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	<title>Comentários sobre: A pol&#234;mica da vez</title>
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	<description>Blog de literatura de Sérgio Rodrigues</description>
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		<title>Por: Psiu donimo</title>
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		<dc:creator>Psiu donimo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2006 03:23:55 +0000</pubDate>
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		<description>&#201; chato esse Chatob&#225;.
N&#227;o surpreende que chore pitangas n&#227;o publicadas. Tudo o que n&#227;o precisamos &#233; de complexo de embrafilme. J&#225; temos burrice demais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&Eacute; chato esse Chatob&aacute;.<br />
N&atilde;o surpreende que chore pitangas n&atilde;o publicadas. Tudo o que n&atilde;o precisamos &eacute; de complexo de embrafilme. J&aacute; temos burrice demais.</p>
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		<title>Por: Fraz Heilborn</title>
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		<dc:creator>Fraz Heilborn</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2006 01:49:55 +0000</pubDate>
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		<description>&#202;, Jatob&#225;! Tu &#233; anarfabeto, cabra da peste! Mi&#243; trabai&#225; de ajenti foner&#225;rio - u a&#231;uguero!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&Ecirc;, Jatob&aacute;! Tu &eacute; anarfabeto, cabra da peste! Mi&oacute; trabai&aacute; de ajenti foner&aacute;rio &#8211; u a&ccedil;uguero!</p>
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		<title>Por: Palhares</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150141</link>
		<dc:creator>Palhares</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2006 10:04:23 +0000</pubDate>
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		<description>Das 41 mensagens pro email do Vinicius, n&#227;o teve nenhum revisor se oferecendo, n&#227;o? &quot;Alto-estima&quot; &#233; brincadeira!!! Antes de buscar melhorar a &quot;condi&#231;&#227;o do escritor&quot;, o sujeito deveria SER um escritor, ou pelo menos aprender a escrever.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Das 41 mensagens pro email do Vinicius, n&atilde;o teve nenhum revisor se oferecendo, n&atilde;o? &#8220;Alto-estima&#8221; &eacute; brincadeira!!! Antes de buscar melhorar a &#8220;condi&ccedil;&atilde;o do escritor&#8221;, o sujeito deveria SER um escritor, ou pelo menos aprender a escrever.</p>
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		<title>Por: S&#233;rgio Rodrigues</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150131</link>
		<dc:creator>S&#233;rgio Rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2006 18:36:20 +0000</pubDate>
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		<description>Vinicius, n&#227;o entendi. Se eu n&#227;o considerasse a quest&#227;o boa - boa e complexa, foi como a chamei - por que diabos daria a voc&#234; e ao Gaston o privil&#233;gio de uma nota inteira, com cita&#231;&#227;o nominal e tudo? Compuls&#227;o por derrubar meu pr&#243;prio blog? Auto-sabotagem? O tema se presta a argumenta&#231;&#245;es simplistas e agress&#245;es gratuitas? Sem d&#250;vida, como vimos. Mas isso n&#227;o o diminui em nada. Um abra&#231;o.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vinicius, n&atilde;o entendi. Se eu n&atilde;o considerasse a quest&atilde;o boa &#8211; boa e complexa, foi como a chamei &#8211; por que diabos daria a voc&ecirc; e ao Gaston o privil&eacute;gio de uma nota inteira, com cita&ccedil;&atilde;o nominal e tudo? Compuls&atilde;o por derrubar meu pr&oacute;prio blog? Auto-sabotagem? O tema se presta a argumenta&ccedil;&otilde;es simplistas e agress&otilde;es gratuitas? Sem d&uacute;vida, como vimos. Mas isso n&atilde;o o diminui em nada. Um abra&ccedil;o.</p>
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	<item>
		<title>Por: vinicius jatob&#225;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150121</link>
