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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

18/12/2008 - 12:34

Post impróprio para menores (e maiores) de 12 anos

Enquanto isso, vão crescendo os sinais de desespero nas hostes estropiadas de uma certa “literatura do caralho”:

Eu sou bom pra caralho, e se vocês não concordam, vão todos se fuder!

Meus amigos também são bons pra caralho. E o Tezza é uma merda. O Tezza não é meu amigo, porra! Nunca respondeu meu email. E vão todos se fuder.

Não concordam, seus ridículos, idiotas, débeis mentais? Então vão cagar pra dentro! Sentar numa touceira de pica! Agasalhar uma brachola bem gorda!

Manja se fuder? Pois é. O Lula falou sifu, eu não, que eu não tenho essas etiquetinhas de burguês, porra! Eu incomodo mesmo e foda-se. Se fuder, valeu? Fu-der!

Seus filhos bastardos de uma égua leprosa, pederastas escrotos, eu sou tão bom! Publicado ou não, lido ou não, solenemente ignorado ou não, publicamente humilhado ou não, eu sou bom, bom, bom, booooom! Entenderam ou querem que eu repita? Sou, porra. Meus amiguinhos também.

O Tezza não. O Tezza é uma merda. Novela das oito perde, uma merda inacreditável. Se a gente tivesse neste país uma crítica de alto nível, com argumentos de verdade, não sobrava nada dele. Mas o nível de vocês é tão baixo, tão baixo! Eu não agüento isso.

O Hatoum também. O Hatoum é outra bosta. O Bernardo Carvalho, nem se fala. E mesmo esse tal de Galera aí, jovenzinho e tal, sei não… E os caras ainda são premiados, porra. E lidos! Sinceramente, não dá pra agüentar. Comigo, não! Eu cultivei um pezinho de literatura silvestre aqui no quintal e ele floresceu que é uma beleza. Sou bom, mais que bom, sou bom pra caraaaaalho!

Ah, não concordam? Então vão todos se fuder, seus imbecis do caralho! Aprendam a ler. Aprendam a me ler. Leitorezinhos de merda, paisinho de merda, grunf-grunf pra vocês!

Pronto, falei. Eu sou foda!

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sobrescritos Tags:

74 comentários para “Post impróprio para menores (e maiores) de 12 anos”

  1. Pat disse:

    esse texto tá parecendo aqueles que eu leio lá do povo da Praça Loservelt…..uahahaha !!

  2. Nego-me a acreditar que você, caro Sérgio, tenha perdido o seu tempo, mais, o importante e nobre uso de sua pena para [sublimarmente ou diretamente, que seja] responder ao artigo do supra-citado “escritor”. – 18/12/2008 – 21:09 Enviado por: Claudio Soares

    Caro Claudio, desculpe demorar a responder, só agora vi seu comentário (serão os fusos trocados? pode ser confusão minha mesmo).

    Vc tem razão num ponto: “responder” a um escritor seria, nesse caso, perda de tempo mesmo. A idéia era retratar, claro que exagerando um pouco, uma atitude que vai muito além de características individuais, a ponto de me parecer um traço marcante do cenário atual – e no fundo talvez corresponda até a um impulso latente nos escritores em geral, embora a maioria tente trabalhá-lo nos limites da civilidade. Por tudo isso, material de Sobrescritos. Acredite: o exaltado personagem em questão (preste ou não para lançar luz no debate, não estou dizendo que sim) vinha sendo gerado há algum tempo.

    No mais, agradeço suas palavras, mas minha pena sempre foi plebéia mesmo.

    Grande abraço.

  3. carlos disse:

    sera que vcs não tem ninguem com menos de 1% de nerorios p/sujar o ig,este acefalo é peixe de quem quem banca este estropicio sem cérebro,incivilisado,bad boy,revoltado com sua inoperanciai,inconsequente,indecente,imbediota sem educação,sem cultura ,sem postura,menos que oooooooooo,o a esquerda,vai procurar um trabalho seu vagabundo o inca ,a bbr,estão precisando de voluntarios p/vc seu fresco conhecer o mundo real e parar de jogar seus intestinos nos outros.

  4. Mais um pra triste conta do analfabetismo funcional.

  5. Luiz Cláudio disse:

    Cláudio Soares,

    Eu, sinceramente, não me sinto atingido pelo que o André Leones disse. Até porque os comentaristas do blog dele, igualmente literário, também teriam que ser classificados como “otários freqüentadores de caixas de comentários de ‘blogs literários’”.

    O cara pensa o que pensa. Deixa ele. Prefiro quem fala claramente o que pensa, escolhendo as palavras que realmente se aplicam ao que pensa, do que os que selecionam para serem educados e, pior, eufemísticos.

    Mal sabe André Leones que os leitores dele têm muita probabilidade de serem os tais “otários”. Pense bem. Se participam do chamado debate literário (outro expressão que não gosto), é porque conhecem os livros em questão.

    Quem é André Leones?? Os otários sabem, Cláudio Soares…

    Um abraço!

