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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

27/08/2008 - 14:13

L’Éducation Digitale

Quanto mais experiência eu ganho em minha arte, mais ela me atormenta. O problema é que a imaginação fica estacionada enquanto o gosto amadurece. Poucos homens, eu creio, terão sofrido tanto quanto eu pela literatura.

POSTED BY GUSTAVE FLAUBERT, 4 NOVEMBER, 1857

Se George Orwell conseguiu virar blogueiro 58 anos depois de morto, por que não?

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:

6 comentários para “L’Éducation Digitale”

  1. Urubu disse:

    Pois é. Eu gosto de escrever aqui para atazanar você e seus leitores “amantes da leitura”.

  2. sonho bom disse:

    “L’informatique, c’est fantastique !

    Que fantástico acervo para blogs!

  3. sonho bom disse:

    Qto. ao que diz Flaubert, pelo que já constatei este fenômeno acontece com todas as pessoas que levam suas aptidões aos extremos.
    Há que diversificar o pensamento, distraí-lo com digressões para que não se torne em sofrimentos, angústias.

  4. C. S. Soares disse:

    Segue um “trackback” de Machado de Assis ao “blogueiro” francês François-René de Chateaubriand.

    A sintonia visionária entre eles é tanta que, citando o telégrafo, lembram um precursor sistema de representação (de letras, números etc), não baseaedo em 0s e 1s, claro, mas em pontos e traços: o Morse.

    O artigo data de 1858.

    A sociedade atual não é decerto compassiva, não acolhe o talento como deve fazê-lo. Compreendam-nos! Nós não somos inimigos encarniçados do progresso material. Chateaubriand o disse: “Quando se aperfeiçoar o vapor, quando unido ao telégrafo tiver feito desaparecer as distâncias, não hão de ser só as mercadorias que hão de viajar de um lado ao outro do globo, com a rapidez de um relâmpago; hão de ser também as idéias”. Este pensamento daquele restaurador do cristianismo — é justamente o nosso. (O passado, o presente e o futuro da Literatura. 1858)

    - CS

  5. Pô Sérgio, com esse negócio de mudança pro mato acabei comendo mosca. Tô com a janela aberta neste blog do George Orwell mas não tive tempo de escrever sobre isso, acredita? É falta ou excesso de assunto?
    Em todo o caso. Blogar é bom, garanto que ambos GF e GO gostariam de fazê-lo se pudessem.

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