Sai a programação completa da Flip
Saiu a programação completa da Festa Literária Internacional de Parati, que a cidade histórica do litoral fluminense vai sediar de 4 a 8 de julho – baixe a grade em pdf aqui. A programação também estará disponível, juntamente com outras informações sobre os autores, a partir desta terça-feira no site oficial do evento.
Entre as atrações nacionais – pálidas diante do bom elenco de estrelas estrangeiras, já comentado aqui e aqui –, o destaque é a mesa “A vida como ela foi”, inspirada pela recente polêmica sobre a biografia censurada de Roberto Carlos. O autor do livro que o cantor mandou recolher das livrarias, Paulo César de Araújo, terá ao seu lado dois biógrafos de peso, Ruy Castro e Fernando Morais.
Os ingressos (R$ 20 para a Tenda dos Autores e R$ 6 para a Tenda da Matriz) começam a ser vendidos no dia 4 de junho às 9h pela internet e nos pontos de venda da Ingresso Rápido.
Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Posts Tags:
Faça-me o favor você, Paulo (o outro ou o mesmo) : dizer que “bons escritores brasileiros são escassos” indica das duas, uma: A) ou você não está procurando no lugar certo ou B) você está repetindo um clichêzão daqueles que aderem à pele e a gente nem sente que tem, que nem cascão.
Você já leu a Adriana Lunardi? Já leu a Adriana Lisboa? Já leu o Daniel Pellizzari? Já leu o Mayrant Gallo? Já leu o Amílcar Bettega Barbosa? Já leu o Mauro Pinheiro? Já leu a Lucia Bettencourt? Só com esses (poucos) que citei (posso citar mais, se você quiser), já dava pra fazer uma FLIP melhor do que essa vai ser. E olha que me restringi a citar autores relativamente “novos”. Nem vou tocar em nomes como o da Elvira Vigna ou o da Zulmira Ribeiro Tavares ou o do Edgard Telles Ribeiro ou o do Antonio Fernando Borges ou o do Raimundo Carrero, por exemplo, gente que já têm mais de 10 anos de estrada. Mas você pode incluir na lista, sim, por que não?
Aliás, há tempos ando desconfiado de que Liz Calder (ou sei lá quem, por trás dela, que organiza essas Flipes) faz mais ou menos o mesmo que o Uli Sigg está fazendo com a exposição sobre a China de hoje no CCBB aqui no Rio: essas feiras e exposições só servem pra aumentar o valor de alguns dos seus nomes (leia-se “o $eu poder de venda”) no rol de escritores/artistas, superinflacionando-os no mercado internacional. Um escritor africano supermegahíperover desconhecido internacionalmente vem fazer parte da Flip e, daí, é catapultado para mercados mais rentávei$… Dou a minha cara a tapa se o mesmo não acontecer com a coleção de pinturas do Uli Sigg, depois que ela voltar para seu país de origem: se antes ele podia vendê-la por, digamos, 30 milhões de dólares, vai agora poder vendê-la por 70. O mesmo acontece com alguns autores internacionais da Bloomsbury e, como bem já disse uma vez o Marcelo Mirisola, quase todos os autores brasileiros ficam felicíssimos de fazer papel de figurantes, batendo palma pra maluco dançar, extremamente gratos de ganhar pouso & comida durante a Feira, que não é “nossa”, é “deles”! É carência, Freud explica.
Brilhante, Saint-Clair. Incrível como é muito mais fácil para esse povo besta da minha terra dizer que não há bons escritores como desculpa para sua inanição literária. E depois, comparar nossa literatura com a do resto do mundo, isso é papo de torcedor de futebol. Somos a literatura que temos. Ninguém é obrigado a gostar, mas falar asneira sem ler é ralmente muita mediocridade de espírito. Vá comprar seu cdzinho, e procurar tua turma.
Só um adendo ao Saint-Clair: Adriana Lisboa e Raimundo Carrero já estiveram na FLIP. Foi na única que eu fui, em 2004, ano aliás bastante fértil em escritores brasileiros: estavam lá Antonio Cicero, Francisco Alvim, Daniel Galera, Marcelino Freire, Luiz Vilela, Sérgio Sant’anna, Joca Reiners Terron, Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque, entre outros. Em comparação com 2007, tenho que admitir que é uma lavada.
