Prostituição é uma prática comum dentro do metaverso. Em diversas ilhas é comum encontrar clubes de strip-tease com centenas de avatares oferecendo seu serviços online para quem estiver disposto a pagar o preço em Lindens. O mercado é tão vasto que muitas lojas dedicam suas criações somente para esse nicho, vendendo roupas, acessórios e tudo mais o que a profissão exige. É um dos mercados mais lucrativos do metaverso.
A garota de programa virtual Palela Anderson (trocadilho com o nome da atriz americana Pamela Anderson, famosa por seus implantes de silicone) deu uma entrevista recente para o site Green Pixels explicando o que faz uma pessoa a realizar esse tipo de atividade no Second Life. Para ela, a profissão virtual vai além de ganhar dinheiro: é uma maneira de realizar suas fantasias. Aqui vai seu relato:

“Se você me conhecesse na vida real acharia que eu sou uma boa garota. Sou de uma família de classe média e tenho ótimos pais. Eu vivo com meu irmão, sou formada em Comunicação e tenho um emprego nessa área. Mas tem outra coisa, uma coisa que eu guardei pra mim desde a adolescência. Eu acho é que meu lado negro: eu sempre fiquei muito excitada com a idéia de ser comprada e usada para o prazer.
Eu tentei ser um garota de programa na vida real – freelancer, fora de agências e coisas assim. Procurei pela internet sites de garotas de programa; escolhi um, comprei um celular e publiquei algumas fotos minhas. Eu estava muito empolgada – mal podia esperar por meu primeiro encontro. Eu levava o celular comigo o tempo todo, esperando para que ele tocasse.
Mas no fim, eu recusei todas as ofertas que tive. Não que não quisesse fazer. Eu estava com medo de ser descoberta pela minha família. Eles nunca aceitariam e eu não queria machucá-los ou envergonhá-los.
A primeira vez que ouvi sobre o Second Life foi em 2006, lendo um jornal. Eu pensei que parecia interessante mas não valia a pena investigar. No entando no verão de 2007 eu soube que haviam aspectos sexuais no SL, e eu pensei que essa podia ser a maneira de eu vivenciar minha fantasia obscura sem que minha família descobrisse. Eu me inscrevi meses depois e agora sou uma garota de programa há catorze meses.
Assim que entrei no metaverso já entrei como garota de programa. Demorei um pouco para aprender como fazer as coisas, mas em poucos dias já tive meu primeiro cliente. No Second Life eu pareço bastante com o que sou na vida real (…) Eu tento minimizar as diferenças entre a vida real e o Second Life – meu avatar se parece comigo porque sou eu fazendo essas coisas, não um ator ou uma atriz
O quanto eu cobro é realista com a economia do SL. Para dar um exemplo, um par de botas de cano alto (que eu adoro) custa em torno de 600-800 Linden Dollars e cerca de 400-500 por um vestido curto. Mas eu não tenho preço fixo e eu prefiro que meus clientes me dêem algo de presente. Eles já sabem que a média de preço para um encontro é se 2000-3000 Lindens, a noite toda. Em termos de dinheiro de verdade é menos que o preço de um drink – algo em torno de $9 a $13 dólares. Não faço por dinheiro. É só pela emoção.”
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