		<dc:creator>vinicius jatob&#225;</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2006 13:22:58 +0000</pubDate>
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		<description>Foram 41 mensagens para meu e-mail, apenas cinco delas ofensivas. Duas quest&#245;es imperam: reclama&#231;&#245;es pelo pre&#231;o dos livros e certo desgaste com o excesso de publica&#231;&#245;es; e, por outro lado, curiosidade acerca da janela legal e possibilidade de um mercado de bolsos com livros de qualidade e n&#227;o apenas republica&#231;&#245;es daquilo que j&#225; fazia sucesso em outras edi&#231;&#245;es brochura. Sete escritores, quatro deles publicados por grandes editoras, est&#227;o entre as pessoas que escreveram. Ao que parece a quest&#227;o &#233; mais rica e interessante do que algumas pessoas aqui (e at&#233; o pr&#243;prio moderador do blog) pensaram.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Foram 41 mensagens para meu e-mail, apenas cinco delas ofensivas. Duas quest&otilde;es imperam: reclama&ccedil;&otilde;es pelo pre&ccedil;o dos livros e certo desgaste com o excesso de publica&ccedil;&otilde;es; e, por outro lado, curiosidade acerca da janela legal e possibilidade de um mercado de bolsos com livros de qualidade e n&atilde;o apenas republica&ccedil;&otilde;es daquilo que j&aacute; fazia sucesso em outras edi&ccedil;&otilde;es brochura. Sete escritores, quatro deles publicados por grandes editoras, est&atilde;o entre as pessoas que escreveram. Ao que parece a quest&atilde;o &eacute; mais rica e interessante do que algumas pessoas aqui (e at&eacute; o pr&oacute;prio moderador do blog) pensaram.</p>
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	<item>
		<title>Por: Andr&#233;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150111</link>
		<dc:creator>Andr&#233;</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Nov 2006 13:00:51 +0000</pubDate>
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		<description>Rafael,

obrigado pelo  toque.
Ainda n&#227;o enviei nada. Vou fazer isso. Quem sabe, n&#233;?
Fui ao seu blog.
Me interessei pelos livros.
Deixo meu mail l&#225;.
Abra&#231;o!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rafael,</p>
<p>obrigado pelo  toque.<br />
Ainda n&atilde;o enviei nada. Vou fazer isso. Quem sabe, n&eacute;?<br />
Fui ao seu blog.<br />
Me interessei pelos livros.<br />
Deixo meu mail l&aacute;.<br />
Abra&ccedil;o!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Clarice</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150101</link>
		<dc:creator>Clarice</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 23:26:53 +0000</pubDate>
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		<description>Vinicius Jatob&#225;,
Mas que texto inspirado! Foi o &#250;nico que tive vontade de ler. Cojmo j&#225; disse n&#227;o sou muito ligada na m&#225;quina de publica&#231;&#227;o. Mas depois que te li abri os olhos. e: &quot;Como diria meu av&#244;: antes ser rid&#237;culo que ser resignado&quot; ... eu j&#225; escrevi em algum lugar que perder a indigna&#231;&#227;o ou nunca ter se indignado &#233;.. n&#227;o lembro, mas algo por a&#237; parecido com o que o teu av&#244; disse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vinicius Jatob&aacute;,<br />
Mas que texto inspirado! Foi o &uacute;nico que tive vontade de ler. Cojmo j&aacute; disse n&atilde;o sou muito ligada na m&aacute;quina de publica&ccedil;&atilde;o. Mas depois que te li abri os olhos. e: &#8220;Como diria meu av&ocirc;: antes ser rid&iacute;culo que ser resignado&#8221; &#8230; eu j&aacute; escrevi em algum lugar que perder a indigna&ccedil;&atilde;o ou nunca ter se indignado &eacute;.. n&atilde;o lembro, mas algo por a&iacute; parecido com o que o teu av&ocirc; disse.</p>
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	<item>
		<title>Por: Clarice</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150091</link>
		<dc:creator>Clarice</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 23:17:30 +0000</pubDate>