Sim, você está certo, foram mesmo, Roberto. O Raimundo Carrero, inclusive, deu uma mini-oficina literária a “jovens escritores” convidados (nem devia mencionar isso, podem achar que eu esteja me gabando, o que absolutamente não é o caso, fui um dos convidados a participar mas não pude ir, por causa do trabalho).
Saint-Clair, vou comentar suas palavras em dois blocos. Desde logo, apontarei a extrema leviandade do seu comentário a respeito da Liz Calder. Você “anda desconfiada” da mulher. A Liz Calder promove um festival anual de literatura, congrega autores brasileiros, superlota Paraty com turistas, provoca as editoras, suscita lançamentos, debates e matérias na mídia, e você “anda desconfiada” dela porque de baixo disso tudo você lhe percebe a intenção de se beneficiar. Veja como você raciocina a partir da exceção. A inglesinha realiza um sonho ao promover com sucesso um festival e você quer irrogar-lhe intenções escusas de auto-promoção. Não seja tão irresponsável. Não se amesquinhe. Não me faça pensar que em tudo que você mesma realiza na vida há uma finalidade egoísta não declarada. Pare de projetar sombras em tudo que vê.
De resto, Saint Clair, gostaria de concordar com você em um ponto: os brasileiros não apreciam a sua própria literatura. Brasileiro gosta do que vem de fora. A xenofilia do brasileiro é atávica, não duvido disso. Agora, você há de convir: o mercado literário estrangeiro é muito maior. Não adianta você listar esses autores todos, é questão de proporção, a lista dos estrangeiros é muito maior. Por isso eu entendo que a proporção de autores brasileiros na Flip está legal, não há essa disparidade. A feira é realizada no Brasil, mas é uma feira “internacional”, meus caros…
Uau, a maior polêmica e eu fora dessa? Onde é que eu andava, hein?
Paulo, também por uma questão de clareza, vou responder em dois blocos, ok?
Antes de mais nada, uma ligeira correção: não sou um “ela”, sou um “ele”. Saint-Clair é nome de homem. Se fosse mulher, seria Sainte-Claire…
Vamos lá: não conheço pessoalmente a Liz Calder, portanto não posso falar da pessoa (aliás, como não falei). Mas algumas das atitudes da organização da Flip – da qual ela é uma das cabeças – me permitem fazer a leitura que fiz. Além do fato de que ela é um dos donos de uma das editoras mais rentáveis do mundo. Se minhas observações correspondem à realidade? Não sei, mas é uma leitura possível.
Acho discutível, entre outras coisas, a sua afirmação de que a Flip “provoca editoras”. Prova em que sentido? Quais editoras? Acho que a que mais lucra (talvez a única) com a Feira é a Cia. das Letras, mas posso estar enganado. Acho muita ingenuidade da sua parte, além disso, achar que a “inglesinha” (que cândido!) está promovendo essa Feira Literária porque é boazinha, ama o Brasil e está agindo desinteressadamente! Esse pessoal das editoras, como de resto todos os comerciantes, não faz nada “descompromissadamente”. Há lucro envolvido, do contrário não fazem. Aliás, você se estivesse à frente de uma Editora faria algo que só te desse trabalho, despesas e nenhum lucro? Já li uma entrevista de Ms. Calder onde ela fala de todo o seu amor pelo Brasil, que ela conheceu na década de 70, quando era modelo. Não duvido desse amor, mas junto a ele acredito haver também o faro de uma mulher de negócios.
Repetindo: se dei a idéia de que atacava a pessoa de Liz Calder, me retrato aqui. O que ataco é a Organização da qual ela é um dos “rostos”. Aliás, “atacar” é um verbo meio pesado. Estou apenas comentando questões que me parecem aparentes e que não vejo ninguém falando – apenas isso. Não tenho a intenção de atacar nada ou ninguém, até porque se um dia eu conseguir publicar o meu livro e ser convidado para uma das Flips (convite, aliás, que acho muito difícil de se concretizar) provavelmente vou dizer um “sim”, porque o que quero é contato com leitores e a Flip também funciona pra isso.
Fiz-me entender?
Você me acusa de lançar minhas sombras em pessoas e coisas. Num sentido junguiano, sei que isso é muito frequente, mas tomo muito cuidado para NÃO agir assim. Em nada do que disse há a menor projeção das minhas mesquinharias e pequenezas – estas, guardo-as muitíssimo bem-trancadas, e não as iria expor assim, tão publicamente. Acredite ou não, não foram minhas sombras que me moveram a fazer os comentários que fiz. Nem o desejo de falar mal, nem a frustração, nem o recalque, nem a inveja, nem a maldade pura e simples. Nada, nadinha disso. Não são essas as forças que me movem.
