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“É muito difícil pensar em ’ser escritor’ quando se nasce num país em
que ninguém lê: os pobres porque não sabem ou porque não possuem
meios para adquirir conhecimentos, e os ricos porque não sentem
vontade. Numa sociedade assim, querer ser escritor não é optar por
uma profissão, mas por um ato de loucura.” MARIO VARGAS LLOSA

28/10/2006 - 00:01

Começos inesquecíveis: Marcel Proust

Durante muito tempo, costumava deitar-me cedo. Às vezes mal apagava a vela, meus olhos se fechavam tão depressa que eu nem tinha tempo de pensar: “Adormeço”.

O começo inesquecível desta semana foi sugerido pelo leitor Rogério Martins. Talvez as linhas iniciais de “No caminho de Swann”, livro lançado em 1913 pelo francês Marcel Proust (1871-1922), não tenham grande impacto em si, mas entraram para a história por marcarem o início de uma aventura literária em sete volumes chamada “Em busca do tempo perdido” – uma das obras fundamentais do século XX. Numa nota aí embaixo, o bibliófilo José Mindlin confessou ter achado “No caminho de Swann” sonífero quando tentou encará-lo pela primeira vez – para, numa nova tentativa, tornar-se um proustiano de carteirinha. A tradução citada aqui é do poeta Mario Quintana, publicada pela Abril Cultural, sob licença da editora Globo, em 1982.

Autor: Sérgio Rodrigues - Categoria(s): Posts Tags:

13 comentários para “Começos inesquecíveis: Marcel Proust”

  1. Jonas disse:

    Quando eu li o trechinho, pensei de cara: “poxa, não acredito que o Sérgio só colocou esse pedacinho pequeno”. Depois pensei que era a coisa certa a se fazer: a abertura do ciclo é tão poderosa que não daria para colocar apenas algumas linhas, e sim algumas páginas.

  2. cida disse:

    Outro começo inesquecível: Camus em “O Estrangeiro”.

  3. Rodrigo disse:

    Um começo também que não sai da minha cabeça até hoje é o de Nabokov em “Lolita”. É um dos melhores primeiros parágrafos de um livro que já li.

  4. Adoro Proust. Pra mim, o ponto alto da literatura ocidental nos últimos dois séculos. Aproveito pra fazer uma certa “propaganda”: tenho uma comunidade no Orkut (Proustianos) para os leitores e amantes de Proust e de À la recherche du temps perdu: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17776225

  5. Clarice disse:

    A tradução do Mario Quintana é impecável. Melhor só o original.

  6. Clarice disse:

    Eu vou lá Saint-Clair. Vou abrir uma conta no Google.

  7. Uêba, Clarice! Mais uma “convertida” ;-)

  8. Clarice disse:

    Tá bom. Eu vou fazer a inscrição no Google. Ai que preguiça…rsrs

  9. Clarice disse:

    Pronto. Fiz tudo, não doeu, foi rápido… vou lá…

  10. Clarice disse:

    Fiz tudo. Boteu para entrar com dados do Google mas tem que ter login do Orkut. Deus é testemunha que eu tentei.

  11. Clarice, você não quer um convite pro Orkut? Se quiser, me manda um e-mail pra saintclairstockler@gmail.com que eu te convido (pra ser franco, não sei se vale o teu esforço; mas eu tenho umas 30 comunidades literárias. Tem pra todos os gostos: Agota Kristof, Caio Fernando Abreu, Harry Laus, Grandes contistas brasileiros, Literatura brasileira: os esquecidos, Elvira Vigna, Proustianos, Renard Perez, Choderlos de Laclos, Sonia Coutinho, Balzaquianos, Dai Sijie, Edla van Steen, Ian McEwan, Daniel Pellizzari, Patricia Highsmith, Anne Tyler, Alphonse Daudet…)

  12. Avellar disse:

    Pedro Nava é melhor que Marcel Proust…

  13. Bernardo Brayner disse:

    genial, genial.

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