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		<description>... o Cort... ent&#227;o, 1984... sniff</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; o Cort&#8230; ent&atilde;o, 1984&#8230; sniff</p>
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		<title>Por: Clarice</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150081</link>
		<dc:creator>Clarice</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 23:16:15 +0000</pubDate>
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		<description>E num &#233; que continuaram? Entrou at&#233; o P&#232;re Lachaise. Gente mais esnobe. Contente-se com o Monmartre ou o Montparnaise. O P&#232;re &#233; de Chopin para cima. Ali&#225;s quando eu visitei n&#227;o tinha ningu&#233;m. E quando dei de cara com o t&#250;mulo do Chopin sa&#237; correndo. Se desse com algum escritor que gosto ia ser um &quot;poblem&#227;o&quot;. Ia dar trauma... A minha morte eu n&#227;o tenho nenhum problema com ela. Mas a dos familiares e as de quem admiro fico arrasada. Ih sa&#237; do assunto. N&#227;o pode. Confesso que quando o Haroldo de Campos se foi eu fiquei triste pr&#225; chuchu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E num &eacute; que continuaram? Entrou at&eacute; o P&egrave;re Lachaise. Gente mais esnobe. Contente-se com o Monmartre ou o Montparnaise. O P&egrave;re &eacute; de Chopin para cima. Ali&aacute;s quando eu visitei n&atilde;o tinha ningu&eacute;m. E quando dei de cara com o t&uacute;mulo do Chopin sa&iacute; correndo. Se desse com algum escritor que gosto ia ser um &#8220;poblem&atilde;o&#8221;. Ia dar trauma&#8230; A minha morte eu n&atilde;o tenho nenhum problema com ela. Mas a dos familiares e as de quem admiro fico arrasada. Ih sa&iacute; do assunto. N&atilde;o pode. Confesso que quando o Haroldo de Campos se foi eu fiquei triste pr&aacute; chuchu.</p>
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	<item>
		<title>Por: vinicius jatob&#225;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2006/11/09/a-polmica-da-vez/comment-page-3/#comment-150071</link>
		<dc:creator>vinicius jatob&#225;</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 21:18:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://todoprosa.com.br/?p=241#comment-150071</guid>
		<description>Caro Gaston, estou enviando rosas para P&#233;re Lachaise. Vou falar por alto, e vou esconder as melhores id&#233;ias...

Formas razo&#225;veis de profissionalizar os autores seria debater certos arranjos fiscais de isen&#231;&#227;o de impostos para escritores (caso da Irlanda), tiragem numerada dos livros para diminuir as fraldes nas contagens (quem n&#227;o se recorda do caso da Bojunga?), um sindicato forte que fa&#231;a com que as editoras cumpram seus compromissos (quantos escritores publicam at&#233; por grandes editoras e simplesmente n&#227;o recebem: eu conhe&#231;o alguns casos).

A id&#233;ia do livro de bolso &#233; complexa, mas creio que seria de grande ajuda estabelecer uma janela padr&#227;o (como no cinema) para que o escritor possa, a partir de certo momento, e sem qualquer tipo de autoriza&#231;&#227;o, negociar com quem deseja edi&#231;&#245;es de bolso do seu trabalho. Voc&#234; acha que se isso fosse debatido n&#227;o surgiria um empres&#225;rio disposto a investir seriamente nisso? Algu&#233;m perderia a chance de publicar Mar&#231;al Aquino, Adriana Lisboa e Rubens Figueiredo, digamos, tr&#234;s anos depois de suas publica&#231;&#245;es originais? O escritor n&#227;o possue tanto controle assim do seu texto; conhe&#231;o v&#225;rios que tem a impress&#227;o de que seus livros mereceriam reimpress&#245;es, mas que como o lan&#231;amento &#233; o fetiche dos livreiros as editoras preferem n&#227;o arriscar. O livro fica esgotado; t&#234;m leitores buscando; e as editoras n&#227;o arriscam. Porque o escritor, que dedicou anos nesse livro, tem que se submeter a isso? Pelo que sei, ele negocia livros que j&#225; fizeram parte de cat&#225;logos. Quem sabe edi&#231;&#245;es mistas como o bem sucedido e exemplar caso dos pocketts Simenon?

