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“Então me digam que metáfora do solitário, pungente,
imaginoso ofício de escrever pode, nesta vida cachorra,
superar o velho ‘manutigium’?” CECILIO GIOVENAZZI

14/06/2009 - 10:27

Começos (ainda) inesquecíveis: Italo Calvino

Não se sabe se Kublai Khan acredita em tudo o que diz Marco Polo quando este lhe descreve as cidades visitadas em suas missões diplomáticas, mas o imperador dos tártaros certamente continua a ouvir o jovem veneziano com maior curiosidade e atenção do que a qualquer outro de seus enviados ou exploradores.

A primeira frase de “As cidades invisíveis”, obra-prima lançada em 1972 por Italo Calvino (Companhia das Letras, tradução de Diogo Mainardi, 1990), pode não parecer, em si, inesquecível. É preciso ler esse espantoso conjunto de relatos de viagem por cidades imaginárias para descobrir que é, sim.

Publicado em 4/6/2007.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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7 comentários para “Começos (ainda) inesquecíveis: Italo Calvino”

  1. é, sim.
    obrigada por citar um dos meus livros favoritos de todos os tempos, Sérgio. Inspiradoras as cidades invisíveis, sempre volto à elas.

  2. Marcos disse:

    Foi o único livro que li do Ítalo Calvino. Bem intrigante.

  3. Do Calvino, só li “O visconde partido ao meio” – indicado aos alunos da escola dos nossos filhos no oitavo ano (2008). Aproveitei a deixa para conhecer a obra deste autor, que é realmente incomum, diferente de qualquer outra. Esse “As cidades invisíveis” é tão falado, vou buscar para ler.
    Beijos,

  4. Carlos Eduardo disse:

    O velho Harold Bloom cita este livro de Calvino no Como e por que ler. Ainda não li, mas com esse início que o Sérgio nos brindou, fiquei com água na boca.

  5. Daniel Brazil disse:

    Li – e gostei ainda mais – de Se Um Viajante Numa Noite de Inverno. Este já foi citado aqui como um começo inesquecível, e é mesmo!
    A trilogia do visconde, do cavaleiro e do barão ganha dimensão maior quando observamos o conjunto. Nossos antepassados, como disse Calvino.

  6. Calvino é um autor monumental.

    As páginas de “As cidades invisíveis” estão, sem dúvida, entre as mais belas da literatura mundial.

  7. Nilton Quoirin disse:

    As cidades invisíveis é uma obra prima! Também gostei muito de Se um viajante…

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