Você diz que o mercado externo de literatura é muito maior do que interno. Me parece o mesmo que dizer “o Sol é amarelo” e “a água molha”. É uma obviedade e não sei se serve de justificativa para o que quer que seja. Acho, isso sim, que o leitor brasileiro em geral não se dá ao trabalho de investigar os autores nacionais, enquanto está docilmente pronto a ler todas as porcarias gringas que aparecem na lista de bestsellers da Veja. Basta fazer uma enquete: “Quantos livros de autores nacionais você leu nos últimos 6 meses? E quantos autores estrangeiros?” A resposta, salvo engano, vai ser uma proporção muito maior de autores estrangeiros do que brasileiros.
Desculpe, Saint-Clair, mas acho no mínimo exagerada a idéia de que a FLIP é um negócio rentabilíssimo para a Liz Calder. Convenhamos: ela é a editora do Harry Potter, aquela seriezinha que já vendeu 320 milhões de livros no mundo. Vir pro Brasil, esse país iletradésimo, e fazer uma festa literária que vai – na melhor das hipóteses – transformar um autor desconhecido num “best seller” de quatro ou cinco mil cópias não me parece exatamente uma grande jogada comercial. Ela investe aqui porque quer, porque tem esse dinheiro pra queimar, porque acha Parati bonitinha, porque carrega alguma culpa primeiromundista, sei lá. Entendo as restrições que se possa fazer à organização do evento ou à seleção dos autores, mas daí a encampar esse discurso conspiratório vai uma longa distância, não acha?
Hahahahaha, “discurso conspiratório”! Quem é que está a projetar sombras agora?
“Aliás, há tempos ando desconfiado de que Liz Calder (ou sei lá quem, por trás dela, que organiza essas Flipes) faz mais ou menos o mesmo que o Uli Sigg está fazendo com a exposição sobre a China de hoje no CCBB aqui no Rio: essas feiras e exposições só servem pra aumentar o valor de alguns dos seus nomes (leia-se “o $eu poder de venda”) no rol de escritores/artistas, superinflacionando-os no mercado internacional.”
Suas palavras. Talvez eu tenha exagerado no “conspiratório”. Mas manhtenho a opinião.
Não estava mencionando uma conspiração. Estava falando de uma prática que é pra lá de conhecida. Basta conversar com qualquer dono de galeria.
como fala besteira esse tal de saint-claire…
Prezado Ricardo: faça-nos o favor de escrever algo bem inteligente, sim? Aguardo an-si-o-sa-men-te sua brilhante participação em qualquer questão literária. Devo informar que você já começou com pé esquerdo: na INCRÍVEL colaboração de uma oração de 7 palavras, você errou na grafia de uma delas. Percebe-se bem o que pode vir, depois disso, não?
Aliás, fui acusado hoje de estar sendo muito “bonzinho” nas minhas respostas aqui no TodoProsa, então: toma lá um pouco do velho e bom Saint-Clair: é por causa de pessoas como você, que são evidentemente incapazes de um comentário útil (que dirá uma observação inteligente!), que o nível das discussões no TodoProsa tem decaído a olhos vistos. As pessoas estão preferindo ler o Sérgio, sem no entanto participar das discussões devido às “brilhantes” colaborações de imbecis que nem você. É a vitória dos frustrados, claro. Como, aliás, em todo canto na Internet. Quanto a mim, seguirei dando uma de João Batista. Entendeu a metáfora bíblica ou precisa de um desenho colorido ou de um teatrinho de fantoches?
HAHAHAHAHA!!!!
O bom e velho Saint-Clair. Nada como um puxão de orelhas de vez em quando…
Minha orelha ainda tá ardendo, Tibor :-)
Veterano de outras FLIPs,sempre fui um dos vitimados pela dificuldade em adquirir os ingressos.Me parece que desta vez a coisa vai rolar numa boa.Já consegui ingresso para todas as mesas que desejava, e na Tenda dos Autores.Com um detalhe:não foi pela internet,mas sim pelo telefone;o atendimento foi rápido e eficiente.Salve a IngressoRápido!