muito alto. Mas, graças ao editor, que me acalmou e me falou para pensar bem, voltei de Osasco para minha cidade matutano, e acabei tendo a idéia de vener antecipadamente meu livro; o que me salvou.<br />
Não consegui todo o dinheiro que tinha que investir. consegui quase a metade, o que me aliviou para juntar o restante no intervalo da edição da obra.</p>
<p>E agora, vejo essa minha idéia, que pensei na época ser bem original, de original não tinha nada.</p>
<p>Abraço a todos.<br />
E desculpem se o comentário foi pela metade, em outro comentario, pois não sei o que fiz que foi enviado acidentalmente..</p>
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	<item>
		<title>Por: SANDRO CÔDAX</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317306</link>
		<dc:creator>SANDRO CÔDAX</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 14:49:48 +0000</pubDate>
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		<description>Muito além do cidadão... Ivanovitch!

Engraçado que mesmo sem ter conhecimento de tal processo, assim que terminei de escrever meu primeiro livro , tive a genial idéia de mandar um e-mail para todos os amigos e conhecidos, e também desconhecidos dos quais tinha o endereço de e-mail, pedindo uma contribuição simbólica de R$ 5,00, para que pudesse publicar meu livro, e coisa e tal, e que teriam o nome escrito nos agradecimentos do livro...
Claro que não funcionou. Apenas um amigo me deu a contribuição de R$ 5,00 (o q</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito além do cidadão&#8230; Ivanovitch!</p>
<p>Engraçado que mesmo sem ter conhecimento de tal processo, assim que terminei de escrever meu primeiro livro , tive a genial idéia de mandar um e-mail para todos os amigos e conhecidos, e também desconhecidos dos quais tinha o endereço de e-mail, pedindo uma contribuição simbólica de R$ 5,00, para que pudesse publicar meu livro, e coisa e tal, e que teriam o nome escrito nos agradecimentos do livro&#8230;<br />
Claro que não funcionou. Apenas um amigo me deu a contribuição de R$ 5,00 (o q</p>
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		<title>Por: Daniela Langer</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317301</link>
		<dc:creator>Daniela Langer</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 13:41:48 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Sérgio
Eu também estava na Flip e também me surpreendi com a história do Bellatin. 
Em 2007 eu e um grupo de novos autores aqui de Porto Alegre, reunimos nosso trabalho em uma antologia, organizada pelo escritor Charles Kiefer. Tudo muito bonito, mas tinha aquele velho porém: como viabilizar, economicamente, essa edição?
Fizemos um projeto de pré-venda: 10 cartões-postais alusivos aos contos, mais um vale-livro. Foi um sucesso, pagamos a gráfica e enchemos a livraria no dia do lançamento.
Tinhamos uma editora, com CNPJ-e-bla-bla-bla, que colocou seu selo no livro. Mas, obviamente, por sermos autores desconhecidos, emprestou seu selo e não seu dinheiro. hehehe
O projeto deu tão certo que lançamos o livro em Passo Fundo e, no ano passado, em São Paulo.
Mas, vale a pena dizer, que não adiante ter estratégia de marketing se entre as páginas o texto for vazio. É claro que o livro é um produto, e como produto precisa de estratégia para vender.
Porém, antes de chegar a ser &quot;produto&quot; ele é palavra. Literatura. 
Prá quem quiser conhecer mais sobre o Inventário das delicadezas, seus autores:
www.inventariodasdelicadezas.wordpress.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Sérgio<br />
Eu também estava na Flip e também me surpreendi com a história do Bellatin.<br />
Em 2007 eu e um grupo de novos autores aqui de Porto Alegre, reunimos nosso trabalho em uma antologia, organizada pelo escritor Charles Kiefer. Tudo muito bonito, mas tinha aquele velho porém: como viabilizar, economicamente, essa edição?<br />
Fizemos um projeto de pré-venda: 10 cartões-postais alusivos aos contos, mais um vale-livro. Foi um sucesso, pagamos a gráfica e enchemos a livraria no dia do lançamento.<br />
Tinhamos uma editora, com CNPJ-e-bla-bla-bla, que colocou seu selo no livro. Mas, obviamente, por sermos autores desconhecidos, emprestou seu selo e não seu dinheiro. hehehe<br />
O projeto deu tão certo que lançamos o livro em Passo Fundo e, no ano passado, em São Paulo.<br />
Mas, vale a pena dizer, que não adiante ter estratégia de marketing se entre as páginas o texto for vazio. É claro que o livro é um produto, e como produto precisa de estratégia para vender.<br />
Porém, antes de chegar a ser &#8220;produto&#8221; ele é palavra. Literatura.<br />
Prá quem quiser conhecer mais sobre o Inventário das delicadezas, seus autores:<br />
<a href="http://www.inventariodasdelicadezas.wordpress.com" rel="nofollow">http://www.inventariodasdelicadezas.wordpress.com</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rafael</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317300</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 11:45:22 +0000</pubDate>
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		<description>Nem vou importunar vocês com minha aborrecida literatura. Dêem-me dez reais que vou embora e não encho o saco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem vou importunar vocês com minha aborrecida literatura. Dêem-me dez reais que vou embora e não encho o saco.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: David Eme</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317290</link>
		<dc:creator>David Eme</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 01:17:15 +0000</pubDate>
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		<description>Sou um autor novo &quot;no pedaço&quot;, ou seja, na selva. O livro foi publicado pela Editora Isis e se enontra à venda  no &quot;Submarino.com&quot;, &quot;Americanas.com&quot;, Livrarias Saraiva, etc e tal. Mas, estou divulgando minha obra no Blog: &quot;http://contraavontadededeus.blogspot.com&quot;, para dar maior visibilidade do livro ao público leitor e, dessa forma, conseguir que se interessem pela obra, a comprem e, claro,  leiam-na. É muito difícil ao autor iniciante, como eu, conseguir espaço na mídia. Portanto, creio ser importante encontrar um meio de fazer a obra chegar a um grande número de leitores, e o Blog é um desses meios, creio eu. O Blog pode ser uma versão do &quot;vale-livro&quot;. Será?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um autor novo &#8220;no pedaço&#8221;, ou seja, na selva. O livro foi publicado pela Editora Isis e se enontra à venda  no &#8220;Submarino.com&#8221;, &#8220;Americanas.com&#8221;, Livrarias Saraiva, etc e tal. Mas, estou divulgando minha obra no Blog: &#8220;http://contraavontadededeus.blogspot.com&#8221;, para dar maior visibilidade do livro ao público leitor e, dessa forma, conseguir que se interessem pela obra, a comprem e, claro,  leiam-na. É muito difícil ao autor iniciante, como eu, conseguir espaço na mídia. Portanto, creio ser importante encontrar um meio de fazer a obra chegar a um grande número de leitores, e o Blog é um desses meios, creio eu. O Blog pode ser uma versão do &#8220;vale-livro&#8221;. Será?</p>
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	<item>
		<title>Por: C. S. Soares</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317289</link>
		<dc:creator>C. S. Soares</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 22:49:48 +0000</pubDate>
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		<description>Assim era no tempo de Bellatin, hoje, são diversas as opções. Em tempos de internet (o que é um livro? ), publicação é &#039;milestone&#039; ou processo? Em 2006, publquei (um milestone) o romance SD8 em papel. Hoje, realizo uma adaptação deste romance em redes sociais (um processo). 

