O Dinky Bears Villageé uma cidadezinha habitada por ursos de pelúcia. Como no SL tudo é possível, a cidade foi erguida em meio a uma frondosa floresta e ali, entre as delicadas casinhas de madeira, dezenas de ursos circulam pelo local.
Todos os funcionários do pequeno parque de diversões são ursos, devidamente vestidos para suas funções. O visitante pode sentar-se nos bancos de madeira e ouvir uma fanfarra de ursos tocando. As casas de madeira são na verdade lojinhas que vendem, obviamente, objetos e roupas com ursos como tema.
É bom lembrar que o Second Life não é adequado e visualmente seguro para crianças usarem sozinhas, os pais devem prestar atenção no conteúdo da ilha a ser visitada – mantendo sempre em mente que na tela de interface do SL, na parte superior, ao lado do nome a ilha, aparece para quem é indicado o lugar.
Em Hosoi Ichiba o visitante encontrará uma enorme variedade de construções e objetos orientais para apreciar e, se quiser, comprar. Seguindo a linha de “shopping interativo”, Hosoi reúne dezenas e casas de madeira típicas japonesas, cercadas por pontes e jardins.
Sempre bem freqüentada, a maioria dos visitantes de Hosoi se veste à moda japonesa. Muitos se reúnem na praça central para praticar tai-chi e conversar. Os objetos à venda estão nas casas de madeira – de pequenos incensários até edifícios inteiros, tudo pode ser adquirido. Ao fundo da ilha, um gigantesco templo abriga um oratório onde o Buda dourado recebe suas orações.
A ilha de Hosoi Chiba faz parte de um projeto do metaverso chamado Gion, que busca mostrar para o público a diversidade da cultura japonesa. O projeto conta com atividades programadas como dança, música e exposições de arte. Este mês, a galeria de Hosoi Chiba, que fica bem em frente ao templo, exibe gravuras eróticas orientais em um salão especialmente decorado com almofadas e lanternas vermelhas.
O Templum ex Obscurumfoi inteiramente planejado para o visitante se perder dentro dele. Na verdade é uma agradável armadilha, já que o visual é impressionante, misturando arbustos secos, pedras, água e muita luz. Por ali, cavernas secretas são invadidas por feixes luminosos azulados e o som da água corrente tomam conta do ambiente.
O templo oferece dezenas de poseballs para o visitante fazer fotos nos diversos cenários disponíveis como um grande portal de pedra ou uma árvore azul em meio a rochedos e mar revolto. Apesar do visual dark, o lugar é freqüentado por pessoas que curtem fazer fotos no metaverso, aproveitando os efeitos luminosos cuidadosamente planejados.
Do lado de fora, altas montanhas cercadas pelo oceano recebem as ondas do mar, que está repleto de tubarões. No centro da montanha, uma área descoberta possui um pequena ilha onde um lobo solitário uiva para a lua embaixo de uma enorme árvore de folhas azuis. Apesar da beleza, o lugar tem um inconveniente devido ao excesso de detalhes gráficos: demora muito para carregar e deixa toda movimentação muito lenta, então é preciso paciência.
Em 2001, a empresa Tcheca Bohemian Interactive Studios desenvolveu um jogo para PC chamado Operation Flashpoint. Na época, o jogo foi aclamado como o mais realista do segmento de games de guerra. Missões específicas, liberdade em campo, utilização de armas e até a morte do jogador com apenas um tiro – tudo era detalhado para tornar a experiência a mais parecida possível com um campo de batalha.
Depois de vender milhões de cópias de Operation Flashpoint, a empresa resolveu aprimorar seu produto para ser implementado nas Forças Armadas. Ao mudar-se para a Austrália, ampliou o engine do jogo e o transformou em um simulador de combate e estratégia chamado Virtual Battle Space. O United States Marine Corps (divisão do exército americano) já utiliza o simulador em treinamentos, assim como o exército da Austrália e da Nova Zelândia.
Agora a Bohemian Interactive acaba de lançar o Virtual Battle Space 2, que inclui tecnologia de realidade virtual amplificada, chamada Air Crewman Reality Simulators. O vídeo abaixo mostra como tudo funciona: o soldado está em uma sala, olhando para o chão e usando um capacete estranho, mas no mundo virtual, ele está dentro de um helicóptero, a dezenas de metros do chão auxiliando o piloto a fazer um pouso seguro.
A realidade virtual também tem sido aproveitada por outras produtoras de simuladores para treinamento tático, incluindo utilização de armas e veículos terrestres.
O site “post a secret” (poste um segredo) ficou mundialmente famoso por reunir declarações anônimas – coisas que uma pessoa gostaria de dizer, mas não tem coragem de assumir publicamente. Agora a idéia tem sua versão do metaverso chamada SL Secret.
Tudo é feito anonimamente, mas algumas regras devem ser seguidas. Para postar seu segredo é preciso montar uma imagem 600X450 em JPG, com menos de 2 MB e texto em inglês e postá-la através deste endereço, que não pede nome ou senha para carregar o arquivo.
A idéia é fomentar discussões sobre relacionamentos, problemas pessoais e esquisitices em geral. Não é permitido ataque direto a ninguém, tudo é feito sem o uso de nomes e os donos do site analisam cada segredo enviado e somente os selecionados vão para a página. Os segredos são reunidos e postados semanalmente, e os comentários estão abertos para visitantes inflamarem suas opiniões.
Um novo visualizador de metaversos como o Open Sim e Second Life desenvolvido por um estúdio japonês dá uma boa idéia de como pode ser o futuro deste meio. Batizado de 3Di Open Viewer, o programa se destaca pela sofisticação gráfica: segundo seus desenvolvedores, ele é baseado em tecnologias usadas no Playstation 3 e na ActiveX, do Internet Explorer. O resultado na prática é um metaverso bem mais bonito que aquele que pode ser visto pelo atual visualizador básico da Linden Lab, com direito a sombras e luzes em tempo real e texturas mais realistas.
Os criadores do visualizador não explicam onde exatamente está o parentesco com a tecnologia do Playstation 3, mas é provável que o programa seja desenhado para aproveitar a tecnologia do chip Cell do console, uma vez que a IBM (uma das criadoras do processador Cell) está promovendo uma tecnologia de servidores para mundos online baseada no Cell. O 3Di Open Viewer é um programa comercial vendido em um pacote para interessados em criar e explorar metaversos. Abaixo, o vídeo mostra o tipo de visual que se pode ter com a tecnologia:
Repórter iG, responsável pela cobertura da rotina no Second Life
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