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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

30/06/2007 - 13:20

Qüingentésima vigésima oitava

O palavrão aí de cima quer dizer que, com esta, foram publicadas 528 palavras – ou expressões – na coluna A Palavra É…, do extinto site “NoMínimo”, desde sua estréia, no dia 3 de novembro de 2004.

Com o fim do “NoMínimo”, que saiu do ar no dia 30 de junho, encerrou-se também o ciclo d’A Palavra É… como coluna independente. Esses pequenos exercícios de crítica cultural baseada na língua – assinados não por um professor, mas por um jornalista e escritor que sempre se recusou a aceitar que a falta de brevê oficial da academia o impedisse de voar pelo idioma – não saem de cena, mas terão de agora em diante periodicidade incerta aqui no Todoprosa. A idéia é renovar a seção sempre que um assunto se impuser.

Infelizmente, não foi possível trazer para cá o arquivo d’A Palavra É… As 527 notas anteriores a esta devem fazer sua próxima aparição pública em forma de livro – darei notícias sobre isso aqui.

A todo mundo que tomou parte nessa memorável história, fazendo consultas, dando contribuições preciosas, deixando críticas e correções ou simplesmente acompanhando em silêncio o bate-papo, meus agradecimentos sinceros. E um convite para que apareçam sempre aqui no Todoprosa, onde a conversa continua.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): A palavra é... Tags:

4 comentários para “Qüingentésima vigésima oitava”

  1. vera queiroz disse:

    Sérgio, você construiu uma comunidade de leitores extremamente atenta e interessante, gosto especialmente dos comentários do Saint-Clair, já visitei seu site, é bem legal. Parabéns pelo ótimo trabalho, Sérgio, estarei sempre por aqui. Um grande abraço,
    Vera Queiroz

  2. Rosni J. Bueno disse:

    Sérgio:
    Eu sou um daqueles que sempre esteve “simplesmente acompanhando em silêncio o bate-papo”. Vou aceitar o convite e passarei a visitar o “Todoprosa” para me deleitar com seus comentários e com as intervenções dos internautas que não são tão silenciosos quanto eu.

  3. André Mori disse:

    Sérgio,
    A Palavra É fará falta. Não abandone a idéia, por favor.

  4. Aparecido Nonato de Oliveira disse:

    Realmente “a palavra é” nos faz muita falta.
    Hoje mesmo tive necessidade de provar a alguns amigos que a designação “alho porrô”, “alho poró” ou “alho porro” são usadas indistintamente nas diversas regiões do Brasil sem que se saiba a pronuncia correta.
    Lembro-me que você já escreveu sobre esta palavra no site No Mínimo e gostaria, se possivel, que a reeditasse agora no todoprosa.
    Gostaria, também, que tecesse algum comentário sobre a nova mania nacional de inserir um pronome “ele” entre o sujeito e o verbo, como por exemplo: “O Brasil ele precisa continuar com o programa do bolsa família” (Lula), ou “A nossa economia ela está estabilizada (Guido Mantega), e vai por aí, com até os analistas políticos, analistas econômicos, jornalistas formadores de opinião com um nome a zelar nos entulhando os ouvidos com “eles” fora do contexto. Até no filme “Tropa de Elite” os personagens adotaram o “eleísmo” se é que assim podemos chamar esta epidemia verbal.

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