Dia desse, uma preocupada jornalista me perguntou se abrir gratuitamente a história na web não mataria a venda do livro. Respondi, mas é óbvio que não. Se pensar a maneira antiga, observaria que, quanto mais informado, o leitor tende a comprar mais (levando em consideração, claro, a segmentação de mercado). E isso realmente está acontecendo. Se pensar à maneira nova, temos que entender que um escritor escreve para ser lido, e, hoje, ele poderá ser lido no papel e na tela. Aí, as possibilidades são diversas, em termos de disposição do texto, acesso ao público leitor, integração de elementos midiáticos e até internacionalização do conteúdo. 

Claro, vivemos tempos novos e os modelos ainda não estão estabelecidos. Na verdade, estamos ainda criando os modelos, ainda experimentamos. Mas, penso, que a integração do texto com o software trará um poder imenso aos escritores (e editores). O SD8, no Twitter, ao final de cada capítulo, é disponibilizado em vários idiomas através do Google Translate (inglês, francês, espanhol, alemão etc). Dirão os céticos: mas isso é um absurdo, a tradução destas ferramentas beiram o nonsense. Sim (alguém duvida que não vá melhorar?) , mas acreditem, um diálogo pode começar aí e, no meu caso, tem sido bem positivo, incluindo o interesse de editoras estrangeiras na publicação do romance. Mas, isso, definitivamente, não é o mais importante. O mais importante é entender que o escritor do nosso tempo (quando não terá sido assim?) escreve para ser lido, seja no papel, seja em redes sociais, e tudo isso estará integrado. 

