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	<title>Comentários sobre: A hora do eremita?</title>
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	<description>Blog de literatura de Sérgio Rodrigues</description>
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		<title>Por: Paulo F.</title>
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		<dc:creator>Paulo F.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 13:05:57 +0000</pubDate>
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		<description>O sueco só teve a coragem de falar o que 70% do mundo pensa. Grandes nomes? John Hoyer Updike é o americano mais próximo de merecer a honraria (e aquela bufunfa toda, que vem junto com a medalha). A literatura americana estacionou nos anos 70 e desde então está mais preocupada em olhar o próprio umbigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O sueco só teve a coragem de falar o que 70% do mundo pensa. Grandes nomes? John Hoyer Updike é o americano mais próximo de merecer a honraria (e aquela bufunfa toda, que vem junto com a medalha). A literatura americana estacionou nos anos 70 e desde então está mais preocupada em olhar o próprio umbigo.</p>
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		<title>Por: Cezar Santos</title>
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		<dc:creator>Cezar Santos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 20:04:16 +0000</pubDate>
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		<description>Salinger Nobel? 
Uau... isso seria do balacobaco..agitação, rebu... Será que ele discursaria? Será que daria entrevistas? Nossa!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Salinger Nobel?<br />
Uau&#8230; isso seria do balacobaco..agitação, rebu&#8230; Será que ele discursaria? Será que daria entrevistas? Nossa!</p>
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		<title>Por: Rafael</title>
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		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 13:55:59 +0000</pubDate>
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		<description>O sujeitinho disse: “Em todas as grandes culturas, existe uma literatura poderosa, mas não podemos desprezar o fato de que a Europa é ainda o centro literário do mundo... não os Estados Unidos. Os Estados Unidos estão muito isolados, muito insulados. Eles não traduzem suficientemente e verdadeiramente não participam do grande diálogo da literatura.”

Para um europeu, o “grande diálogo da literatura” não é senão o grande diálogo da literatura européia. Sempre foi assim: a literatura mundial, para os europeus, é a literatura produzida na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Itália, na Espanha e, honrosa exceção, na Rússia e na Grécia antiga (a atual, é óbvio, não conta).

Quando é que os europeus reconhecem a universalidade de um não-europeu? Quando esse não-europeu (por exemplo, Borges) segue fielmente a tradição literária da Europa. Nada a ver com a idéia de Weltliteratur pensada por Goethe,  pois esse eminente poeta, que nesse ponto não parece ser um alemão, tinha um sincero interesse por escritores árabes e persas, cuja influência foi decisiva nos poemas do West-östlicher Diwan.

A literatura européia é tão insulada quanto a americana e o fato de os europeus não se darem conta disso é que faz deles um povo provinciano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O sujeitinho disse: “Em todas as grandes culturas, existe uma literatura poderosa, mas não podemos desprezar o fato de que a Europa é ainda o centro literário do mundo&#8230; não os Estados Unidos. Os Estados Unidos estão muito isolados, muito insulados. Eles não traduzem suficientemente e verdadeiramente não participam do grande diálogo da literatura.”</p>
<p>Para um europeu, o “grande diálogo da literatura” não é senão o grande diálogo da literatura européia. Sempre foi assim: a literatura mundial, para os europeus, é a literatura produzida na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Itália, na Espanha e, honrosa exceção, na Rússia e na Grécia antiga (a atual, é óbvio, não conta).</p>
<p>Quando é que os europeus reconhecem a universalidade de um não-europeu? Quando esse não-europeu (por exemplo, Borges) segue fielmente a tradição literária da Europa. Nada a ver com a idéia de Weltliteratur pensada por Goethe,  pois esse eminente poeta, que nesse ponto não parece ser um alemão, tinha um sincero interesse por escritores árabes e persas, cuja influência foi decisiva nos poemas do West-östlicher Diwan.</p>
<p>A literatura européia é tão insulada quanto a americana e o fato de os europeus não se darem conta disso é que faz deles um povo provinciano.</p>
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		<title>Por: Fernando Torres</title>
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		<dc:creator>Fernando Torres</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 12:22:14 +0000</pubDate>
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		<description>Sinceramente? Se for premiar um autor de apenas três livros, que premiem Raduan Nassar. E não é patriotada minha, mas eu lí toda fortuna do Salinger (fortuna que parece minha conta bancária de tão exígua), e embora eu goste muito dos contos, e por mais que eu admita que o &quot;Apanhador...&quot; inventou o que chamamos de adolescência e por mais que eu assuma todos os méritos que o Salinger teve como escritor (que ele deixou de ser até onde se sabe), a obra dele não passa de livros adolescentes empoeirados desde a década de 60.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente? Se for premiar um autor de apenas três livros, que premiem Raduan Nassar. E não é patriotada minha, mas eu lí toda fortuna do Salinger (fortuna que parece minha conta bancária de tão exígua), e embora eu goste muito dos contos, e por mais que eu admita que o &#8220;Apanhador&#8230;&#8221; inventou o que chamamos de adolescência e por mais que eu assuma todos os méritos que o Salinger teve como escritor (que ele deixou de ser até onde se sabe), a obra dele não passa de livros adolescentes empoeirados desde a década de 60.</p>
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		<title>Por: Edson</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2008/10/02/a-hora-do-eremita/comment-page-1/#comment-261781</link>
		<dc:creator>Edson</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 03:59:02 +0000</pubDate>
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		<description>Salinger é um Genio . Merece</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Salinger é um Genio . Merece</p>
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