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“Então me digam que metáfora do solitário, pungente,
imaginoso ofício de escrever pode, nesta vida cachorra,
superar o velho ‘manutigium’?” CECILIO GIOVENAZZI

28/02/2007 - 16:12

Jane Austen não era uma gata?

Will Davis, um dos blogueiros de livros do “Guardian”, levou um susto e eu também. Está certo que o cinema tem o costume de embelezar os personagens reais que retrata – quando se trata de escritores, muitas vezes o falseamento é até um ato de caridade. Nicole Kidman de narigão de borracha para interpretar Virginia Woolf é a exceção que confirma a regra. Mesmo assim, a linda, luminosa, extraordinária Anne Hathaway (de “Brokeback Mountain” e “O diabo veste Prada”) no papel da desfavorecida solteirona Jane Austen (1775-1817) – uma bela escritora, não me entendam mal – deve estabelecer um novo recorde mundial para a glamourização da vida na sétima arte. Becoming Jane, a cinebiografia da autora de “Orgulho e preconceito”, estréia na Inglaterra semana que vem prometendo fazer qualquer amante do realismo nas telas perdoar o Shakespeare garotão de Joseph Fiennes e o garboso Euclides da Cunha de Tarcísio Meira.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Posts Tags:

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84 comentários para “Jane Austen não era uma gata?”

  1. Tem uma escritora carioca que continua linda: Marina Colasanti.

  2. Tibor, você já sabe mas eu vou escancarar pra todo mundo: meu namorado me deu o pé na bunda. Será que foi o choque que me fez dar uma cantada na Clarice? Assim, sob a influência do forte baque emocional eu meio que me heterossexualisei? Acho que não. Em termos de heterossexualismo, sou virgem e pretendo continuar a sê-lo até morrer!

  3. nad disse:

    “É o cinema, estúpido!”

  4. Rafael disse:

    Sempre que vou ao cinema tomo o maior cuidado do mundo para não cair na desgraça de assistir um filme estreado por mulheres feias. É como se uma voz me sussurasse ao ouvido: “cave feminas tupides”…

    Fico feliz que Hollywood se mostre tão preocupada em satisfazer meus olhos. Como diria Keats, “A thing of beauty is joy forever”.

  5. Luis disse:

    Acho no mínimo (sem trocadilhos) preocupante que uma pessoa que vive de apresentar livros e escrever críticas sobre eles faça uso de adjetivos como “feinha” ao qualificar autores. Sinal de que a crítica literária nesse país espera somente sua pá de cal. Me lembrou uma crônica de Drummond, na qual seres de outro planeta vêm nos visitar, e um deles comenta com um terráqueo: “Bem, vocês ainda têm concurso de miss. Mas isso passa”.

  6. Rafael disse:

    Acho, no mínimo e também sem trocadilhos, preocupante que alguém queira encontrar uma discussão profunda numa nota exposta num blog de internet. Leia livro, como diz uma campanha do governo federal.

  7. Jonas disse:

    A Hilda Hilst chegou a ter um caso com o Vinicius. E ela dizia que, numa festa nos EUA, levou um fora do Marlon Brando.

  8. Clarice disse:

    Eu nunca vi foto do Sérgio. Pelo visto estou perdendo tudo. Ainda não comprei o livro também.
    Puxa Saint-Clair, eu pensei que você fosse um rapaz interessado em literatura.
    Agora está tudo explicado.
    Que decepção.
    Mas peraí: eu não acho a Marina Colasanti nem bonita nem boa de texto. Muito menos seu consorte. Éle ficava lá pela UFRJ dando olhares 45/93 e naquela posse de quem escreve muito bem e é muito sedutor.
    Que dupla dinâmica!
    Nossa! Butãtã literário. Caras literária. Shame, shame, shame.
    Disculpem.

