Holocausto
A palavra holocausto entrou no vocabulário de nossa língua no século 14. Vinha em última análise, depois de uma tabela com o latim, do grego holókaustos, “sacrifício ritual pelo fogo”. Mas isso se tornou uma espécie de pré-história do vocábulo depois que seu sentido dominante – já como nome próprio – passou a ser o genocídio dos judeus empreendido pelo regime nazista de Adolf Hitler.
Não era a primeira vez que a palavra era usada em referência a massacres. Consta que, antes da Segunda Guerra, o brilhante orador Winston Churchill a tinha empregado para descrever o assassinato de um milhão de armênios pelo governo turco. Mas a escala inédita do extermínio de judeus europeus pelos nazistas exigia um nome próprio para marcar seu caráter único – um crime que, em relação a todos os outros pogroms que vitimaram judeus ao longa da história, era diferente “não só em grau de seriedade, mas em essência”, nas palavras da filósofa Hannah Arendt.
Holocausto começou a ganhar esses contornos específicos como tradução do termo hebraico Shoah, “catástrofe”, que já em 1940 era usado para designar o massacre de judeus poloneses pelos alemães. Segundo dicionários etimológicos americanos, a palavra apareceu registrada com inicial maiúscula pela primeira vez em 1957. Desde então, tornou-se comum ampliar seu sentido para abarcar o aniquilamento de outros povos e grupos humanos pelos nazistas, como ciganos, homossexuais e deficientes físicos.
A conotação religiosa original da palavra faz com que algumas pessoas considerem insultuoso usá-la, preferindo adotar Shoah em seu lugar. No entanto – e apesar de tentativas criminosas de negar a história, como a do bispo britânico Richard Williamson, recém-reabilitado pelo papa –, Holocausto parece ter tudo para se eternizar como expressão definitiva do horror que lhe coube nomear.
Publicado na “Revista da Semana”.
Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): A palavra é... Tags:
Robert Fisk, Edward Said, Norman Finkelstein = esclarecimento???
Boa piada, eles escrevem manuais de ódio a Israel transvestidos de “ensaios intelectuais”. São propagadores do obscurantismo. Sem falar nos erros factuais das obras desses manés.
Said acusa o Ocidente de sempre ter uma visão distorcida do Oriente. Mas que povo não tem uma visão distorcida dos outros? Os árabes compreendem com exatidão o resto da humanidade? Os japoneses?
Robert Fisk, Edward Said, Norman Finkelstein = esclarecimento??? [2]
Dina Zagreb e Roberto:
Por favor, me indiquem outras leituras pra que eu possa contrabalançar as informações “tendenciosas” do Said, do Fisk, etc. Agora, sinceramente, dizer que o Said é um “mané” é um pouco demais, vocês não acham? Por quê isso? Porque ele nasceu na Palestina, talvez? E desde quando a obra do Said pode ser classificada de “manual de ódio a Israel”??? Só porque ele foi um crítico da ocupação israelense? Ôps, desculpem, talvez eu não possa falar em ocupação. Mas, se não me engano, a ONU utiliza esta mesma nomenclatura pra se referir a Gaza e à Margem Ocidental: “territórios ocupados”. A mesma ONU que criou o estado de Israel, lembram? Se vocês estiverem a fim de um debate civilizado, eu sou parceiro. Se não, ficamos por aqui e vamos deixar que tudo continue como está. Abraços.
P.S.: Dina, eu sou fã do Philip Roth (e do Saul Bellow, e do Singer), mas gosto muito mais dele quando ele se contenta em fazer literatura.
Sobre os terrorritórios ocupados, eu sou crítico. Embora poucos lembrem de serem críticos às ofensivas militares dos países árabes que precederam essa ocupação.
Said, por exemplo, demoniza Flaubert pelo seu retrato do Oriente. Mas, voltando ao meu argumento principal, que pessoa ou povo não têm tendências ao ver outros povos? Os árabes eram apenas benevolentes e objetivos ao falar dos ocidentais? Os ocidentais são tão malvados que só eles têm tendências? Os árabes na história não tiveram também o seu momento de expansionismo e controle de outras áreas e povos, ou só foi o mundo ocidental que fez isso? (Claro, vamos esquecer os turcos, os mongóis, os persas…). A abordagem de Said é falaciosa por eleger apenas um parte da história para alocar os defeitos humanos. Não é possível pensar em paz e entedimento se você coloca a “maldade” como exclusividade de um lado.
Não respeito Said intelectualmente, mas a sua militância dava prioridade a um estado palestino independente, e isso eu respeito muito. Já Fisk e Finkelstein controem desculpas para Hezzbolah e Hamas cuja intenção declarada é varrer Israel e, claro, os judeus que estão lá do mapa. Finkelstein chega a dar palestras para grupos de revisionistas do Holocausto. Tema orginal do post do Sérgio.
