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Arquivo de março, 2008

18/03/2008 - 08:00

Jardim imáginário de Da Vinci é um bom passeio no SL

Talvez seja pretensão associar a ilha Garden of Da Vinci às obras de Leonardo Da Vinci, já que ele foi um dos maiores gênios das artes, mas este local realmente vale o passeio por ser encantador à sua maneira, com lugares fantásticos para se conhecer.

O próprio criador define o espaço como um local “romântico”, mas quem não tiver um par vai se divertir também. Logo na entrada, o visitante pode escolher fazer um “tour” em todo o complexo, voando pelos céus em cima de uma gigantesca pena branca. São várias torres, construídas em diversos estilos arquitetônicos, em uma salada que mistura Grécia, Roma e Renascença. As texturas são muito caprichadas e retratam afrescos, mosaicos e pinturas originais de suas épocas.

Diversas fontes e lugares para descansar ficam entre os andares das torres. Há também pianos, um observatório astronômico e dois vulcões flamejantes que guardam em seus interiores mais lugares para sentar, relaxar e até beber uma taça de vinho. Gôndolas gratuitas estão disponíveis para fazer um passeio entre as torres e apreciar a natureza muito rica do lugar. Há patos e cisnes na água, insetos e pássaros no ar recepcionando os visitantes e, atrás de uma das montanhas, um barco pirata flutua sem rumo sobre os recifes.

Na verdade não há muitas referências ao próprio Leonardo Da Vinci, a não ser por algumas estátuas e uma réplica de uma de suas fantásticas máquinas voadoras. O interessante mesmo é descobrir os lugares escondidos da ilha, como o sensacional laboratório submarino cercado por peixes, águas vivas, tartarugas e um assustador polvo gigante.

Existe também um ótimo motivo para vasculhar a ilha: em vários lugares secretos há baús que dão, gratuitamente, um Linden para quem tocá-los. Não fica claro quantos baús estão espalhados na ilha, mas a busca é bastante divertida.

Não se esqueça de acionar a música e os efeitos sonoros que trazem à viagem uma sensação muito realista de ouvir o vento, o mar, os pássaros e, claro, música clássica. Quem quiser pegar algumas das construções e levar para casa, em uma das torres o criador da ilha disponibiliza pontes, vasos e torres, gratuitamente.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/03/2008 - 13:37

Ilha reúne o melhor do jazz e psicodelismo visual no SL

Tableau é uma cidade no SL que mistura de estilos que com um ótimo resultado. Ao som de jazz, swing e bebop e muitas cores vibrantes, o lugar reflete a alma das pequenas cidades da Louisiana, com casinhas de madeira estilo vitoriano e uma loucura virtual, lançando tons e construções ácidas em um espetáculo visual.

No centro da cidade, várias lojas oferecem roupas, acessórios e skins descolados, e a decoração de cada uma delas é surpreendentemente detalhada. Pequenas luzes forram as copas das árvores que se mesclam em tons de verde, púrpura e azul. Jardins psicodélicos e pântanos etéreos guardam uma experiência única dentro do universo virtual.

Para se ter uma idéia do experimentalismo do lugar, há uma loja que fica dentro de um avião caído. É ali, no que restou da fuselagem que os produtos estão à venda, empilhados. Guitarras, vasos, cortes de cabelo… Tudo o que se imaginar e um pouco mais. Essa loucura desvairada está presente em toda cidade de Tableau. Nem o cemitério está imune ao espírito inovador dos criadores: cores fosforescentes cobrem os túmulos, cercados por uma névoa verde. Atrás do cemitério, uma mansão abandonada é palco para sessões espíritas que trazem os velhos moradores da cidade para se comunicar com os vivos. Logo na entrada, o visitante pode munir-se com uma lanterna, caso sinta medo do escuro.

Uma pequeno lago que reflete a luz da lua também dispõe de um cais onde os visitantes podem pegar um barco a vapor e controlá-lo para dar uma volta pelos pântanos, basta tocar no sino para acionar o transporte. No topo da montanha próxima ao cemitério, mais uma bela surpresa: O inusitado Café Croc, que é um gigante jacaré azul brilhante e esconde um bar de jazz em seu interior. Basta entrar pela boca do réptil para encontrar um espaço todo iluminado por belos candelabros de cristal e mesinhas à luz de velas.

Há muitos lugares diferentes para explorar em Tableau, e em cada um deles, se percebe o primor e o cuidado dos criadores em tornar a visita inesquecível. Missão cumprida. É imprescindível ligar o som, já que na cidade, a ordem é apreciar a bela paisagem ouvindo o melhor do jazz e ver a tarde cair, sentado em uma cadeira de balanço à beira do grande rio Mississipi.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/03/2008 - 08:00

Obra de arte no Second Life é vendida por 100 mil dólares

A artista chinesa Cao Fei, que no SL se chama China Tracy, vendeu uma de suas obras recentemente por US$ 100.000. Não foi um quadro, uma foto ou um filme que deu a Fei esta alta quantia: foi uma propriedade, um terreno criado por ela que atraiu a atenção
do comprador, um colecionador de arte que preferiu não se identificar.

Cao Fei deu uma entrevista recente ao NY Times em que conta sobre seu interesse no metaverso: “A princípio eu estava curiosa sobre este mundo”, disse ela de sua casa em Pequim. “Comecei a navegar pelo espaço e me divertir me tele-transportando por ali,
antes de me sentir atraída por uma variedade de residentes, novas comunidades, locais para entretenimento e novos negócios. Então eu tentei viver uma vida completamente diferente da minha”, diz Cao Fei.

A chinesa já criou documentários virtuais em que conta suas experiências no SL sem diálogos ou vozes: usando apenas seqüências de imagens. Na vida real, Fei já tinha feito alguns curtas metragens com estilo documental mas foi seu documentário “i.mirror” todo captado em machinima (filmado dentro do metaverso), que rendeu a ela notoriedade no meio artístico. Tanto que em meados do ano passado, o filme foi exibido na Bienal de Veneza.

Cao Fei discute em seus trabalhos o mundo complexo que vê na China: um país que vive sob regime comunista e seu embate com o ocidente. Sua obra explora a relação entre realidades e “virtualidades”. O terreno que ela vendeu, ou melhor, a idéia de um terreno, é uma proposta de manter esta discussão cultural viva e interativa: a RMB City (uma abreviação da moeda chinesa renminbi, ou yuan) será erguida com réplicas de famosas contruções chinesas misturando fantasia e surrealismo. O local ainda está em construção e custará cerca de US$ 12.000 para ficar pronto. Todo o trabalho está sendo documentado para entrar futuramente em um projeto maior, que será exibido em galerias de arte do mundo todo.

Veja abaixo um vídeo que exibe o conceito do espaço de Fei:

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/03/2008 - 08:00

Livro conta a história da criação do Second Life

Os bastidores do Second Life, desde a criação do conceito no estúdio da statup Linden Lab em San Francisco até os dias atuais, é o tema de um novo livro lançado nos Estados Unidos e, simultanemamente, no Brasil.

Escrito pelo americano Wagner James Au, um blogueiro escolhido pela Linden Lab para acompanhar o desenvolvimento do metaverso do ponto de vista jornalístico, o livro “The Making of Second Life (Os Bastidores do Second Life – Notícias de Um Novo Mundo, editora IdeiaeAção) faz uma análise sobre o mercado e a nova sociedade criada dentro do universo virtual, contando a trajetória e fazendo previsões sobre o crescimento e possibilidades de expansão do Second Life.

O livro aborda histórias de Philip Rosedale, o visionário fundador da Linden Lab que recentemente deixou seu cargo, e aprofunda aspectos econômicos e sociais através de análises sobre a criação de marcas exclusivas do metaverso, o “cybercapitalismo”, as relações pessoais e o uso do Second Life como plataforma para dar vazão ao potencial criativo das pessoas.

Para promover o lançamento do livro nos Estados Unidos, foi usado um recurso típico do Second Life: um machinima, que você vê logo abaixo.

