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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

26/06/2009 - 11:02

Twitteratura

Tenho 140 caracteres para lhes provar que minha mulher me traiu sordidamente com meu melhor amigo, depois passo à “História dos Subúrbios”.

Dois calouros da Universidade de Chicago venderam para a Penguin a idéia de um livro chamado “Twitterature”, que vai recontar alguns dos maiores clássicos da literatura mundial “em vinte tweets ou menos”. Rapazes prolixos: por que não em um?

Virei chefe de homens, Deus esteja. Sou pactário? Mas Diadorim depois que morreu era mulher, mire e veja, viver é muito perigoso. Travessia.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

28 comentários para “Twitteratura”

  1. Carlos Eduardo disse:

    Nunca li “Grandes Sertões: Veredas”, mas acredito que a “essência” do livro está dada aí.

    Machado de Assis e Graciliano Ramos não teriam a menor dificuldade com esse negócio de Twitter.

    Karl Kraus também não.

  2. Tibor Moricz disse:

    Twitter… o que é isso?

  3. mya disse:

    nossa.. que absurdo.. A sérgio.. eu acho essa iniciativa um lixo.

  4. Engraçado. Mas será quase como um livro de hai-kais.

  5. Carlos disse:

    Carlos Eduardo, com o devido respeito, “Grandes sertões” é o cacete! Se não leu o livro, pelo menos não deforme o título, nem o misture com Os sertões, do Euclides da Cunha, que é outra obra-prima. Aliás, por que não lê um pouco? É um grande prazer e não tem efeitos colaterais. Carlos

  6. Rafael disse:

    Twitter? Coisa chata e desinteressante! Espero não ter transposto o limite de caracteres. Vale

  7. uma curiosa disse:

    Meninos prolixos e pouco criativos…
    Ressucitaram a story line do cinema…
    Qualquer história pode ter seu ethos contado em muito menos que 140 caracteres…. daí a virar literatura….
    Enfim, é um bom exercício pra testar a capacidade de concisão

  8. Rodrigo disse:

    Rolou uma tensão aí, entre os Carlos?
    Ou tesão, sei lá. Literatura desperta paixões.

  9. Leo disse:

    Podiam fazer isso com o Kama Sutra só pra ver no que ia dar.

  10. Thiago Maia disse:

    Deve valer para contos. Se sim:

    Aleph.

    Ou ainda:

    א.

  11. Memórias Póstumas de B. Cubás:
    “Morri. Conto uma história que não precisa ser contada”

  12. C. S. Soares disse:

    O projeto (apesar da esterilidade do tema) até poderia trazer uma boa contribuição à questão das redes sociais como novo meio para a publicação de narrativas. Parece, entretanto, não ser essa a intenção dos autores, já que há uma intensa preocupação em justificá-lo como “A HUMOROUS retelling of works of great literature in Twitter format”.

    Aos (seriamente) interessados no tema, sugiro a sempre prazerosa leitura de ‘A preparação do romance’, volume I, de Roland Barthes, em especial, sua exposição sobre o conceito de ‘notatio’ (muito semelhante ao que em redes sociais como o Twitter chamaremos de status updates).

    Nada disso, contudo, me parece muito importante. O que realmente deveria ser observado é a desmaterialização do conceito da obra como sistema fechado.

    Hoje, o site Cronópios reproduz um artigo que publiquei há poucas semanas no iMasters/UOL sobre ‘Cloud Publishing’. O termo é novo, mas a ideia nem tanto, inspira-se no conceito de Cloud Computing.

    É preciso que compreendamos que uma narrativa na internet, meio digital baseado em software, se transformará, casa vez mais, naturalmente, em software (não por acaso, livros no iTunes são vendidos como aplicações).

  13. CARLOS disse:

    A É…………….. SIM ,SIM NÃO ENTENDI NADA !

  14. chato disse:

    “Minha vida é uma merda, me sinto uma barata, porque todos me vêem como uma” . Imagino que isso seja “A Metamorfose” para esse pessoal maníaco por bobagens digitais.

  15. Renata L disse:

    só pra saber: alguém aí entende ironia?

  16. Daniel disse:

    Roubou a moça, levou a moça. O corno fez a guerra e com um cavalo de pau venceu. Matou a todos e trouxe a moça. O do calcanhar dançou.

    Até a Ilíada cabe nisso

  17. Pedro David disse:

    Perturbado e melancólico, matou a velha. Não conseguindo suportar a culpa,se entregou. O amor pela prostituta Sônia o redimiu.

  18. Carlos Eduardo disse:

    Errata.

    O título que Guimarães Rosa deu a sua obra-prima é Grande Sertão: Veredas e, não, “Grandes Sertões: Veredas” como escrevi no primeiro comentário. Lamento o equívoco.

    Carlos, obrigado pela correção e pela sugestão, mas há prazeres que estão acima da nossa capacidade de apreciação.

    Abraço.

  19. Luiz S. disse:

    Minha contribuição:
    “E ele disse: amai-vos uns aos outros. Mas seus implacáveis inimigos o crucificaram.”

    O Evangelho segundo Twitter.

    Abs
    Luiz

  20. kylderi disse:

    O primeiro twitter é Dom Casmurro, lá no Sérgio R.

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