ADRIANO E O DESTINO
Você já deve ter lido em algum lugar que “o tempo é o senhor da razão”. Ou ainda: “nada como um dia depois do outro”. Acredite você ou não, essas coisas parecem valer para Adriano.
Um rápido exercício de memória nos leva a 2004-2005, temporada de ouro para o atacante que havia sido despachado pelo Flamengo para brilhar pelo Parma e também na Itália chegar à gigante Internazionale. Graças à ideia do técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, de poupar titulares na Copa América do Peru, terminou a competição como herói brasileiro depois do golaço na decisão contra a Argentina. De lá até a Copa das Confederações de 2005, a canhota virou canhão, com um chute mais forte que o outro jogo após jogo.
A Copa de 2006, que seria o auge, foi o começo da caminhada rumo ao fundo do poço, impulsionada por problemas pessoais como a morte precoce do pai. Há um ano, com a camisa do São Paulo, Adriano tentava mostrar ao mundo do futebol que ainda tinha jeito em gramados enlameados no Paulistão.
Os últimos doze meses tiveram muitos gols, alguns sopapos e outras noitadas. A recuperação é tão incotestável quanto a dúvida de quanto tempo ela vai durar. Agora, com a lesão de Luis Fabiano, Adriano pode ser titular do Brasil no amistoso contra a Itália no dia 10/02, em Londres. A briga é com Alexandre Pato. Pode ser uma baita chance…

