iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

“O fato é que o valor intrínseco do livro, peça ou
qualquer outra coisa que o autor esteja tentando vender
é o último e menos importante fator da transação. É provável
que não haja outro ramo da indústria em que seja tão tênue
a relação entre lucro e valor real, ou em que a pura sorte
tenha papel tão destacado.” GEORGE BERNARD SHAW

10/07/2009 - 16:45

O imortal Bulwer-Lytton

A frase escrita pelo Snoopy com tanta dificuldade no post abaixo – “Era uma noite escura e tempestuosa” – foi de fato usada, e a sério, pelo escritor vitoriano Edward George Bulwer-Lytton para abrir seu romance “Paul Clifford”, de 1830. O que lhe valeu a glória de batizar o famoso concurso anual de bad writing promovido pela Universidade de San Jose, na Califórnia, em que os participantes inscrevem “começos inesquecíveis” escritos, de propósito, com o maior número possível de clichês literários. Pois bem: o resultado do Bulwer-Lytton Fiction Contest 2009 acaba de sair e os vencedores podem ser lidos aqui – vai um trechinho traduzido do grande campeão:

Dizem que se você apurar bem os ouvidos quando a lua cheia está no mais alto do céu, o vento sopra no Estreito de Nantucket vindo do nordeste e os cães uivam por nenhuma razão terrena, conseguirá ouvir os gritos terríveis da tripulação do Ellie May

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

8 comentários para “O imortal Bulwer-Lytton”

  1. Carlos Eduardo disse:

    É brega. É clichê. Mas é bonito.

    *

    Quando eu fazia segundo ano do ensino médio tinha lá a Zildinha. Linda. Brega. Adorava clichês.

    *
    Eu nunca gostei de clichês. E a Zildinha nunca gostou de mim.

  2. Saint-Clair Stockler disse:

    “Uma livraria é uma das provas mais contundentes de que as pessoas andam pensando constrangedoramente mal” – Le Petit Saint

    (autor daquela outra frase também imortal: “Ce qui n’est pas Saint-Clair n’est pas français”)

    rsrsrs

  3. Hari Seldon disse:

    Que nunca usou um bom clichê que use o primeiro ponto-e-virgula…
    Se este concurso fosse realmente “sério”, Paulo Coelho ganhava todos os anos (isto é sério, não é um ataque infundado e deliberado a quem tem telhado de vidro!).

  4. Alexandre disse:

    Bons clichês devem ser perdoados e tratados em clínicas de letras. Em três meses ele sai de lá curado e ninguém o nota

    Esse é visual e melhor que certas frases sensatas e aparentemente saudáveis de alguns escritores multi uso por aí.

  5. Os bons clichês estão em extinção, ou será o contrário? Vai ver nada se cria, tudo se copia. Abraços.

    http://www.eriolword.com/
    http://eriolmala.blog.uol.com.br/

  6. Eu já tinha lido sobre esse concurso divertido. Minha preferida é a vencedora na categoria de “fantasy fiction” (é ficcção científica, Sérgio?).

    “A quest is not to be undertaken lightly–or at all!–pondered Hlothgar, Thrag of the Western Boglands, son of Glothar, nephew of Garthol, known far and wide as Skull Dunker, as he wielded his chesty stallion Hralgoth through the ever-darkening Thlargwood, beyond which, if he survived its horrors and if Hroglath the royal spittle reader spoke true, his destiny awaited–all this though his years numbered but fourteen.”

  7. Luiz Gianesini disse:

    gostei da entrevista ontem com o grande Maurício

    Luiz Gianesini
    Brusque/SC

  8. C. S. Soares disse:

    Complementando o meu comentário do post anterior (o do algoritmo versus heurísitca) corroboro a lúcida declaração de Schopenhauer em “Sobre a escrita e o estilo”: o pretexto do autor para escrever é (deveria ser) ter algo a comunicar.

Deixe um comentário:

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo