Acontece nesta segunda-feira, a partir das 19h, no Vale do Anhangabaú do metaverso, a Parada Gay brasileira oficial do Second Life. O evento é uma realização da KAIZEN Games, do iG, do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) e da Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS).
A parada virtual pretende ser tão animada quanto a da vida real, que acontece todos os anos na cidade de São Paulo e é uma das maiores do mundo em participação. Na megafesta virtual haverá uma série de atrações especiais com DJs, carros de som e muita música eletrônica. Além das celebrações pela igualdade e respeito na sociedade, o público pode conferir uma palestra com presidente da Abratt-GLS, Franco Reinaudo, sobre o crescimento e a divulgação do turismo gay no Brasil, além de iniciativas como o programa Bem Receber da SPCVB.
A festa contará ainda com uma decoração especial, que promete deixar a parada ainda mais colorida. O espaço do Vale Anhangabaú do Second Life é uma réplica fiel do famoso ponto turístico de São Paulo e cenário de grandes festas virtuais. A entrada na parada é aberta a todos que apoiam a causa GLS.
O seriado “My Second Life: The Video Diaries of Molotov Alva” (Minha Segunda Vida: Os diários em vídeo de Molotov Alva), produzido inteiramente dentro do Second Life foi comprado pela emissora HBO em setembro do ano passado. A série foi criada pelo videomaker Douglas Gayeton, que confirmou em entrevista ter recebido uma soma “considerável” da HBO.
O tema do seriado é a história de Molotov Alva, um homem que desaparece de sua casa na Califórnia para ressurgir dentro do Second Life, onde começa a questionar sua própria existência física e virtual em uma jornada cheia de humor e discussões existenciais. Tudo é narrado pelo avatar Molotov Alva e filmado inteiramente usando a técnica Machinima para captar vídeos dentro do metaverso. Cada capítulo é uma das fitas do desaparecido, uma espécie de vídeo diário inteiramente filmado no Second Life, contando os últimos passos de Molotov Alva.
Abaixo, o primeiro episódio intitulado “Fora de minha pele”, legendado em português
A série já teve seu quinto episódio postado esta semana e pode ser vista integralmente no site oficial . Os outros episódios serão exibidos em breve e poderão ser acompanhados no mesmo endereço.
Para Gayeton, o metaverso oferece condições ideais para fazer filmes rápidos e baratos “É possível construir cenários ricos e ambientes densos em muito pouco tempo, e dá para trabalhar em colaboração entre usuários pelas ferramentas do Second Life. Isso dá uma idéia de como a animação gráfica estará daqui a 5 anos”, afirmou o artista. E este parece ter sido um caso perfeito para a HBO, que adquiriu os episódios através de seu canal independente na web conhecido como Submarine Channel. Douglas Gayeton ainda pretende fazer mais séries com Molotov Alva dentro de outros metaversos, incluindo World of Warcraft, como revelou em entrevista dada ao Submarine Channel.
A ilha Silverscreen é o lugar oficial para os grandes estúdios de cinema norte-americanos lançarem seus blockbusters dentro do Second Life. O carro-chefe nesta temporada é o filme Homem de Ferro, baseado nos quadrinhos que contam a história do magnata Phillip Stark, que constrói uma super armadura e a usa para proteger a humanidade.
Na ilha, o visitante pode ver o trailer oficial do filme e cenas do making off no enorme cinema central do complexo. Logo na entrada, um belo avatar completo do Homem de Ferro é oferecido gratuitamente, com movimentos e tudo. Aliás, há muitos presentes espalhados por todo lugar. Quem tiver dons artísticos pode se arriscar a entrar na promoção divulgada pela ilha, que dará 100 dólares ao melhor desenho do Homem de Ferro. Para se inscrever, basta tocar no banner informativo e pegar as instruções.
A construção da Silverscreen é dividida em ilhas que já sediaram o lançamento de vários outros filmes: Duro de Matar 4, Transformers e 300 de Esparta. Na área do Duro de Matar, uma cena do filme foi reconstruída e “paralisada no tempo”. O visitante pode pegar ali, gratuitamente, um uniforme do FBI. Já na parte de Transformers, o robô Bumblebee, herói do filme, está redesenhado em 3D destruindo alguns carros. O brinde aqui é um avatar gratuito do próprio Bumblebee ou de um dos inimigos do Transformers.