Estou ventilando id&#233;ias; n&#227;o vou dar as solu&#231;&#245;es. Quanto ao marketing criativo que falo seria levar a literatura para o espa&#231;o al&#233;m do livro. Eu vejo o livro como um suporte, n&#227;o como a finalidade. &#201; um suporte. Acredito que as editoras deveriam criar estrat&#233;gias espec&#237;ficas para cada escritor. Querem vender todos os escritores da mesma forma: uma imagem, uma chamada de jornal, uma foto. Mas qu&#234; h&#225; de comum nos universos imaginativos de, digamos, Bernardo Carvalho e Marcelo Mirisola? Se s&#227;o literaturas diferentes que utilizam o mesmo suporte, o que deveria ser anunciado &#233; essa literatura. N&#227;o o livro em p&#233;, em diagonal, com uma frase de efeitoe e elogios de amigos. A quest&#227;o &#233; que isso n&#227;o funciona porque vender um livro demanda criar um meio de comunicar espec&#237;fico para esse livro. O Mar&#231;al Aquino &#233; um autor que com a estrat&#233;gia certa venderia 50000 exemplares. E sem gastar muito dinheiro.

Pessoas acham que marketing &#233; banalizar, mas Joyce era um g&#234;nio na hora de vender seus livros, o pr&#243;prio Proust redigiu um anuncio de jornal para venda de seus livros; e ele quera pagar do pr&#243;prio bolso! Cada livro deveria ser trabalhado pelo que ele tem de espec&#237;fico, e n&#227;o com uma sempre mesma forma vaga de divulga&#231;&#227;o. Uma divulga&#231;&#227;o espec&#237;fica e honesta ajudaria o livro encontrar o seu leitor. Posso citar alguns exemplos: os anuncios de rua para o romance &#039;Outra Vida&#039; de Pamuk s&#227;o brilhantes: a primeira frase do livro, sem nenhuma outra informa&#231;&#227;o. Eu vi outro dia uma foto. &#201; fant&#225;stica; e d&#225; a id&#233;ia exata do livro: &#233; m&#225;gico, &#233; magn&#233;tico, enigm&#225;tico. Esses cubos que a Alfaguara brasil coloca debaixo das mesas de lan&#231;amentos &#233; brilhante, tamb&#233;m. S&#227;o formas criativas de despertar a curiosidade; as pessoas ficam curiosas. N&#227;o falo de enganar o leitor, mas dar a id&#233;ia exata do que &#233; o livro. E s&#227;o, muitas vezes, mais baratas que esses anuncios loucos no meio do nada.

Seria interessante, sim, que escritores come&#231;assem a se interessar por conhecer mais a m&#225;quina das editoras. Balzac, Sthendal, Proust, Conrad, Faulkner, Bellow: todos se preocupam com isso. Quem escreve quer escrever mais. No Brasil quando escritor fala de dinheiro as pessoas acham um absurdo; mas, Faulkner, o grande Faulkner, sempre que perguntado sobre o motivo de escrever, respondia que era pagar suas contas. O escritor brasileiro gosta de se ver como um ermit&#227;o, comendo vento, flutuando num abismo de sensa&#231;&#245;es. &#201; um tema que me interssa e que em nada diminue o valor da literatura, at&#233; porque sempre desconfio de escritores que querem se manter limpos, intocados; escritor &#233; fan&#225;tico e compulsivo, e quer financiar seu trabalho. Fala-se de viver apenas de venda de livro? N&#227;o, apenas de que o livro possa circular de novo. O livro foi feito para circular. N&#227;o para ficar encalhado. Isso n&#227;o &#233; bom pra ningu&#233;m.

Agora, ainda bem que tenho boa alto-estima... Porque voc&#234;s pegam pesado... Rs... Seria bom que o assunto n&#227;o morrese aqui n&#227;o porque &#233; do interesse de todos, escritores, cr&#237;ticos, editores e leitores. Todos falam sempre do editor, pobre do editor, que est&#225; pobre, com preju&#237;zo, etc... Mas e o escritor? E o tradutor? Como ficam? Acho que &#233; isso, mas creio que o calor das interven&#231;&#245;es distra&#237;ram um pouco as possibilidades de di&#225;logo. Mas Gaston tem raz&#227;o, pela &#243;tica do editor. Mas falo do escritor. &#201; errado um escritor querer melhorar suas condi&#231;&#245;es de trabalho? N&#227;o &#233; buscar paternalismo; &#233; buscar apenas maior transpar&#234;ncia.

