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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

27/01/2009 - 18:05

John Updike (1932-2009)

A morte de John Updike, hoje, aos 76 anos, de câncer no pulmão, deixa Philip Roth como o último remanescente dos Grandes Machos Narcisistas (obrigado, David Foster Wallace) que dominaram a literatura americana na segunda metade do século 20: Norman Mailer, morto em novembro de 2007, era o terceiro da trinca. Prosador excepcional e romancista por excelência do subúrbio americano, o narigudo Updike passou a vida criando alter egos mal disfarçados como Henry Bech e Rabbit Angstrom, homens solitários – ainda que às vezes (mal) casados – fixados em sexo. Escritor prolífico, foi também presença constante na imprensa como crítico literário. Dos cerca de cinqüenta livros que publicou, a Companhia das Letras tem 14 em catálogo. O mais recente deles, lançado ano passado, é “Cidadezinhas”.

Aqui, em inglês, mediante cadastro gratuito, o obituário do “New York Times”.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

21 comentários para “John Updike (1932-2009)”

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