Para saber mais, acesse a página da editora no Brasil

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/03/2008 - 18:12

Philip Rosedale, fundador da Linden Lab, deixa cargo de CEO

Philip Rosedale, o criador do Second Life, não é mais o principal
executivo da Linden Lab. Em uma nota publicada hoje no site oficial do Second Life, a Linden informou que a companhia está à procura de um novo CEO, cargo que ele chama de “um dos mais interessantes no mundo da tecnologia”. O executivo passa a Chairman da Linden Lab, mas manterá seu envolvimento nas operações diárias da companhia.

A mudança, conforme a explicação, se deve à necessidade de um novo CEO para “contratar e fazer o time crescer — para liderar e fazer a companhia crescer — para fazer o Second Life atingir milhares de pessoas e dezenas de milhões de usuários”.

O ex-CEO agora irá se concentrar na estratégia de produto e continuar no papel de ser um comunicador e evangelista do Second Life. Aos residentes, ele promete uma presença mais regular de seu avatar dentro do metaverso.

Novos detalhes sobre a saída de Philip Rosedale do cargo de CEO devem vir a público em breve.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/03/2008 - 16:25

Ilha resgata Sci-Fi vintage no Second Life

Nos primórdios do cinema, filmes como Flash Gordon faziam a cabeça dos primeiros viciados em ficção-científica. Bem antes de Guerra na Estrelas, vilões intergalácticos já planejavam suas maldades em naves espaciais cheias de luzes piscando, escadarias e muitas portas automáticas.



Para resgatar estes cenários fantásticos, Lumiere Noir, um dos mais famosos construtores do SL, criou o Planet Mongo! um lugar fantástico que faz os visitantes lembrarem como o futuro era visto no passado, repleto de foguetes espaciais e muitas aventuras com alienígenas. O lugar ainda está em finalização, mas já conta com estruturas gigantescas repletas de efeitos especiais.



As grandes construções brilhantes possuem vários andares, que são acessados apenas clicando nas setas que apontam para baixo ou para cima. O design desta “nave” é bem característico da época, e cada andar é uma surpresa, com texturas metalizadas e cores vibrantes. Círculos luminosos em formato de átomos dançam pelas salas com estranhas cabeças de andróides posicionadas no centro.



A tecnologia parecia muito distante do que temos hoje, com exageros kitsch por todos os cantos, como exibem as diversas torres do Planet Mongo. A estrutura foi erguida sobre uma ilha, mas na verdade flutua no ar. Caso o visitante caia lá embaixo verá uma caixa gigante de comida chinesa, um toque de humor do artista. Ao lado dela, uma seta o transporta novamente para dentro da nave. Ao ligar o áudio, uma boa rádio toca jazz, criando um clima de época perfeito.



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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/03/2008 - 08:00

Caso de pirataria da “Cama do Sexo” chega ao fim

Desde o ano passado, o usuário do Second Life Kevin Alderman Preencheu uma queixa contra o avatar Volkov Catteneo, alegando que Catteneo havia roubado os direitos autorais de uma cama. A “SexBed”, criada por Kevin, ficou famosa no metaverso porque continha cerca de 150 movimentos sexuais embutidos em sua programação, o que facilitaria a vida dos casais virtuais. Catteneo se apropriou da programação da tal cama, reproduziu-a e depois revendeu o tal “clone” por menos da metade que Kevin vendia no metaverso.

O caso ficou famoso porque a Linden não se responsabilizou sobre a questão e não permitiria revelar diretamente a identidade verdadeira do ladrão virtual, já que isso não faz parte de suas políticas. O advogado contratado por Kevin propôs então que a investigação seria toda feita dentro do próprio Second Life e da internet para desmascarar Catteneo. Desde então, a busca tem sido afoita e na semana passada, finalmente, o personagem Catteneo foi pego na vida real.

Utilizando intimações judiciais e detetives conectados com auxílio de comparações de movimentações financeiras e de provedores ao Second Life, a identidade de Catteneo foi revelada como sendo o norte-americano Robert Leatherwood, de 19 anos. Mesmo assim, Robert negava ser o avatar Catteneo veementemente. Mas na semana passada Robert foi convidado para dar uma entrevista ao blog de Second Life da Reuters e, envaidecido, acabou confirmando que era Catteneo. Estaconversa foi documentada e gravada e Robert foi desmascarado.