Grande abra&#231;o, foi legal, gostei muito de certas coisas, cresci intelectualmente, aprendi a usar a crase, relembrei Cuenca de traumas da juventude, mostramos paix&#227;o, indigna&#231;&#227;o, revolta, e direto da Fran&#231;a a maravilhosa met&#225;fora do Carangueijo, e a conta um+um+um+um que Gallimard, como todo bom defunto, esqueceu de responder: que dia maravilhoso! Como diria meu av&#244;: antes ser rid&#237;culo que ser resignado... Meu av&#244; n&#227;o lia Proust mas sabia das coisas... Grande abra&#231;o,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gaston, estou enviando rosas para P&eacute;re Lachaise. Vou falar por alto, e vou esconder as melhores id&eacute;ias&#8230;</p>
<p>Formas razo&aacute;veis de profissionalizar os autores seria debater certos arranjos fiscais de isen&ccedil;&atilde;o de impostos para escritores (caso da Irlanda), tiragem numerada dos livros para diminuir as fraldes nas contagens (quem n&atilde;o se recorda do caso da Bojunga?), um sindicato forte que fa&ccedil;a com que as editoras cumpram seus compromissos (quantos escritores publicam at&eacute; por grandes editoras e simplesmente n&atilde;o recebem: eu conhe&ccedil;o alguns casos).</p>
<p>A id&eacute;ia do livro de bolso &eacute; complexa, mas creio que seria de grande ajuda estabelecer uma janela padr&atilde;o (como no cinema) para que o escritor possa, a partir de certo momento, e sem qualquer tipo de autoriza&ccedil;&atilde;o, negociar com quem deseja edi&ccedil;&otilde;es de bolso do seu trabalho. Voc&ecirc; acha que se isso fosse debatido n&atilde;o surgiria um empres&aacute;rio disposto a investir seriamente nisso? Algu&eacute;m perderia a chance de publicar Mar&ccedil;al Aquino, Adriana Lisboa e Rubens Figueiredo, digamos, tr&ecirc;s anos depois de suas publica&ccedil;&otilde;es originais? O escritor n&atilde;o possue tanto controle assim do seu texto; conhe&ccedil;o v&aacute;rios que tem a impress&atilde;o de que seus livros mereceriam reimpress&otilde;es, mas que como o lan&ccedil;amento &eacute; o fetiche dos livreiros as editoras preferem n&atilde;o arriscar. O livro fica esgotado; t&ecirc;m leitores buscando; e as editoras n&atilde;o arriscam. Porque o escritor, que dedicou anos nesse livro, tem que se submeter a isso? Pelo que sei, ele negocia livros que j&aacute; fizeram parte de cat&aacute;logos. Quem sabe edi&ccedil;&otilde;es mistas como o bem sucedido e exemplar caso dos pocketts Simenon?</p>
<p>Estou ventilando id&eacute;ias; n&atilde;o vou dar as solu&ccedil;&otilde;es. Quanto ao marketing criativo que falo seria levar a literatura para o espa&ccedil;o al&eacute;m do livro. Eu vejo o livro como um suporte, n&atilde;o como a finalidade. &Eacute; um suporte. Acredito que as editoras deveriam criar estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas para cada escritor. Querem vender todos os escritores da mesma forma: uma imagem, uma chamada de jornal, uma foto. Mas qu&ecirc; h&aacute; de comum nos universos imaginativos de, digamos, Bernardo Carvalho e Marcelo Mirisola? Se s&atilde;o literaturas diferentes que utilizam o mesmo suporte, o que deveria ser anunciado &eacute; essa literatura. N&atilde;o o livro em p&eacute;, em diagonal, com uma frase de efeitoe e elogios de amigos. A quest&atilde;o &eacute; que isso n&atilde;o funciona porque vender um livro demanda criar um meio de comunicar espec&iacute;fico para esse livro. O Mar&ccedil;al Aquino &eacute; um autor que com a estrat&eacute;gia certa venderia 50000 exemplares. E sem gastar muito dinheiro.</p>
