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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

24/07/2007 - 19:25

Copa de Literatura Brasileira

Um prêmio que se vende como capaz de escolher regularmente o melhor livro do ano não pode expor ao público nem os gostos dos seus jurados, nem as falhas do seu processo. Mas se a idéia é, como acredito que sempre seja, simplesmente falar de livros, por que não mostrar o processo por inteiro? Por que não dar voz e espaço a cada jurado para explicar sua escolha? E, se escolher o melhor é estatisticamente impossível, por que não tornar o prêmio mais emocionante com um regulamento em que, como nos torneios esportivos, os livros se enfrentam um ao outro até que reste apenas um?

Essa é a idéia da Copa de Literatura Brasileira. Dezesseis livros se enfrentam em quinze jogos. Cada jogo é decidido por um jurado, que explica e justifica sua decisão para o público. O campeão talvez seja o melhor romance brasileiro do ano, talvez não. Provavelmente não. O importante é que o campeonato seja divertido e o debate, inteligente.

Taí, gostei. Muito antes de ser um dos 16 concorrentes, sou um membro da enorme tribo dos que nunca entenderam por que o Brasil simplesmente não consegue criar prêmios literários – com a possível exceção do Portugal Telecom, mas convém aguardar mais um ou dois anos para ter certeza – que tenham relevância cultural, que não sejam meros joguinhos políticos entre editores e livreiros, que mobilizem leitores. Desejo sucesso e vida longa à divertida idéia que Lucas Murtinho acaba de lançar em seu blog Bom dia, França. A relevância cultural eu não garanto, mas o potencial de barulho parece bom.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Uncategorized Tags:

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