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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

27/07/2007 - 12:11

Jane Austen e o besteirol periódico

Uma das maiores dificuldades de ir envelhecendo no jornalismo – meninos, eu vi! – é a inevitabilidade de uma descoberta que a princípio nos choca, mas em seguida vira matéria de tédio profundo: de tempos em tempos, a maior parte da imprensa acaba fazendo exatamente o que tinha feito algum tempo atrás. Igual. E não estamos falando apenas de “textos criativos” sobre a chegada do inverno.

No jornalismo cultural, um tipo especialmente irritante de besteirol periódico é o do “manuscrito de autor consagrado enviado anonimamente para as editoras sem noção e, ora vejam só, rejeitado”. Machado de Assis passou por isso no Brasil há alguns anos. Semana passada foi a vez de Jane Austen na Inglaterra – leia aqui, em inglês.

Como tenho fugido do besteirol periódico – tanto o alheio quanto o meu –, não vou repetir por que acho esse truque jornalístico uma tremenda enganação. Já disse isso aqui.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:

2 comentários para “Jane Austen e o besteirol periódico”

  1. Vera Sandroni disse:

    Além da indiferença no ato de produzir testos há o camsaço do conhecido anônimo textual. O circular é realmente a grande desvantagem de um comentário. E , isso, você soube parar. Vera

  2. Vera Sandroni disse:

    Além da indiferença no ato de produzir textos há o cansaço do conhecido anônimo textual. O circular é realmente a grande desvantagem de um comentário. E , isso, você soube parar. Vera

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