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12/07/2009 - 13:57

HISTÓRIAS DAS COPAS 31

Com a Suécia classificada diretamente para as quartas de final da Copa de 38 por causa da ausência da Áustria, a 1ª fase do Mundial teve sete confrontos. Dois deles tiveram desempates quatro dias depois com vitórias de Cuba sobre a Romênia e da Suíça sobre a Alemanha. O Brasil fez um jogo memorável contra a Polônia e se classificou. Pela primeira com o uniforme todo azul, a seleção venceu por 6×5 depois da prorrogação, com empate por 4×4 no tempo normal, com três gols de Leônidas.

Autor: Sérgio Patrick - Categoria(s): Copa 2010, Histórias das Copas, Seleção Tags: , , , , , , , , , , , , ,
11/07/2009 - 17:54

HISTÓRIAS DAS COPAS 30

A sombra da Segunda Guerra Mundial atingiu em cheio a Copa do Mundo de 38, na França. Em meio à Guerra Civil, a Espanha ficou fora das eliminatórias. Os europeus foram maioria e Cuba e das Índias Holandesas, atual Indonésia, apareceram como grandes novidades. Argentina e Uruguai preferiram não ir ao Mundial e o Brasil foi o único representante sul-americano. Anexada pela Alemanha nazista, a Áustria protagonizou o primeiro WO da história das copas. A Inglaterra chegou a ser convidada para a vaga, mas não aceitou.

Autor: Sérgio Patrick - Categoria(s): Copa 2010, Histórias das Copas Tags: , , , , , , , , , , , , ,
23/02/2009 - 17:37

A FUGA

Guillermo RingodeauxMais um grande atleta cubano abre mão da vida na ilha para virar um profissional. A notícia da fuga do bicampeão olímpico de boxe Guillermo Rigondeaux me pegou no meio do carnaval.  Logo me lembrei de uma conversa que tive há menos de um mês com o também pugilista cubano Erislandy Lara, que desertou com Rigondeaux durante o Pan do Rio, em 2007.

Lara vive hoje em Miami, onde treina diariamente para combates pelos quais já recebe um bom dinheiro. A grana, aliás, foi o motivo para os dois não ficassem no Brasil há um ano e meio. Não havia perspectiva de carreira por aqui e faltavam recursos para que eles chegassem à Europa e encontrassem empresários interessados no trabalho dos atletas.

O caminho de Lara e Rigondeaux foi o mesmo, a fuga pelo México. O primeiro a escapar diz manter contato eventual com a mãe e os filhos e justifica a saída de Cuba. “As coisas foram muito difíceis. Não podia seguir a carreira esportiva pois não seria bem visto.”

Sem emprego fixo, Lara não viu outra saída a não ser deixar a ilha caribenha. Campeão mundial amador da categoria meio-médio até 69 quilos em 2005, o boxeador admitiu ter arriscado a vida durante as 12 horas dentro de uma lancha, na viagem do litoral cubano até a costa mexicana. Antes de chegar aos Estados Unidos, o boxeador passou pela Alemanha, primeiro destino depois da fuga, em fevereiro do ano passado.

Erislandy Lara não pretende voltar a Cuba, mas planeja férias no Brasil assim que conseguir regularizar a sua documentação.

Em outras modalidades, o esporte cubano também tem perdido atletas importantes. Os resultados da delegação nos Jogos Olímpicos de Pequim já não foram tão bons quanto os de edições anteriores. Além da ausência de ídolos no país, jovens esportistas também passam a ver na fuga um caminho para o futuro. As consequências podem ser terríveis para o esporte cubano.

Autor: Sérgio Patrick - Categoria(s): Jogos Olímpicos Tags: , , , ,
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