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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

27/05/2009 - 18:18

Noções de Alice

Você já leu a contista canadense Alice Munro? Eu confesso que não, e convido quem tiver lido a se manifestar aqui nos comentários. O mais-que-prestigioso prêmio Man Booker International que ela ganhou hoje pelo conjunto de sua obra e “contribuição à ficção no cenário mundial”, concorrendo com nomes como Mario Vargas Llosa, V.S. Naipaul e Peter Carey, recomenda jogar logo alguma luz nas trevas da minha ignorância. Munro tem dois livros em catálogo no Brasil: “Fugitiva” (Companhia das Letras, 2006) e “Ódio, amizade, namoro, amor, casamento” (Globo, 2004). Quem tiver pressa e inglês para tanto pode preferir seguir este bom guia de contos disponíveis online, publicado pelo blog de livros do “Guardian”. Vou passear por lá, quem sabe volto ao assunto.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

17 comentários para “Noções de Alice”

  1. Tibor Moricz disse:

    Alice? Só conheço aquela no país das maravilhas…

  2. Thiago Maia disse:

    Tenho os dois livros e não li nem um conto ainda, infelizmente.

  3. Não li, e confesso que não sou muito chegada em contos. Não chega nem a ser preconceito, porque gosto muito do Rubem Fonseca contista – mais do que do romancista. Acho que é falta de afinidade, mesmo…

  4. Rafael disse:

    Confesso que não tinha ouvido falar nem do Man Booker International.

    Santa ignorância, Batman! – diria o Robin…

  5. As vezes me parece que apenas indicam o Vargas Llosa para dar alguma legitimidade para o ganhador.

  6. josé rubens disse:

    Prezado Sérgio,

    Voce já fez algumas incursões no conto? Ao que parece, sua “praia” é a narrativa longa.

  7. Tamara Sender disse:

    Prêmio merecido. Alice Munro é excelente escritora. Li Fugitiva e achei um livraço!

  8. Caro José Rubens: estreei na ficção com um livro de contos, “O homem que matou o escritor”, e nunca abandonei o gênero. Os Sobrescritos, que também são (mini)contos, vão virar livro este ano.

  9. Carlos Eduardo disse:

    Se o prêmio é sério e alguém consegue desbancar, mais do que o Vargas Llosa, o Naipaul, significa que esse alguém vale a pena.

    Contos? gosto. Muitos dizem que é a narrativa por excelência deste século.

    Sobrescritos vai virar livro? Minha biblioteca “Sérgio Rodrigues” vai aumentar ainda mais. Porque o autor de Elza é do tipo de escritor que se lê como se fosse um narcótico.

  10. luísa disse:

    A Alice Munro é autora do conto que deu origem ao filme “Longe Dela’, dirigido e roteirizado pela também canadense Sarah Polley, que foi indicada ao Oscar de Roteiro Adaptado. O conto chama “The Bear That Came Over The Mountain” e foi publicado na New Yorker. Tanto a história quanto o filme são ótimos.

  11. Jonas disse:

    Sérgio, recomendo vivamente a Munro. Para mim, sem exagero, é a melhor contista viva, seja homem ou mulher.

  12. marcio disse:

    O Jonas tem razão, e ela só escreve contos. Até a história da própria família ela escreveu dessa forma.

  13. Rogério Moraes disse:

    Como outros já disseram, a Munro é considerada uma das principais contistas vivas. Li os dois livros dela traduzidos por aqui, excelentes. Aliás, a Fugitiva é uma obra-prima. Acho que juntamente com Reparação é um dos livros mais elogiados dos últimos anos.

  14. Luiz Octavio disse:

    Alice Munro é colaboradora habitual do New Yorker. Uma bela contista. Sua obra é notável. Fica de olho nela, doravante.

  15. Felipe Charbel disse:

    A Fugitiva é um livraço. Todos os contos são muito bons, alguns são excelentes. Concordo com o que disse o Jonas aí em cima: é a melhor contista viva.

  16. ricardo disse:

    li alguns contos on line da senhora Munro (como diria o NYT).

    são histórias cheias de tensão, habilidade narrativa e maturidade psicológica. ela consegue fazer algo curioso: suspense com temas do cotidiano, com personagens “medíocres”.

    Me lembrei de Tchecov. Acho que a autora já o mencionou como grande referência.

  17. Leila disse:

    Ainda não li, tinha ouvido o nome…em algum lugar.
    Vargas Llosa eu odiei o único livro que li e de Naipaul gostei de tudo o que li (não li tudo o que ele escreveu)

    Abraço

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