A plataforma promocional de 300 de Esparta é talvez a mais bem feita, pois reproduz fielmente o vilarejo espartano igual ao do filme, inclusive com o famoso “poço” onde Leônidas arremessa um inimigo. O brinde de 300 é uma roupa completa e soldado espartano para os homens ou uma túnica para as mulheres.
Não perca amanhã a última matéria da série Cinema e TV do Second Life Informa contando sobre uma série exclusiva feita dentro do metaverso.
Muitos usuários do Second Life utilizam o recurso de fazer filmes dentro do metaverso, no processo denominado Machinima. Alguns filmes do metaverso são criações originais, com roteiro e atores virtuais. Outros, homenagens a filmes que existem na vida real. Seguindo na nossa série de posts dedicados ao cinema e TV, listamos algumas das mais interessantes machinimas baseadas em sucessos cinematográficos:
Começando por Flashdance, filme que foi sucesso nos anos 80 e que ainda faz muita gente dançar ao som de sua trilha repleta de hits. Aqui, o criador desta Machinima fez um remake da cena em que a personagem principal se apresenta ao júri da escola de dança:
Titanic é um dos filmes que mais bateu recordes quando chegou às telonas em 1997. As filas intermináveis se multiplicavam pelo mundo, com milhares de fãs torcendo pelo o amor de Jack e Rose dentro do catastrófico navio Titanic. A seguir, uma Machinima com a canção do filme “My heart Will go on”, dentro da réplica do Titanic no SL:
300 de Esparta, o filme baseado nos quadrinhos e Frank Miller, trouxe o ator brasileiro Rodrigo Santoro na pele do vilão Xerxes. O filme dramatiza uma batalha grandiosa entre espartanos e persas que realmente aconteceu em 480 A.C e ficou conhecida como a batalha de Termópilas.
Abaixo, a machinima que reproduz o trailer do filme:
O especial Cinema e TV do SL Informa irá trazer ainda o lançamento do filme Homem de Ferro dentro do Second Life, um seriado inteiro produzido em machinima e muito mais. Não perca as próximas matérias.
A ilha de CSI NY no SL, seriado famoso da TV que mostra policiais solucionando crimes através da investigação forense, é outro espaço que faz sucesso entre os usuários que gostam de uma boa história de mistério. Nela, o visitante pode participar de histórias feitas especialmente para o Second Life pelos produtores da série de TV. O SL Informa já havia feito uma matéria explicando como a ilha funciona, mas suas atualizações regulares fazem com que ela mereça uma nova menção.
O projeto era para durar apenas alguns meses, mas tem feito tanto sucesso entre os visitantes que novos casos estão sendo incorporados ao jogo do metaverso. Agora, o novo mistério envolve o assassinato de uma velha socialite, cujo corpo foi encontrado em um museu de bichos empalhados. O cadáver foi enrijecido com polímeros plásticos e depois cortado em pedaços. Os três suspeitos são o neto ambicioso, o dono do museu e a esposa dele. Cabe ao visitante procurar provas e evidências pela NY virtual de CSI e encontrar o culpado. Abaixo está o vídeo promocional da nova aventura investigativa:
O mais importante, no entanto, é o visitante entender muito bem o a língua inglesa para aproveitar a brincadeira. Realmente é preciso para compreender toda a investigação e acompanhar de verdade o que é ser um detetive forense.
Para acompanhar o início desta interação entre o seriado e o Second Life , assista ao episódio especial chamado Down the Rabbit Hole, veiculado no final do ano passado, onde um assassino da vida real usa o Second Life para encontrar suas vítimas e se esconder da polícia. A trama se passa parte em NY e parte no metaverso.
A série televisiva Star trek entrou no ar em 1966 e desde então tem fãs alucinados por todo mundo (e talvez outros planetas). Os fãs do metaverso Second Life uniram suas forças e criaram o gigantesco Star Trek Museum, um espaço que celebra todo o universo Trekker (nome dado aos fãs da série).
O visitante ficará um bom tempo circulando por cada atração, já que o lugar é extremamente bem-feito e interativo. O museu exibe cada detalhe da série de ficção científica em minúcias de maneira atraente para a audiência. Fotos e ilustrações divididas por temas mostram a grandiosidade que a história alcançou através do tempo, grandes naves interestelares foram reproduzidas e ficam em exposição em um deck cercado de estrelas e de gráficos que mostram a linha do tempo da série. Uma parte do museu é dedicada inteiramente à ciência com explicações sobre biologia, engenharia e astronomia.
