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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

19/10/2007 - 13:35

Começos inesquecíveis: Luiz Vilela

Foi num sábado. Quero dizer que se não fosse num sábado talvez não tivesse acontecido. Porque sábado é um dia violento. Um dia em que as pessoas se sentem muito alegres ou muito tristes. Ele se sentiu muito triste.

Se minha memória ainda merece confiança, é a primeira vez que uma abertura de conto vem parar nesta seção, normalmente dedicada a romances. Essas são as linhas iniciais de Num sábado, um dos 25 contos do livro “Tarde da noite” (Vertente Editora, 1970), do mineiro Luiz Vilela. Se vamos fugir à regra ou, quem sabe, inaugurar uma nova tradição, que seja com um dos maiores contistas brasileiros da história.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:

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