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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

27/02/2007 - 11:41

Roth é tri

A poderosa novela Everyman, inédita no Brasil, deu ao escritor americano Philip Roth o prêmio PEN/Faulkner, no valor de US$ 15 mil. Não é uma das maiores honrarias do mundo das letras, mas a notícia tem apelo extra por ser a primeira vez que um escritor conquista o tri: Roth ganhou o PEN/Faulkner em 1994 com “Operação Shylock” e em 2001 com “A marca humana”, ambos lançados no Brasil pela Companhia das Letras.

Para ler um trecho de Everyman, publicado ano passado em tradução da casa no Todoprosa, clique aqui. Alerta: quem acha bacaninha o ridículo eufemismo “melhor idade” deve passar bem longe desse livro.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Posts Tags:

48 comentários para “Roth é tri”

  1. sérgio disse:

    Não é “A mancha humana”?

  2. Sérgio Rodrigues disse:

    Não, sérgio. A edição brasileira preferiu traduzir stain por marca.

  3. Tamara Sender disse:

    “Dublinenses” entre as 20 obras mais importantes da literatura universal? Não dá pra concordar…

  4. Rafael disse:

    É verdade, Tamara. “Dublinenses”, embora seja um belíssimo livro de contos, é muitíssimo inferior a “Novelas Ejemplares”, de Cervantes, e a “Decamerão”, de Boccaccio. James Joyce, por mais que tenha exercido enorme influência sobre toda literatura do século XX, não foi tão importante para o desenvolvimento da narrativa curta quanto o foram Boccaccio e Cervantes.

    Em termos de técnica narrativa, “Dublinenses” não acrescenta muita novidade, considerando o estágio de desenvolvimento dessa arte graças ao artista inigualável que foi Tchekov. Em Tchekov, já se vislumbra a técnica da epifania, como se pode ler no conto “O Beijo”, por exemplo.

    Tais listas servem apenas para avaliar os autores que estão em moda; Boccaccio, por exemplo, que tanta influência causou nas narrativas subseqüentes por três séculos, é pouco lido hoje, embora suas histórias sejam das mais divertidas já escritas. É um modelito que saiu da moda e, por isso, foi pendurado no armário.

  5. Clarice disse:

    Rafael,
    concordo com você mas, para mim, a inovação de técnica de narrativa não é determinante para um escritor ser considerado inferior ou superior. Ainda mais se tratando de épocas tão diferentes. Boccaccio faz parte de clássicos sim. Só não está em muita evidência por motivos fora de sua obra.
    Passolini que o diga.

  6. Clarice disse:

    Por que não Goethe? Por que não Dickens? Por que não Balzac? Por que não um monte de escritores geniais não estão em evidência?
    Saint Claaiiiiirrrrr!

  7. Clarice disse:

    Rafael, Só entendi o “vita”.:o) Tenho é trauma de latim e grego clássico como já expliquei.

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