Littell, Goncourt no bolso, é da Alfaguara
O romance “Les bienveillantes” (veja nota de 27/10, abaixo), escrito em francês pelo americano Jonathan Littell, confirmou hoje sua condição de grande fenômeno literário do ano ao ganhar o prêmio Goncourt, o mais importante da França – aqui, em francês, a notícia do “Le Monde”. O livro, um tijolaço narrado por um ex-oficial nazista gay, já havia levado o Grande Prêmio de romance da Académie Française e tido seus direitos para os Estados Unidos vendidos por US$ 1 milhão.
No Brasil, o Goncourt de Littell foi intensamente comemorado num casarão do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, hoje de manhã. Um leilão disputado por quatro grandes editoras brasileiras terminou com a vitória da Alfaguara, leia-se Objetiva. O valor não foi revelado – é de cinco dígitos – mas consta que Littell, 38 anos, que cuidou pessoalmente da escolha das editoras em todos os 16 países para os quais o livro foi vendido, levou em conta outros fatores além do valor financeiro.
Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Posts Tags:
Clarice, não quis dizer em meu comentário que concordo com o que acontece, ressaltei apenas que uma parte da culpa cabe também ao papel que a mídia vem desempenhando hoje em dia. Um exemplo claro disso é que em períodos muito próximos foram lançados o novo livro do Paulo Coelho e Jean-Christophe de Romain Rolland. Evidentemente, o primeiro foi amplamente divulgado e o segundo não, embora seja uma obra-prima da literatura mundial. Uma mídia tão fechada, que fala apenas dos recordistas em vendas, contribui para que os esforços das editoras se concentrem naquilo que vai ter maior divulgação. Daí o círculo se fecha.
Quanto ao meu blog, é um espaço que utilizo do modo como acho mais adequado. Embora alguns leitores possam se incomodar com anúncios, é o único meio que encontrei de ganhar algum dinheiro com ele. Convido-a a lê-lo sem se preocupar com isso e creio que reconhecerá ali um leitor que gosta muito da literatura.
Gaston Gallimard e Leandro Oliveira,
É verdade. Vocês têm toda a razão. Eu tenho andado no meio da lua estes dias.
Gaston Gallimard, como poderia levar a sério qualquer um dos seus argumentos quando você mal arrisca assinar com seu próprio nome aquilo que defende? Se você não assume com seu próprio nome seu argumento, como levá-lo em consideração? Confortável, na verdade, é jogar no bolo uma série de idéias lugar-comum com um nome que não é seu defendendo um capital que, provavelmente, não está na sua própria conta bancária. Com servilismo e covardia não se contrói argumentos. Você pode até se achar engraçadinho e esperto, mas não passa de um pobre coitado infeliz repetindo idéias que não são suas.
Viniciius Jatobá,
rsrsrs… Eu desisti de levar isto adiante. E o Leandro, agora me lembrei, já recebeu a mesma crítica aqui… rsrsrs Deve ter vindo ver se a gente vai comprar no Submarino. Eu já me comprometi em comprar o “Juca Mulato”. Será que ele fica contente?
Leandro você tem o direito usar o seu espaço como achar adequado. Nós, eu pelo menos, tenho o direito de não gostar e não frequentar. Sugiro que visite os blogs de pessoas que não só adoram mais saibam escrever a respeito de suas obras favoritas, como os da maioria dos Blogueiros que vêm participar do Todoprosa. O do Vinicius, do joao, do Saint-Clair…
Aliás,
Saint Clair, eu não esqueci de ir para o Orkut. Estou meio sem tempo mas assim que der eu vou.
Mon cher Jatobá,
eu não esperava que vc levasse a sério meus argumentos – ou quaisquer outros que sejam contrários aos seus. Vc prefere comício a debate. Está muito bem assim, então.
Mas mon “Gallimard” não é pior do que ton “Jatobá” e, no que interessa aqui, a discussão, vc não avança um milímetro, preferindo descartar tudo o que foi argumentado por conta de um pseudônimo – para você sinônimo de covardia. E assinar com o próprio nome, denota coragem de quê? E o que quer dizer um e outro nome? Achei que a discussão era sobre mercado literário e não uma diatribe pessoal, aliás, pseudopessoal,comoconvém aos pseudônimos.
Coitado e infeliz, despeço-me. Pobre, não, pois defendo servilmente os interesses multicnacionais das megacorporações,como afirma sua confusa “posição” político-literária-existencial.
Au revoir,
Gaston
PS -
Fala sério, sujeito. Vai ao analista resolver seu problema de estima consigo mesmo, e aproveita pra catar todos os coquinhos que encontrar no caminho.
Vinicius,
Deixa esta criatura para lá. Não dá para levar a sério alguém que assina Gaston Gallimard. Deve ser uma nova doença: “perversão francofílica”.
Estou ilhada no escritório. Dia de limpeza geral… irk! Preguiça de trabalhar. Dia inteiro atazanando os blogueiros do Nominimo. rsrs
Clarice, não sei o por quê de tanta agressividade. Respondi a seu comentário apenas por achar que você havia me entendido mal. Certamente você tem ‘direitos’ e não quero desrepeitar ninguém. Apenas peço desculpas ao Sérgio Rodrigues, pois não queria que a caixa de comentários aqui fosse utilizada para discutir outro assunto que não é literatura.
O Blog do Leandro está nos meus favoritos. Eu gosto; sempre gostei.
Leandro,
Também não gosto de mudar de assunto no blog alheio. Mas de vez em quando escapa. Desculpe ao Sérgio pelo comentário a respeito de minha “Casa Tomada”.
Acho que foi desentendimento cruzado: Gaston, o assunto delicado do post e, talvez a minha precipitação em julgar o teu blog devido à propaganda. Confesso que tenho aversão à propaganda. Mas vou reconsiderar pois prezo o discernimento do Vinicius. Usarei óculos antilinks.
Leandro,
Não gosto de Jorge Amado, Bíblia não leio. Paulo Mendes Campos e Carlos Heitor Cony não são lá muito admirados por mim. José de Alencar…
O Machado de Assis que eu gosto não é o que se aparenta com russos e sim com Laurence Sterne : gosto do João Gilberto Noll e você não gosta.
Os links para compra de livros clássicos no meio dos posts realmente me incomodam. Parece marketing…
Jamais abordaria “A moda das Autobiografias” pois não tenho paciência para elas quanto mais escrever sobre.
“Jornalismo e Ficção”… tema que jornalista gostava de abordar no início da década de 90…
Não me preocupo com premiados.
Então usemos a saída kafkiana:
vamos cada um para o seu lado.
Sérgio,
Desculpe.
Sergio, acho que seria bom dar uma sinopse sobre o premio Goncourt. Eu, e talvez outros nao conseguimos, ano sabemos qual a importancia deste premio. Qual é o valor, que tipo de livro contempla, enfim, sua historia. Se puderes dar uma palhinha…