O problema dos direitos autorais vem sendo discutido cada vez mais dentro do Second Life. É visível a falta de bom senso de vários usuários que se apropriam da criação de outros e vendem produtos roubados em várias lojas. A dificuldade do processo de identificação e a falta de ação da Linden fez com que muitas campanhas fossem criadas para a conscientização dos usuários. Os criadores pedem para que as pessoas pesquisem bem sobre os produtos que estão comprando para ter certeza de que são criações originais.

Em um universo virtual onde nada é palpável e as “criações” não passam de programações e texturas digitais é difícil manter uma regra certa sobre a autoria. O que mais se vê pelas lojas sérias são avisos colocados em banners pedindo respeito pela criação alheia. Não é difícil encontrar produtos clonados em muitas lojas, inclusive em ilhas brasileiras a prática é comum. Muitos usuários não percebem o “roubo” porque isso simplesmente não é fácil denotar e a apropriação continua impune e silenciosa.

Não mais impune no caso de Robert Leatherwood, o ladrão que deverá responder ao processo de Kevin Alderman na justiça, de acordo com a lei.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/03/2008 - 13:27

Fãs recriam ilha de Lost no Second Life

Um grupo de voluntários está trabalhando naquela que deve ser uma das construções mais curiosas e um dos pontos de encontro mais ativos do universo do Second Life nos próximos meses: a ilha da série Lost.

Assim como acontece na série, o processo de criação da ilha não ficou sem uma reviravolta. O projeto começou a ser desenvolvido por poucas pessoas em maio de 2007 mas em outubro o principal responsável pelo lugar desapareceu sem dar explicações, deixando os entusiastas da idéia com apenas um vídeo do que já tinha sido feito.

Em novembro, um novo grupo batizado de SL-Lost começou a ser montado e com a divulgação do vídeo da ilha original, puderam vislumbrar o que deveria ser feito para criar no Second Life a ilha que está no imaginário de quase todo mundo hoje em dia. O grupo aumenta a cada dia, e o entusiasmo sobre a idéia já rendeu o primeiro fruto: neste fim de semana, foi inaugurada a estação conhecida como “a escotilha” – aquela mesma descoberta no começo da segunda temporada.

Quem visitar o lugar poderá ver uma recriação perfeita do original que se vê na TV: desde a escada usada por Kate, Jack e Locke para acessar a estação até a sala que traz o célebre computador antigo e o painel com contagem regressiva que está lá muito bem modelado. Os sons assustadores do lugar também aparecem por lá.

A escotilha é, por enquanto, o primeiro lugar pronto, mas o grupo avisou que conseguiu comprar o terreno ao redor e irá usá-lo para recriar a praia, o acampamento e a floresta onde a trama acontece.

Veja abaixo o vídeo promocional baseado naquele de instruções usados pela Dharma Initiative na TV:

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/03/2008 - 16:39

The Sims Online segue modelo do SL para continuar existindo

Lançado em 2002 no auge da popularidade do primeiro jogo da série, The Sims Online jamais conseguiu corresponder às expectativas de sua produtora, a Electronic Arts. O modelo de negócio original previa a assinatura mensal de US$ 9,99 para jogá-lo, mas com o fracasso de crítica e público, ele foi abandonado alguns meses depois. Cerca de dez mil pessoas, no entanto, ainda compareciam regularmente ao ambiente online de The Sims, e como uma forma de sustentar o interesse desta parcela, a EA anunciou agora uma reformulação da estratégia para o projeto, com um novo nome e um modelo similar ao do Second Life.


O novo The Sims Online foi rebatizado de EA Land.e traz uma proposta mais jovial e um fortalecimento dos recursos de rede social que foram um dos acertos do projeto original. Entram no novo jogo alguns elementos típicos do Second Life, como o conteúdo criado pelos usuários, uma economia reformulada (agora os usuários podem comprar Simoleans, a moeda do universo) e maior velocidade de conexão.