  9. Clarice disse:

    Saint-Clair, só agora vi o teu comentário a respeito da cantada. Você acha que eu levei à sério?
    Claro que percebi que era carência. E depois eu estou ocupada. Mas carente, sempre, como todo ser humano normal.

  10. João Marcos Cantarino disse:

    Gwyneth Paltrow sofreu lindamente as angústias de Sylvia Plath. De partir o coração.

  11. Clarice disse:

    João. Vi o filme. Sinceramente eu não gosto de saber a vida dos escritores. Mas isto é um defeito meu.
    Mas euvim aqui para lembrar que o Cortázar era bastante atraente.
    Sou suspeita sim. Mas confiram em
    http://www.juliocortazar.com.ar/ tem fotos, contos, sons…
    Para quem nunca escutou sua voz é de um tom alegre bastante agradável.
    Depois eu vou à cata de escritores bonitos.
    Peraí, condenar os feios a escreverem. Não gostei disso não.
    Isto é coisa do Sartre. Ele que foi estudar filosofia para “se dar bem”. A Simone é quem ficava chorando pelos cantos e fingindo que achava tudo muito normal.:o) Tá bom. Ele estava acima do bem e do mal. Sei, sei. Divia tomar muito diazepam. Tá lá no “Tête-à-Tête”.
    E me digam onde tem foto do Sérgio além do livro. Sò vou à livraria semana que vem.

  12. Tamara Sender disse:

    Jonas, todo mundo teve um caso com Vinicius.

  13. Tibor Moricz disse:

    É o coisa-ruim ou não?

  14. disse:

    Mas quem disse que todo escritor tem que ser feio como o João Cuenca?

    A jovem Simone Campos, por exemplo, é linda.

  15. Zeca disse:

    ela é crente que é linda. e é mesmo.

  16. Pedro Curiango disse:

    Acho uma grande bobagem esta de discutir se as escritoras eram ou são bonitas ou não. Mas, como a gente não consegue nem evitar falar de novela e BBB, aqui vai meu pingo de opinião. Se olharmos fotografias, veremos que, no passado Narcísia Amália – a poetisa romântica que dizem fora amante de Fagundes Varela e de quem o próprio imperador teria se enamorado – era realmente bela. Pena que não fosse muito boa poetisa… No início do século, Gilka Machado, esssa sim grande poetisa, também foi considerada como beleza (a filha, Eros Volúsia, com quem se parecia, foi uma famosa dançarina, aparecendo em filmes americanos, e também teve grandes admiradores). Modernamente, e agora podemos falar de escritoras que a gente viu, foram belas Clarice Lispector e, especialmente, Lígia Fagundes Teles. Mas a beleza física, já o sabia o poeta Ronsard, é como a rosa de Malherbe, aquela que dura o “espace d’um matin”. Mas nem tudo passa sobre a terra, e a beleza que fica está aí nos livros de Clarice e Lígia, para sempre. Quanto à beleza dos escritores, prefiro não opinar… machistamente prefiro apenas ler seus livros.

  17. Rafael disse:

    Sim, Pedro, a beleza física desaparece com a velocidade com que o fogo-fátuo se desfaz. Por isso, Shakespeare, que não era nada bobo, conclamava muito sutilmente sua amada a se reproduzir, a gerar um filho, dizendo-lhe que, se tu morreres solteira, “thine image dies with thee”.

  18. Clarice disse:

    Ô Pedro, deixa a gente relaxar. Este assunto de beleza é uma fonte de tormento para a humanidade.
    Você fica com as mulheres que eu fico com os homens, tá?
    Tibor,
    Obrigada. Hummm! Agora entendi por que o Saint-Clair vive aqui.
    Muito atraente. Parece dessas pessoas que a gente pode passar horas conversando e o papo não termina. Correspondente em Londres. Chic, heim?
    Parece calmo. Mas isto é difícil de aferir com certeza.
    Enfim… um gato.

  19. Tibor Moricz disse:

    Tem gosto pra tudo… rsrsrs

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