Rode Madalena de Jesuz, 07 Fevereiro 2009 – 10:18
´´Estatísticas relativas à população judia não são conhecidas em detalhes precisos, as aproximações para vários países diferindo grandemente, e é também desconhecido quantos judeus foram deportados e internados em algum tempo entre 1939 e 1945. Em geral, entretanto, as estatísticas existentes, especialmente aquelas referentes à emigração, são suficientes para demonstrar que nem uma fração dos seis milhões de judeus poderia ter sido exterminada. Em primeiro lugar, o número não pode nem remotamente se basear no exame dos dados sobre a população judia européia. De acordo com a Chamber Encyclopaedia o número total de judeus vivendo na Europa antes da guerra era de 6.500.000. Claramente, isto significaria que quase todo o número teria sido exterminado. Mas a Baseler Nachrichten, uma publicação suíça neutra empregando dados estatísticos judaicos existentes, diz que, entre 1933 e 1945, 1.500.000 judeus emigraram para a Grã-Bretanha, Suécia, Espanha, Portugal, Austrália, China, Índia, Palestina e os Estados Unidos. Isto é confirmado pelo jornalista judaico Bruno Blau, que cita o mesmo número o jornal judaico nova-iorquino Aufbau, a 13 de agosto de 1948. Deste imigrantes, aproximadamente 400.000 vieram da Alemanha antes de setembro de 1939. Isto é confirmado pelo Congresso Mundial Judaico em sua publicação Unity in Dispersion (p. 377), que afirma que: “A maioria dos judeus alemães teve sucesso em deixar a Alemanha antes do começo da guerra”. Em adição aos judeus alemães, 220.000 do total de 280.000 judeus austríacos emigraram até setembro de 1939, enquanto que de março de 1939 em diante o Instituto de Emigração Judaica em Praga havia assegurado a emigração de 260.000 judeus da antiga Tchecoslováquia. No total, apenas 360.000 judeus permaneciam na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia após setembro de 1939. Da Polônia, uma estimativa de 500.000 emigraram antes do início da guerra. Estes número indicam que o número de emigrantes judeus de outros países europeus (França, Holanda, Itália, os países da Europa Oriental, etc.) era de aproximadamente 120.000. Este êxodo de judeus antes e durante as hostilidades, portanto, reduz o número de judeus na Europa a aproximadamente 5.000.000. Em adição a esses emigrantes, devemos também incluir aqueles que fugiram para a URSS depois de 1939, e que foram migrantes da Polônia. Mas, tirando a Polônia, Reitlinger admite que 300.000 outros judeus europeus escaparam ao território soviético entre 1939 e 1941. Isto traz o total de emigrantes à Rússia Soviética a mais ou menos 1.550.000. Na revista Colliers, dia 9 de junho de 1939, Freiling Foster, escrevendo sobre os judeus na Rússia, explicou que “2.200.000 emigraram para a URSS desde 1939 para escapar aos nazistas”, mas nossa estimativa mais baixa é provavelmente mais acurada. A imigração judaica para a URSS, portanto, reduz o número de judeus na esfera de influência alemã para mais ou menos 3,5 milhões, aproximadamente 3.450.000. Destes devem ser deduzidos aqueles judeus vivendo em países neutros que escaparam ás conseqüências da guerra. De acordo com o 1942 World Almanac (p. 594), o número de judeus vivendo em Gibraltar, Grã-Bretanha, Espanha, Portugal, Suécia, Suíça, Irlanda e Turquia era 413.128.“
Rode Madalena de Jesuz, 07 Fevereiro 2009 – 10:18
´´Estatísticas relativas à população judia não são conhecidas em detalhes precisos, as aproximações para vários países diferindo grandemente, e é também desconhecido quantos judeus foram deportados e internados em algum tempo entre 1939 e 1945. Em geral, entretanto, as estatísticas existentes, especialmente aquelas referentes à emigração, são suficientes para demonstrar que nem uma fração dos seis milhões de judeus poderia ter sido exterminada. Em primeiro lugar, o número não pode nem remotamente se basear no exame dos dados sobre a população judia européia. De acordo com a Chamber Encyclopaedia o número total de judeus vivendo na Europa antes da guerra era de 6.500.000. Claramente, isto significaria que quase todo o número teria sido exterminado. Mas a Baseler Nachrichten, uma publicação suíça neutra empregando dados estatísticos judaicos existentes, diz que, entre 1933 e 1945, 1.500.000 judeus emigraram para a Grã-Bretanha, Suécia, Espanha, Portugal, Austrália, China, Índia, Palestina e os Estados Unidos. Isto é confirmado pelo jornalista judaico Bruno Blau, que cita o mesmo número o jornal judaico nova-iorquino Aufbau, a 13 de agosto de 1948. Deste imigrantes, aproximadamente 400.000 vieram da Alemanha antes de setembro de 1939. Isto é confirmado pelo Congresso Mundial Judaico em sua publicação Unity in Dispersion (p. 377), que afirma que: “A maioria dos judeus alemães teve