Twitteratura
Tenho 140 caracteres para lhes provar que minha mulher me traiu sordidamente com meu melhor amigo, depois passo à “História dos Subúrbios”.
Dois calouros da Universidade de Chicago venderam para a Penguin a idéia de um livro chamado “Twitterature”, que vai recontar alguns dos maiores clássicos da literatura mundial “em vinte tweets ou menos”. Rapazes prolixos: por que não em um?
Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:Virei chefe de homens, Deus esteja. Sou pactário? Mas Diadorim depois que morreu era mulher, mire e veja, viver é muito perigoso. Travessia.

Nunca li “Grandes Sertões: Veredas”, mas acredito que a “essência” do livro está dada aí.
Machado de Assis e Graciliano Ramos não teriam a menor dificuldade com esse negócio de Twitter.
Karl Kraus também não.
Twitter… o que é isso?
nossa.. que absurdo.. A sérgio.. eu acho essa iniciativa um lixo.
Engraçado. Mas será quase como um livro de hai-kais.
Carlos Eduardo, com o devido respeito, “Grandes sertões” é o cacete! Se não leu o livro, pelo menos não deforme o título, nem o misture com Os sertões, do Euclides da Cunha, que é outra obra-prima. Aliás, por que não lê um pouco? É um grande prazer e não tem efeitos colaterais. Carlos
Twitter? Coisa chata e desinteressante! Espero não ter transposto o limite de caracteres. Vale
Meninos prolixos e pouco criativos…
Ressucitaram a story line do cinema…
Qualquer história pode ter seu ethos contado em muito menos que 140 caracteres…. daí a virar literatura….
Enfim, é um bom exercício pra testar a capacidade de concisão
Rolou uma tensão aí, entre os Carlos?
Ou tesão, sei lá. Literatura desperta paixões.
Podiam fazer isso com o Kama Sutra só pra ver no que ia dar.
Deve valer para contos. Se sim:
Aleph.
Ou ainda:
א.
Memórias Póstumas de B. Cubás:
“Morri. Conto uma história que não precisa ser contada”
O projeto (apesar da esterilidade do tema) até poderia trazer uma boa contribuição à questão das redes sociais como novo meio para a publicação de narrativas. Parece, entretanto, não ser essa a intenção dos autores, já que há uma intensa preocupação em justificá-lo como “A HUMOROUS retelling of works of great literature in Twitter format”.
Aos (seriamente) interessados no tema, sugiro a sempre prazerosa leitura de ‘A preparação do romance’, volume I, de Roland Barthes, em especial, sua exposição sobre o conceito de ‘notatio’ (muito semelhante ao que em redes sociais como o Twitter chamaremos de status updates).
Nada disso, contudo, me parece muito importante. O que realmente deveria ser observado é a desmaterialização do conceito da obra como sistema fechado.
Hoje, o site Cronópios reproduz um artigo que publiquei há poucas semanas no iMasters/UOL sobre ‘Cloud Publishing’. O termo é novo, mas a ideia nem tanto, inspira-se no conceito de Cloud Computing.
É preciso que compreendamos que uma narrativa na internet, meio digital baseado em software, se transformará, casa vez mais, naturalmente, em software (não por acaso, livros no iTunes são vendidos como aplicações).
A É…………….. SIM ,SIM NÃO ENTENDI NADA !
“Minha vida é uma merda, me sinto uma barata, porque todos me vêem como uma” . Imagino que isso seja “A Metamorfose” para esse pessoal maníaco por bobagens digitais.
só pra saber: alguém aí entende ironia?
Roubou a moça, levou a moça. O corno fez a guerra e com um cavalo de pau venceu. Matou a todos e trouxe a moça. O do calcanhar dançou.
Até a Ilíada cabe nisso
Perturbado e melancólico, matou a velha. Não conseguindo suportar a culpa,se entregou. O amor pela prostituta Sônia o redimiu.
Errata.
O título que Guimarães Rosa deu a sua obra-prima é Grande Sertão: Veredas e, não, “Grandes Sertões: Veredas” como escrevi no primeiro comentário. Lamento o equívoco.
Carlos, obrigado pela correção e pela sugestão, mas há prazeres que estão acima da nossa capacidade de apreciação.
Abraço.
Minha contribuição:
“E ele disse: amai-vos uns aos outros. Mas seus implacáveis inimigos o crucificaram.”
O Evangelho segundo Twitter.
Abs
Luiz
O primeiro twitter é Dom Casmurro, lá no Sérgio R.