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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

18/11/2008 - 10:52

Beijos de língua em tempos bicudos

Mario Vargas Llosa prevê (em inglês, acesso livre) uma fase áurea e “muito estimulante” para a literatura, agora que, em sua opinião, o mundo será inteiramente mudado por uma crise financeira que está “apenas começando”. O escritor peruano defende a tese de que “grandes traumas” estimulam a criatividade dos escritores. Isto é (ele não acrescentou, mas acrescento eu), dos que conseguem sobreviver.

*

Acho que não era bem isso que Vargas Llosa tinha em mente, mas, por ocorrer no meio do derretimento mundial da grana, tem provocado controvérsia no mercado editorial americano uma epidemia de adiantamentos milionários (em inglês, acesso livre) para humoristas da televisão. Tina Fey, a imitadora de Sarah Palin, levou 6 milhões de dólares por uma “coletânea de ensaios cômicos”. Sarah Silverman, aquela que “comeu o Matt Damon”, teve que se contentar com 2,5 milhões, mas especula-se que Jerry Seinfeld vai embolsar 7 milhões.

*

Leitura recomendada: Fome, de Knut Hamsun. (Mas também pode ser a do Tibor Moricz.)

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Sem categoria Tags:

26 comentários para “Beijos de língua em tempos bicudos”

  1. Andre Araujo disse:

    pois é, mas também acho que a biografia do Vargas Llosa não é tão bacana também, mas sou leitor assíduo dele…

    Não costumo postar muito, mas leio bastante o blog, e sendo assim, parabéns pelo sucesso Tibor…. (não consegui abrir o link…)

  2. Tibor Moricz disse:

    Obrigado, Andre. O link abre normal aqui pra mim… porque será? :(

  3. Daniel Brazil disse:

    O italiano Giovanni Papini, autor de Gog e Magog, é outro “maldito” pelos flertes com o nazi-fascismo. No Brasil há vários nomes ilustres que defenderam, à esquerda ou à direita, regimes totalitários. Os modernistas de 22 se dividiram em campos radicalmente opostos.. Sob a égide da “arte moderna” se reuniram (futuros) nazi-fascistas e comunistas.
    Mas, historicamente, Vargas Llosa tem certa razão. Grades artistas surgem em momentos de crise (mesmo que morram na miséria e sejam reconhecidos muitos anos depois…).

  4. Eis uma das verdades mais profundas da literatura (muito pouco lembrada ou ostensivamente ignorada): GENTE RUIM TAMBÉM PODE FAZER BOA LITERATURA.

  5. Aliás, não sei se era a isso que o meu amado Gide estava pensando, mas acho que a citação não fica deslocada: “É com bons sentimentos que se faz literatura ruim”.

  6. ANONIMO disse:

    OLA NAO PERCEBI NADA LOL

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