sucesso em deixar a Alemanha antes do começo da guerra”. Em adição aos judeus alemães, 220.000 do total de 280.000 judeus austríacos emigraram até setembro de 1939, enquanto que de março de 1939 em diante o Instituto de Emigração Judaica em Praga havia assegurado a emigração de 260.000 judeus da antiga Tchecoslováquia. No total, apenas 360.000 judeus permaneciam na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia após setembro de 1939. Da Polônia, uma estimativa de 500.000 emigraram antes do início da guerra. Estes número indicam que o número de emigrantes judeus de outros países europeus (França, Holanda, Itália, os países da Europa Oriental, etc.) era de aproximadamente 120.000. Este êxodo de judeus antes e durante as hostilidades, portanto, reduz o número de judeus na Europa a aproximadamente 5.000.000. Em adição a esses emigrantes, devemos também incluir aqueles que fugiram para a URSS depois de 1939, e que foram migrantes da Polônia. Mas, tirando a Polônia, Reitlinger admite que 300.000 outros judeus europeus escaparam ao território soviético entre 1939 e 1941. Isto traz o total de emigrantes à Rússia Soviética a mais ou menos 1.550.000. Na revista Colliers, dia 9 de junho de 1939, Freiling Foster, escrevendo sobre os judeus na Rússia, explicou que “2.200.000 emigraram para a URSS desde 1939 para escapar aos nazistas”, mas nossa estimativa mais baixa é provavelmente mais acurada. A imigração judaica para a URSS, portanto, reduz o número de judeus na esfera de influência alemã para mais ou menos 3,5 milhões, aproximadamente 3.450.000. Destes devem ser deduzidos aqueles judeus vivendo em países neutros que escaparam ás conseqüências da guerra. De acordo com o 1942 World Almanac (p. 594), o número de judeus vivendo em Gibraltar, Grã-Bretanha, Espanha, Portugal, Suécia, Suíça, Irlanda e Turquia era 413.128.
Há de se notar que o próprio proto-estado Israelense começou com um genocídio, um holocausto(sacrifício a Deus) de sete povos que foram exterminados quase todos e queimados numa pira para que o povo eleito tomasse posse daquele pedaço de terra rude ao extremo (pior do que o sertão do Nordeste que ainda tem o São Francisco) . Com tanta terra fértil e devoluta no mundo daqueles tempos, Deus foi prometer logo uma terra que já tinha dono… Aquela terra dá fruto menos pela competência e mais pelo aporte monumental de recursos de financistas judeus de todo o mundo que para lá enviem recursos.Apenas as menininhas de um dos povos, provavelmente bonitas, foi permitido aos seus soldados “tomar como mulheres” desde que fossem virgens. Aos varões, incluindo os bebês a sentença foi fio de espada e pira funerária em homenagem ao Senhor. (Vide Deuteronômio)
Que houve um holocausto (massacre) não há dúvida! Foram cristãos, muçulmanos, judeus, ciganos e etc!! Ninguém negará isto! Agora crer que 6 milhões de judeus morreram é completo absurdo, pois é impossível e ilógico! Os mortos pela ditadura israelense que pratica o Holocausto do povo palestino aos olhos do mundo todo nem sequer é contestado pelo senhores do mundo e isto acontece agora diante das câmeras de tv e da internet??? As vítimas cairam no crime de seus no algózes!
MUITOS ACREDITAM QUE O NAZISMO ( QUE NASCEU NA TERRA DE LUTERO , O BERÇO DO PROTESTANTISMO) MATOU APROXIMADAMENTE 1 MILHÃO DE JUDEUS , PORTANTO MENOS QUE O HOLOCAUSTO NA ARMÊNIA.
Há uma outra dimensão disso tudo que ninguém questiona: Por quê no senado dos EUA, lobbys judeus fazem pressão para que os EUA não reconheça o Holocausto armênio da Primeira Guerra Mundial? A primeira e mais ingênua das hipóteses é o fato de que os armênios que foram mortos eram cristãos e o reconhecimento do primeiro Holocausto da era moderna pudesse ofuscar toda a imagem criada sobre o Holocausto judeu, como único. A segunda e mais provável das hipóteses: talvez seja apenas Israel tentando garantir o apoio político da Turquia no oriente médio em detrimento da História e dos direitos humanos. Porquê essa perseguição dos lobbys judeus americanos à demanda armênia ?
Estranho vcs. Se os JUDEUS vão ao abatedouro são idiotas, se defendem a pátria é monstros. Oras sempre foi assim. Comparar o nazismo com o sionismo é rídiculo. os Palestinos merecem ser retaliados por mil anos de ataque às populações locais, e agora contra os israelenses ( separando o termo de judeus, pois nem todos de Israel sõa judeus). O brasileiro é um grande idiota que vai na onda alheia e esquece de ler bons livros. de história – álias história do Brasil mesmo! – pois quem conheceu a guerra do Paraguai , sabe bem que o Brasil fez o mesmo que Israel está fazendo lá, tudo em nome da soberania de uma nação. BOMBA neles!!!!
engraçado como os assuntos se desvia do do foco principal e se torna uma discussão…