Os fãs brasileiros também estão presentes dentro do museu: a Embaixada Romulana (espécie alienígena) foi toda construída por eles. Lá dentro estão disponíveis várias caixas com itens gratuitos, como roupas, cabelos e naves romulanas.
Os menos “CDF” que quiserem pular esta parte podem se divertir com os jogos gratuitos disponíves on line, que são visualizados em uma sala do museu. Trechos de filmes também podem ser vistos no cinema interno do recinto, com direito a pipoca gratuita. Aliás, presentes é o que não faltam aqui. Desde xícaras de café até uniformes completos da tripulação da Enterprise são oferecidos gratuitamente. Dos presentes bacanas, o que mais chama atenção é um arquivo que ensina a construir réplicas das naves em papel.
Do lado externo os fãs podem conhecer outros companheiros de idolatria para conversar, e a maioria dos outros visitantes é bastante simpática. Para ficar completamente imerso na brincadeira, uma série de lojinhas vendem acessórios e até avatares completos das diversas raças alienígenas da série. Nas diversas placas espalhadas no exterior do museu há links que teleportam o visitante para lugares ainda mais curiosos, como um recife de corais de Imzadi ou pelo monastério vulcaniano de P`Jem.
Professores e pesquisadores são o público que melhor soube aproveitar o advento dos mundos virtuais na opinião de um dos fundadores da Linden Lab, o programador Cory Ondrejka. Em palestra na Case Western Reserve University, na Califórnia, Cory elogiou a visão dos acadêmicos em relação aos mundos virtuais, e disse “vejo a academia como sendo a trilha de adoção dos mundos virtuais, bem mais que os jogadores ou a indústria”.
Na visão do co-fundador da Linden Lab, outros mundos tridimensionais podem dar bons resultados, talvez além do SL. A confiança no futuro desta plataforma vem de estudos que relacionam a qualidade do aprendizado à apresentação visual, já que pessoas teriam mais disposição a aprender quando vêem uma figura do interlocutor. “Aprender em um lugar 3D nos afeta de forma diferente de texto”, diz Cory. “Os professores constroem primeiramente um campus virtual, tentam geralmente replicar uma sala de aula no SL, com mesas, cadeiras e paredes. Mas então percebem que o mundo permite tipos diferentes de movimento e de comunicação do que o mundo real. Você percebe que em um mundo onde você possa voar, as salas de aula realmente não são tão úteis. Assim os professores construíram tipos novos das salas de aula online com nenhum telhado, uma explosão de formas de sala de aula que combina com o que eles tentam ensinar”, completa.
A série Gossip Girl é sucesso no mundo todo desde sua estréia nos EUA em setembro do ano passado, no Warner Channel. Baseado nos livros da escritora Cecily von Ziegesar, a história se passa na região da alta roda de NY conhecida como East Side. Ali, em uma escola particular, garotas e garotos buscam alcançar a popularidade máxima entre seus colegas entre desavenças, falsas amizades e muitas fofocas. Esse cenário agora foi transposto ao metaverso do Second Life em uma ilha que busca reunir fãs da série e o público teen.
A ilha no SL reproduz trechos do East Side como prédios e parques e as mansões luxuosas dos personagens principais Blair e Chuck. O espaço é repleto de lugares para conhecer, como cafés, boates e, claro, muitas lojas para fazer compras e ganhar roupas de graça. Até a escola que as garotas freqüentam foi modelada no metaverso e possui várias salas e aula e academia.
Além de roupas gratuitas, o visitante pode encontrar um telefone celular disponível em caixas de vidro, que é na verdade um HUD, uma pequena interface na lateral na tela, onde é possível dar “notas” de estilo para os avatares próximos a você ou espalhar fofocas. Essas notas e fofocas valem pontos, e quanto mais pontos obtidos melhor, afinal de contas, depois de uma certa quantia, são trocados por Lindens e vales-compra. Pode parecer fácil, mas nem é tanto assim; as notas e as fofocas são moderadas e não se pode dar boas notas para alguém várias vezes seguidas. Além disso, todos podem ler as fofocas que forem enviadas, então é melhor tomar cuidado para não sair fofocando demais e ganhar notas baixas. Na tela do “celular” dá para colocar uma foto do seu avatar.
