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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

03/07/2009 - 00:36

Os cabeçudos

Richard Dawkins, entrevistado com muita competência por Silio Boccanera, foi – como estava programado – a grande atração de quinta-feira. Articulado e com aquela fala claríssima dos ingleses educados, Dawkins me surpreendeu pela serenidade com que expõe seus pontos de vista, bem diferente do estilo inflamado de Christopher Hitchens, por exemplo, com quem vem dividindo o palco de uma certa cruzada ateísta. Foi engraçado quando ele disse que o fato de os cérebros humanos terem crescido enormemente nos últimos três milhões de anos não significa que essa tendência evolutiva se manterá nos próximos três milhões de anos. “Para isso, seria necessário que as pessoas cabeçudas continuassem a ter mais facilidade de se acasalar do que as pessoas não cabeçudas, o que já não parece ser o caso”, disse. Não fora de Parati, pelo menos.

Ah, eu tinha prometido mais notícias sobre a mesa “Verdades inventadas”? Tinha. Mas descubro agora que é impossível resenhar um evento do qual participei, a não ser para dizer que correu tudo bem, muito bem, e que o alívio que sobreveio foi comemorado com um Cohiba.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

11 comentários para “Os cabeçudos”

  1. Thiago Maia disse:

    Eu sou ambilivebelmente cabeçudo e protesto.

    PS: Cruzeiro TRI, SR e demais, TRI da Libertadores. É certo.

  2. Ontem um amigo me mandou o link com o vídeo ao vivo da sua mesa, Sérgio. Mas eu ia começar uma reunião de trabalho bem na hora! Espero muito conseguir encontrar o vídeo online, ainda, nem que seja pra ver com atraso. Fico contente por ter dado tudo certo. (E morro de inveja de você ter visto o Dawkins.) Bjs

  3. Rafael disse:

    Que engraçado. Eu não sabia que ensinavam a fumar charutos no Módulo Avançado!

    Vale

  4. Djabal disse:

    Consegue-se perceber isso ao ler o livro. Que é bem educado, explica muito bem seus pontos de vista, não importa qual a complexidade dele, ele encontra um meio de nos fazer entender.
    E um brilhante narrador. Você confirmou a opinião que ele havia passado por escrito. Abraços.

  5. Carlos Eduardo disse:

    Também fico feliz por ter corrido tudo bem no debate em que você participou Sérgio.

    E, assim com a Isabel Pinheiro, morro de inveja por você ter visto o Dawkins.

  6. Rafael, esse é modulo intermediário. No tema: como relaxar quando você não está escrevendo.

  7. Sergio, também tive vontade de fumar um cohiba agora de manhã, ao terminar de ler Elza, a Garota. Vou te escrever depois com minhas impressões, mas já adianto que achei o livro incrível. Abraços e boa Flip (se puder, comente aqui sobre a mesa do Bellatin e o Tezza, sim?)!

  8. Tibor Moricz disse:

    Cohiba é cigarro? Que coisa… mais… politicamente incorreta.

  9. Tibor Moricz disse:

    Pesquisando no oráculo, descobri que Cohiba é um charuto. Menos mal.

  10. Tibor Moricz disse:

    Já ia me esquecendo… Richard Dawkins é uma besta.

  11. Ricardo Coração dos Outros disse:

    “o alívio que sobreveio foi comemorado com um Cohiba.”

    Que coisa mais “Elite do Maranhão e das Alagoas”. Que coisa mais “Jô Soares”. Que coisa mais clichezuda.

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