<p>Pessoas acham que marketing &eacute; banalizar, mas Joyce era um g&ecirc;nio na hora de vender seus livros, o pr&oacute;prio Proust redigiu um anuncio de jornal para venda de seus livros; e ele quera pagar do pr&oacute;prio bolso! Cada livro deveria ser trabalhado pelo que ele tem de espec&iacute;fico, e n&atilde;o com uma sempre mesma forma vaga de divulga&ccedil;&atilde;o. Uma divulga&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e honesta ajudaria o livro encontrar o seu leitor. Posso citar alguns exemplos: os anuncios de rua para o romance &#8216;Outra Vida&#8217; de Pamuk s&atilde;o brilhantes: a primeira frase do livro, sem nenhuma outra informa&ccedil;&atilde;o. Eu vi outro dia uma foto. &Eacute; fant&aacute;stica; e d&aacute; a id&eacute;ia exata do livro: &eacute; m&aacute;gico, &eacute; magn&eacute;tico, enigm&aacute;tico. Esses cubos que a Alfaguara brasil coloca debaixo das mesas de lan&ccedil;amentos &eacute; brilhante, tamb&eacute;m. S&atilde;o formas criativas de despertar a curiosidade; as pessoas ficam curiosas. N&atilde;o falo de enganar o leitor, mas dar a id&eacute;ia exata do que &eacute; o livro. E s&atilde;o, muitas vezes, mais baratas que esses anuncios loucos no meio do nada.</p>
<p>Seria interessante, sim, que escritores come&ccedil;assem a se interessar por conhecer mais a m&aacute;quina das editoras. Balzac, Sthendal, Proust, Conrad, Faulkner, Bellow: todos se preocupam com isso. Quem escreve quer escrever mais. No Brasil quando escritor fala de dinheiro as pessoas acham um absurdo; mas, Faulkner, o grande Faulkner, sempre que perguntado sobre o motivo de escrever, respondia que era pagar suas contas. O escritor brasileiro gosta de se ver como um ermit&atilde;o, comendo vento, flutuando num abismo de sensa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um tema que me interssa e que em nada diminue o valor da literatura, at&eacute; porque sempre desconfio de escritores que querem se manter limpos, intocados; escritor &eacute; fan&aacute;tico e compulsivo, e quer financiar seu trabalho. Fala-se de viver apenas de venda de livro? N&atilde;o, apenas de que o livro possa circular de novo. O livro foi feito para circular. N&atilde;o para ficar encalhado. Isso n&atilde;o &eacute; bom pra ningu&eacute;m.</p>
<p>Agora, ainda bem que tenho boa alto-estima&#8230; Porque voc&ecirc;s pegam pesado&#8230; Rs&#8230; Seria bom que o assunto n&atilde;o morrese aqui n&atilde;o porque &eacute; do interesse de todos, escritores, cr&iacute;ticos, editores e leitores. Todos falam sempre do editor, pobre do editor, que est&aacute; pobre, com preju&iacute;zo, etc&#8230; Mas e o escritor? E o tradutor? Como ficam? Acho que &eacute; isso, mas creio que o calor das interven&ccedil;&otilde;es distra&iacute;ram um pouco as possibilidades de di&aacute;logo. Mas Gaston tem raz&atilde;o, pela &oacute;tica do editor. Mas falo do escritor. &Eacute; errado um escritor querer melhorar suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho? N&atilde;o &eacute; buscar paternalismo; &eacute; buscar apenas maior transpar&ecirc;ncia.</p>
<p>Grande abra&ccedil;o, foi legal, gostei muito de certas coisas, cresci intelectualmente, aprendi a usar a crase, relembrei Cuenca de traumas da juventude, mostramos paix&atilde;o, indigna&ccedil;&atilde;o, revolta, e direto da Fran&ccedil;a a maravilhosa met&aacute;fora do Carangueijo, e a conta um+um+um+um que Gallimard, como todo bom defunto, esqueceu de responder: que dia maravilhoso! Como diria meu av&ocirc;: antes ser rid&iacute;culo que ser resignado&#8230; Meu av&ocirc; n&atilde;o lia Proust mas sabia das coisas&#8230; Grande abra&ccedil;o,</p>
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