Para quem não está com vontade de fofocar, existe uma outra brincadeira que pode ser acionada em uma caixa dentro do parque. Basta tocá-la para começar uma verdadeira caça ao tesouro: na parte externa da cidade há 25 moedas escondidas e, ao encontrá-las em uma hora, ganha-se 25 Lindens. É bom lembrar que a brincadeira só vale uma vez e que não é fácil achar as moedas.
Toda segunda, terça e quarta da semana são agendados diferentes eventos e festas temáticas que reúnem muitos participantes empolgados e avatares dos personagens principais devidamente caracterizados. Para saber mais sobre estes eventos e o espaço do Second Life de Gossip Girl, visite o site oficial. Os pais podem ficar sossegados quanto à freqüência do lugar: o espaço é de conteúdo seguro para pré-adolescentes e é moderado o tempo todo.
Nos próximos dias, o SL Informa irá mostrar outras ilhas que exploram enredos de filmes e séries, além de apresentar algumas das idéias que integram com sucesso o metaverso à sétima arte. Fique ligado!
A busca de terroristas jihadistas é fomentada mundialmente e não podia ser diferente dentro do metaverso. Osama Bin Laden pode estar em qualquer lugar do planeta, mas pesquisas e investigações feitas recentemente pela divisão de Inteligência Aplicada da Universidade Mercyhurst na Pensilvânia mostram que ele definitivamente não está no Second Life.
Ano passado surgiram rumores de que negociantes de armas faziam contato pelo metaverso e isso insuflou comentários de que terroristas jihadistas poderiam estar envolvidos em transações virtuais. Em abril, Phillip Rosedale, um dos idealizadores do Second Life, compareceu ao Congresso dos Estados Unidos, visita que aumentou as preocupações sobre o caso. A representante democrata Jane Harman afirmou que a investigação é necessária: “Não estou fomentando a censura. Mas estou perguntando o que podemos fazer para assegurar que estas maravilhosas ferramentas (os metaversos) não sejam transformadas em ferramentas que facilitem ataques terroristas a civis inocentes pelo mundo”.
O professor da Mercyhurst, Kristan Wheaton, responsável pelos relatórios, comentou com a agência Reuters sobre a importância da pesquisa nos metaversos: “Quando você apresenta a idéia de que há uma possibilidade, como um profissional da Inteligência, você deve prestar atenção na questão”. Wheaton serviu à Inteligência do exército americano por vinte anos e hoje é encarregado de treinar futuros analistas da CIA.
O relatório conclui que a presença de terroristas no Second Life não é uma grave intimidação: “Jhadistas usam o Second Life como um aviso a ser notado e não como uma ameaça real”. Dentre outras colocações, o relatório ainda esclareceu: “Comunicações para planejar ataques terorristas provavelmente não são uma ameaça devido à paranóia, suspeitas de monitoração, sendo que canais de comunicação já existentes como fóruns na web são mais eficientes. Fabricação de bombas, treinamento de armas e outras práticas avançadas são improváveis de acontecerem dentro do Second Life devido a necessidade de presença física nestas atividades”.
Os estudos, no entanto, não fizeram uma varredura completa no Second Life. A movimentação livre de dólares Linden é uma maneira para os Jihadistas realizarem lavagem de dinheiro devido a troca virtual. Além disso a possibilidade de criação de avatares anônimos facilitaria a comunicação de terroristas. Mas mesmo estas “facilidades” não são prováveis de acontecer. Para a pesquisa, o perigo está mesmo em fóruns virtuais.
Já pensou em usar o Second Life de alguma forma que beneficie muitas outras pessoas? Se pensou, você pode ser um dos avatares ou grupos de residentes que a Universidade do Sul da Califórnia quer sustentar com L$ 100 mil por mês (cerca de 400 dólares reais) durante três meses.
A proposta da universidade, que pode ser lida em detalhes no site da USC (em inglês), é sustentar aqueles projetos que, de alguma forma, contribuam para o bem geral, como iniciativas para conservação, defesa dos direitos humanos, justiça, paz mundial, saúde, aprendizado etc. Serão aceitas propostas individuais, de grupos ou de organizações, e aquelas que demonstrarem que são capazes de trazer benefícios reais à sociedade e cultura podem ser selecionadas.
Serão três finalistas escolhidos por votação dos membros da comunidade. Os projetos selecionados ganham a verba mensal em Lindens para irem adiante, e serão mostrados na conferência State of Play, em outubro deste ano, na cidade de Chicago.
Repórter iG, responsável pela cobertura da rotina no Second Life
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