  6. Caro Luiz Claudio, não sei qual seu nível de tolerância em relação ao “falar o que se pensa” e/ou “usar as palavras que se escolhe” fico apenas imaginando qual seria sua atitude se elas fossem dirigidas contra vc [alias, saiba que até foram, visto que você, por comentar aqui no TP, também se incluiria na classe dos "otários freqüentadores de caixas de comentários de “blogs literários”, do sistema taxonômico de Carolus Leones].

    Eu, particularmente, penso que argumentação [ou taxonomia] alguma se sustenta sem fair play, elegância, educação e respeito. Faz sentido?

    Outra coisa: blogs, ENTENDAM, são um meio de comunicação rápido, dinâmico, sim, claro, mas não a panaceia que muitos desinformados por aí acabam concluindo ser e usando isso como justificativa para a sua própria desinformação. Respeito, sabemos, é sempre bom, em qq lugar.

    Prezado Sérgio: compreendo seu ponto de vista, mas cá entre nós: qual o “cenário atual”? Que “traço marcante”? “Impulso latente nos escritores em geral”? Que escritores? Que tipo de escritores? Existe algo de bastante relativo aqui. Por favor, nos “inclua fora disso” :)

    Por fim, se a pena é plebéia, caro Sérgio, seu “árduo”, tolerante e paciente trabalho, de vários anos, à frente deste blog, a enobrece. E a ela desejamos vida longa e próspera!

  7. E porque lembramos a pena responsável dos escritores, e ainda pela proximidade do Natal, segue meu antecipado “Boas Festas” ao Sérgio e demais amigos do TodoProsa.

    Soneto de Natal
    (Machado de Assis)

    Um homem, — era aquela noite amiga,
    Noite cristã, berço no Nazareno, —
    Ao relembrar os dias de pequeno,
    E a viva dança, e a lépida cantiga,

    Quis transportar ao verso doce e ameno
    As sensações da sua idade antiga,
    Naquela mesma velha noite amiga,
    Noite cristã, berço do Nazareno.

    Escolheu o soneto… A folha branca
    Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
    A pena não acode ao gesto seu.

    E, em vão lutando contra o metro adverso,
    Só lhe saiu este pequeno verso:
    “Mudaria o Natal ou mudei eu?”

    (Ocidentais, in Poesias completas, 1901.)

  8. Sérgio Rodrigues disse:

    Valeu, Claudio. Um bom Natal para você também. Quanto ao “impulso latente”, não se preocupe, se for algo real não será nada além do Mr Hyde que existe em todo mundo. Abraço.

  9. Luiz Cláudio disse:

    Cláudio Soares,

    Eu, sinceramente, não me sinto atingido pelo que o André Leones disse. Até porque os comentaristas do blog dele, igualmente literário, também teriam que ser classificados como “otários freqüentadores de caixas de comentários de ‘blogs literários’”.

    O cara pensa o que pensa. Deixa ele. Prefiro quem fala claramente o que pensa, escolhendo as palavras que realmente se aplicam ao que pensa, do que os que selecionam para serem educados e, pior, eufemísticos.

    Mal sabe André Leones que os leitores dele têm muita probabilidade de serem os tais “otários”. Pense bem. Se participam do chamado debate literário (outro expressão que não gosto), é porque conhecem os livros em questão.

    Quem é André Leones?? Os otários sabem, Cláudio Soares…

    Um abraço!

  10. Laila,

    Pois é: ironia não é pra qualquer um – ou, no caso, uma – MESMO!

    rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

  11. Entretanto, Luiz, apesar dos pesares [ou não, escolha] nossa troca de comentários servirá de contexto à indicação que faço de um excelente livro que leio neste final de semana nublado do Rio de Janeiro:

    “Do que é feito o pensamento”, de Steven Pinker, do depto. de Psicologia de Harvard.

    Neste livro [que completa duas de suas trilogias], o professor Pinker explica, por exemplo, como o uso das palavras pode explicar a natureza humana.

    Boas festas!

  12. Sérgio, o engraçado é que fui lendo a coisa com absoluta certeza de saber quem estava falando, algo que por coincidência eu li ontem mesmo (eu, que ando por fora de todos os clubinhos de literatura) num post do Digestivo recebido por email, só na derradeira linha é que fui entender que se tratava de um sobrescrito – uai, pelo menos desta vez: sobre o (já) escrito. O caso é que ainda não li a “obra” nem da parte boa (Tezza), nem da parte ruim (inominada, porra), mas me diverti com a crítica aberta e ingênua do sujeito em pauta que, claro, perderia totalmente o sentido (e a graça) se ele fizesse literatura ruim (seria o caso?), até aplaudi e, claro corri o sério risco de a ingênua ser eu, o que sou mesmo. Em todo o caso, gosto de quem fala abertamente o que pensa, como disse o Luiz Cláudio e literatura, afinal, se aprende na vida.

  13. …claro, vírgula, corri…

  14. Não interessa disse:

    Sérgio,

    No fundo, você é um fascistinha de merda. Quer silenciar quem não concorda com suas opiniõezinhas “sensatas”. Quer calar quem não se dobra à eloqüência burra das vendagens ou das premiações. Você tem mais é que se foder mesmo. Aliás, você é um jornalistinha de bosta – já está fodido desde que se bacharelou. E é um escritor que não é premiado e que ninguém lê. Ou seja, pelos seus próprios parâmetros, um nada.

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