“A Internet mudou muito desde o lançamento de The Sims Online em dezembro de 2002, e nós tivemos que mudar a forma que pensamos a respeito de jogos online. Nós abrimos o acesso à maior parte da informação sobre o jogo pela internet através de serviços web. Por exemplo, isso permite que você insira ‘widgets’ do Google ou Yahoo! no seu computador e veja se seus amigos estão online. Nós estamos dando a você a opção de privacidade para que possa decidir qual e que tipo de informação seu avatar poderá publicar na internet. Os sites de usuários já estão usando esses recursos para criar alguns sites de comunidade fantásticos. Também fizemos o avatarbook, para mostrar como essa informação pode aparecer em sistes de rede sociais como o Facebook”, diz o site oficial da EA Land.


A novidade mais interessante é que EA Land agora é para sempre gratuito, e será desenvolvido com atualizações regulares seguindo o modelo de sucesso do Second Life. Uma das novidades prometidas para breve é a conversão dos Simoleans para dólares através do PayPal — sistema usado atualmente para comprar o dinheiro virtual (um dólar vale 989 Simoleans).

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/03/2008 - 08:00

Arquipélago mostra o melhor de arte e arquitetura no SL

Além de estilistas (como mostramos no post anterior [link]), muitos artistas plásticos e arquitetos também tiram proveito das possibilidades de construção do SL. O metaverso é o ambiente ideal para experimentações, das mais reais, como um projeto de cadeira que depois de modelado pode ser impresso em 3D até as mais inusitadas. A capacidade de utilizar diversas mídias diferentes dentro de um mesmo universo abriu portas para estruturas surreais surgirem na terra, no ar e no mar.

É assim, com este conceito de arte digital em 3D imersiva, que um complexo de ilhas no SL reúne arquitetos, artistas e estudantes em um projeto grandioso que busca operar uma novíssima forma de criação. É interessante durante a visita manter o áudio ligado, já que as instalações possuem músicas e sons relacionados à idéia dos artistas.

Uma destas ilhas abriga um projeto virtual da University of Applied Arts and Science em Zurique, Suiça, chamadoSynthetic University . Ali os estudantes da universidade podem experimentar livremente para concretizar suas visões mais absurdas e geniais. O complexo reúne esculturas aéreas e gráficas sobre uma montanha que de longe parece feita de gelo, mas de perto revela uma textura especial. Muitos destes trabalhos são interativos e o visitante pode tocá-los para alterar cores, texturas ou acionar movimentos e formas distintas. A proposta é que o lugar esteja sempre em constante construção e reconstrução.

Já o artista virtual Mosmax Hax, que na vida real é professor de artes austríaco, possui duas ilhas do complexo. Uma delas é um museu de imagens Fuer Gestaltung Zuerich que fica dentro de uma estrutura esférica vermelha. Além de uma belíssima coleção de fotografias artísticas, há também uma sala de vídeo onde criações do artista são exibidas na tela. Mosmax também construiu a ilha Angewandte onde suas obras gigantescas reúnem forma e movimento, ora completamente brancas, ora com intervenção de cores e superfícies translúcidas. Sua proposta parece fazer uma contestação sobre o próprio metaverso e seu significado para as redes sociais e na mente humana.

A próxima ilha é da artista virtual Alpha Auer, que na vida real é Elif Ayiter, uma prolífica artista da Turquia. A ilha se chama Syncretia e é uma mostra arquitetônica imaginária. Suas visões se reúnem em figuras transparentes que se erguem sozinhas em pleno ar, com imagens de árvores, peixes e lagartos. Cubos de concreto flutuantes abrigam plantas que nascem de cabeça para baixo. Estruturas metálicas que parecem movidas a vapor e eletricidade são interativas e sugerem que o observador entre nelas para vivenciá-las. Alpha aproveita também o espaço aquático, misturando vida marinha com formas orgânicas e geométricas.

Este complexo de ilhas é apenas uma amostra de que o metaverso do SL vai muito além de fazer amigos virtuais e consumo de bens.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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