Um exemplo de Madri

Bastidores da TV Real Madrid: jornalistas podem criticar diretoria e jogadores
Aproveitei o descanso pós-Olimpíada para conhecer uma cidade cada vez mais importante para o esporte mundial e já tenho algumas coisas para contar daqui de Madrid.
A capital espanhola vibra com a temporada fantástica de Rafael Nadal no tênis, ainda comemora o título da seleção no Euro-2008, espera a recuperação de Fernando Alonso na F-1 e reclama da arbitragem na derrota para os EUA na final masculina do basquete nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Quando olham mais para frente, os espanhóis sonham com os Jogos Olímpicos de 2016 em Madrid e trabalham sério para isso. O futuro próximo aponta para mais uma temporada boa de futebol, com os gigantes Real Madrid e Barcelona acompanhados por Atlético de Madrid e Villareal como os mais sérios candidatos ao título nacional e clubes que representam o país na Liga dos Campeões da Europa.
E a temporada foi assunto para o programa ‘Extra Time’, da TV Real Madrid, do qual acompanhei a gravação nesta sexta. Trata-se de um debate em inglês transmitido para muitas partes do mundo (vários países europeus, africanos e asiáticos) duas vezes por semana, às segundas e sextas. É parte importante da estratégia de globalização da marca do clube. O apresentador Dan Thomas é inglês e os debatedores são jornalistas que acompanham o dia-dia do clube. Na edição desta sexta estavam uma espanhola, um brasileiro, um italiano e um libanês.
Interessante observar que, apesar de ser um programa ‘oficial’ do Real Madrid, os jornalistas têm liberdade para criticar o trabalho da diretoria e os jogadores. Lição para dirigentes brasileiros que pretendem explorar o segmento no Brasil. Falou-se muito em Robinho. Nem mesmo gente de dentro do clube sabe o que vai acontecer com o brasileiro até o fechamento do mercado europeu nesta segunda-feira. O jogador já ficou fora da convocação para a estréia do time no Campeonato Espanhol neste domingo contra o Deportivo, em La Coruña.







