Começos inesquecíveis: Fiódor Dostoiévski
Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. Não me trato, e nunca me tratei, por muito que considere a medicina e os médicos, pois sou altamente supersticioso, pelo menos o bastante para ter fé na medicina. (Possuo instrução suficiente para não ser supersticioso e, no entanto, sou…) Não, se não me trato é por pura maldade: é assim mesmo. O senhor não compreenderá isto, por acaso? Pois compreendo-o e basta. Não há dúvida de que eu não conseguiria explicar a quem prejudico neste caso, com a minha maldade. Compreendo perfeitamente que, não me tratando, não prejudico a ninguém, nem sequer os médicos; sei melhor do que ninguém que só a mim próprio prejudico. Não importa; se não me trato é por maldade. Tenho o fígado doente? Pois que rebente!
Eis o início de um impressionante caso de existencialismo antes do tempo: o de “Memórias do subterrâneo” (Nova Aguilar, volume II da Obra Completa, tradução de Natália Nunes), novela lançada em 1864 por Fiódor Dostoiévski.
Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

DIO HANE TE INSEGUA!
FANCARIA… COSÉ RAGAZZINO STRAZZOPRETI???
C´E TANTE DELLE BELLE COSE… E NIENTE!
COSI SE MUOVE.
COSIFANTUTTI
IL LITERATRICE DELLO SPETACULO FABULOSO, COMUNQUE NIENTE DI QUA.
NEM DI LA.
AL DI LA.
DELLE BELLE COSE.
É um caso clássico de diarréia verbal provocada pela ingestão de macarrão estragado.
“o Hefestus, que veio aqui não para falar da literatura do Dostoievski, mas para criticar os demais.”
Já que você gosta de tudo tão bem explicadinho, permita-me só especificar um ponto, Rafael, que depois me calo, como você deseja.. Eu “vim aqui” porque frequento o espaço com regularidade, não para criticar ninguém. Não tens como inferir o objetivo de minha visita, portanto tua colocação está errada.
E quando eu deixei um comentário, não foi para criticar “os demais”, foi para criticar você mesmo.
Crime e Castigo é até hoje um dos melhores livros que li. O autor tem prestígio em minha estante e vaou conferir assim que possível esse começo e o livro todo. Vai esperar pois tenho um outro débito com o velho Dostô…
A propósito, não gosto muito de biografias de artistas… de nenhum tipo de artista e de nenhum tipo de biografia. Nem filme, nem livro, nem coisa alguma…
Não me interessa saber da vida comum de um artista, seja ele um grande escritor, um grande músico, um grande pintor… Não muda nada para mim enquanto leio o livro, escuto a músico, observo a pintura… Bata-me a obra que por si só deve ser prima…
De vida comum já basta a minha.
Dostoiévski é um ótimo escritor, não me importo se ele era um bom filho, um bom pai, um bom amigo, católico, ou o que quer que ele tenha sido.
Ficaram os livros, agradeçamos o velho escritor pelo excelente lego, o resto, o resto é silêncio.
Síndrome de Stendhal, foi Chuck Palahniuk que falou disso em um de seus livros… realmente Dostoiévski consegue isso.
Chequei lá Claudio. Valeu a dica.
Belo exemplo acima do ocaso mental que acomete blogs. Comentários batidos (se não sabiam das informações óbvias do Rafael sobre Dostoiévski, é que se limitaram a ler sua obra via wikipédia), pretensa “curtura”, e superficialidade mental. E depois apontam o BBB9 como matéria alienígena…
Memórias do Subsolo (ou Notas do Subterrâneo) é um dos melhores livros que eu já li. Excelente também na tradução do Boris Schnaiderman. Agora, quando tiver um tempinho, quero muito encarar os dois volumes de Os Irmãos Karamazov, na tradução do professor Paulo Bezerra.