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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

21/11/2008 - 17:40

A morte não é gramatical

O Oxford Book of Death reúne “últimas palavras” famosas. Não sei muito bem por quê, mas achei as do escritor francês André Gide (1869-1951), aparentemente banais, de cortar o coração:

Temo que minhas frases estejam ficando gramaticalmente incorretas.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

6 comentários para “A morte não é gramatical”

  1. Sérgio, adorei, vou correndo encomendar um pra mim! Entra na minha estante excêntrica de morbidez. Bjs, bom fim de semana

  2. Assemelham-se àquelas do Bentinho (apesar de não lhe serem as últimas): “Quanto às amigas [...] mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal freqüência é cansativa.”

    OFF TOPIC (mas vale, acreditem): Ontem, a Comissão Européia lançou a biblioteca digital Europeana, um esforço que visa a criação de um ponto comum de acesso aos recursos digitalizados do continente europeu. O projeto sinaliza que autores, editores, bibliotecas e empresas de tecnologia podem trabalhar em conjunto para democratizar o acesso ao conhecimento coletivo.

    Mais no PONTOLIT (clicando no link aí de cima, claro).

    Forte abraço!

    PS: Sérgio, temos um artigo interessante também sobre o TOOL (The Original of Laura), o “próximo” do Nabokov…

  3. Meu querido, meu bem-amado Gide.

  4. Claudio:

    Já tinha entrado ontem na Europeana, e achei o site pra lá de confuso. Vamos ver se eles melhoram a coisa…

  5. Luiz Souza disse:

    Interessante reconhecer que o “Ser” está perecendo e em breve será esquecido.

  6. ed_uchoa disse:

    Isso me lembra as ultimas palavras de HAL 9000 em 2001.

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