Vejam os blogs por exemplo: no caso dos escritores, penso, poderão ser vistos cada vez mais como um hub pessoal, interligando todos os  recursos on-line desse escritor. O SD8, por exemplo, é livro (papel), widgets, rádio, citações, profiles no Twitter, videos no youtube, canção, etc. 

A narrativa, necessariamente, torna-se transmidiática e a unidade de informação consumida muda. Esse talvez seja o problema maior que vivenciamos nesses tempos de transição. Se tomarmos como exemplo um jornal, é notório que nossa unidade de consumo é o artigo, do CD, migramos à faixa. Qual seria a unidade de consumo de um livro (ficção e não ficção)? Essa é a pergunta mais importante que certamente conseguiremos responder nos próximos anos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Assim era no tempo de Bellatin, hoje, são diversas as opções. Em tempos de internet (o que é um livro? ), publicação é &#8216;milestone&#8217; ou processo? Em 2006, publquei (um milestone) o romance SD8 em papel. Hoje, realizo uma adaptação deste romance em redes sociais (um processo). </p>
<p>Dia desse, uma preocupada jornalista me perguntou se abrir gratuitamente a história na web não mataria a venda do livro. Respondi, mas é óbvio que não. Se pensar a maneira antiga, observaria que, quanto mais informado, o leitor tende a comprar mais (levando em consideração, claro, a segmentação de mercado). E isso realmente está acontecendo. Se pensar à maneira nova, temos que entender que um escritor escreve para ser lido, e, hoje, ele poderá ser lido no papel e na tela. Aí, as possibilidades são diversas, em termos de disposição do texto, acesso ao público leitor, integração de elementos midiáticos e até internacionalização do conteúdo. </p>
<p>Claro, vivemos tempos novos e os modelos ainda não estão estabelecidos. Na verdade, estamos ainda criando os modelos, ainda experimentamos. Mas, penso, que a integração do texto com o software trará um poder imenso aos escritores (e editores). O SD8, no Twitter, ao final de cada capítulo, é disponibilizado em vários idiomas através do Google Translate (inglês, francês, espanhol, alemão etc). Dirão os céticos: mas isso é um absurdo, a tradução destas ferramentas beiram o nonsense. Sim (alguém duvida que não vá melhorar?) , mas acreditem, um diálogo pode começar aí e, no meu caso, tem sido bem positivo, incluindo o interesse de editoras estrangeiras na publicação do romance. Mas, isso, definitivamente, não é o mais importante. O mais importante é entender que o escritor do nosso tempo (quando não terá sido assim?) escreve para ser lido, seja no papel, seja em redes sociais, e tudo isso estará integrado. </p>
<p>Vejam os blogs por exemplo: no caso dos escritores, penso, poderão ser vistos cada vez mais como um hub pessoal, interligando todos os  recursos on-line desse escritor. O SD8, por exemplo, é livro (papel), widgets, rádio, citações, profiles no Twitter, videos no youtube, canção, etc. </p>
<p>A narrativa, necessariamente, torna-se transmidiática e a unidade de informação consumida muda. Esse talvez seja o problema maior que vivenciamos nesses tempos de transição. Se tomarmos como exemplo um jornal, é notório que nossa unidade de consumo é o artigo, do CD, migramos à faixa. Qual seria a unidade de consumo de um livro (ficção e não ficção)? Essa é a pergunta mais importante que certamente conseguiremos responder nos próximos anos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Fernando Torres</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/07/16/o-caminho-do-vale-livro/comment-page-1/#comment-317288</link>
		<dc:creator>Fernando Torres</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 19:11:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/?p=15698#comment-317288</guid>
		<description>Dizem que Camões pediu uma grana para o Rei. Ainda descolou uma aposentadoria.

Se você não é Camões, bem vindo à selva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que Camões pediu uma grana para o Rei. Ainda descolou uma aposentadoria.</p>
<p>Se você não é Camões, bem vindo à selva.</p>
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