Para esta matéria do SL informa, minha missão era encontrar lugares interessantes e gratuitos para praticar sexo dentro do SL. Comecei procurando em clubes de strip tease e de orgia. O ruim destes lugares é que eles são feios esteticamente: exagero de anúncios, muitas luzes piscando, lojas demais e sexo de menos. Enquanto eu viajava por ilhas diferentes recebi uma mensagem instantânea: era Ossy, o rapaz com quem tive uma experiência de sexo virtual, qual relatei no texto da semana passada.
Ossy queria saber o que eu estava fazendo. Expliquei que buscava um lugar decente para avatares fazerem “amor”. Ele respondeu que me ajudaria e eu fiquei até feliz com a gentileza. Claro que eu sabia que o rapaz queria na verdade repetir a dose, mas eu realmente estava ali a trabalho. Por isso, quando ele me ofereceu teletransporte para o lugar que ele estava apareci de calça jeans e camiseta (da última vez eu usava apenas um conjunto de lingerie!).
Ele estava usando a mesma roupa quando o conheci. Deve ser preguiça de mudar… Estávamos no topo de um castelo. Ele me disse que era a Java Island, um lugar repleto de opções para casais fogosos. Desci as escadas atrás dele e finalmente pude vislumbrar do que se tratava: um castelo com cerca de dez andares dividido em muitas salas, cada uma com um estilo diferente de decoração. Tudo é voltado para o sexo, mas ao contrário das outras ilhas que eu tinha visitado, era muito mais “classudo”. Ossy parecia conhecer o lugar (não duvido que ele entre todas as noites no SL atrás de uma parceira). Comecei a explorar e Ossy estava junto. Pra não ficar chato, deixei bem claro que eu iria passear por ali e tirar fotos. Ele ficou meio chateado e me disse adeus. Eu estava livre para trabalhar.
Comecei circulando, observando os quartos. Todos possuem camas, cadeiras, sofás, tapetes… Sobre cada um destes lugares estão as bolinhas de contexto para acionar os movimentos sexuais ou de carinho. Há tantas salas! Uma é toda demoníaca, cheia de fogo de lava escorrendo pelo chão. Na cabeceira da cama, um enorme dragão cospe fogo. Bom, algumas pessoas devem fantasiar com isso. Pessoalmente achei muito “quente”. Em compensação, há salas românticas e sexies, com camas cheias de tecidos espalhados, semelhantes a seda.
Enquanto eu caminhava por uma sala com piscinas e sauna, um sujeito veio falar comigo, em inglês. Ele era estranhíssimo, com uma roupa estilo reggae e olhos de alienígena. Simpático, comentou em como aquele castelo era bonito. Concordei e disse que estava explorando. Ele começou a me seguir e entramos em uma sala de sadomasoquismo. Fiquei pasma com uma mesa de tortura, até serra espirrando sangue a traquitana tinha. Comecei a rir e ele também. Resolvi testar uma roda de tortura, mas minha atenção foi desviada por outra coisa: um sujeito passeava com sua genitália exposta, todo orgulhoso. Tive que tirar uma foto. O cara que estava me seguindo disse que iria para outro lugar e eu continuei minha jornada pelo castelo dos prazeres.
Sentei em um divã e mais um sujeito com um avatar esquisitíssimo veio falar comigo. Perguntou se eu era francesa. Disse que não. Do nada um cara pelado entra na sala. “Outro?”, pensei. Aqui as pessoas andam vestidas em geral, e só tiram a roupa quando estão no ato, por isso estranhei. O cara peladão ficou andando em volta de mim e começou a conversar. Eu disse que não gostava de conversar com pessoas peladas, chacoalhando seus órgãos na minha frente. Ele, que se chama Memojosinotengo (!!!), riu e colocou uma tanga roxa. Reclamei de novo. Tanga roxa? Que diabos? Ele então vestiu um casaquinho curto e uma calça de glitter azul. Eu disse “Querido, você precisa de um guarda roupa novo!”, mas ele não desistiu, vestiu um smoking, acendeu um cigarro gigante e sentou-se atrás de mim. Tá, eu sei que aquilo não era um cigarro, mas teoricamente não é crime fumar maconha virtual. Foi uma das coisas mais engraçadas que já vi.
Deixei meu amigo drogado e fui conhecer a parte exterior do castelo. Para minha surpresa, é tão interessante quanto o interior. Dezenas de tendas decoradas estão lá para prover um jantar romântico ou simplesmente uns amassos à luz de velas. Há uma casa na árvore com três andares, piscinas aquecidas, lagoa repleta de borboletas… e muitos casais fazendo o que querem fazer. Creio que a Java Island é o lugar menos “forçado” dentro do SL para praticar sexo virtual. Apesar dos peladões, e das figuras católicas em algumas paredes, coisa que eu achei de péssimo gosto, vale muito a pena. Inclusive para encontrar outros avatares afim de uma amizade erótica ou de uma trepadinha amiga.
Dali, resolvi conhecer um dos lugares mais curiosos para os residentes interessados em sexo: o Soho Porn Cinema. Trata-se de um pequeno cinema dedicado exclusivamente à exibição de filmes pornôs, incluindo produções européias e clássicos do gênero. Na entrada, vejo um quadro que avisa aos visitantes para deixarem a nudez e o sexo apenas para a tela de exibição, e que estão livres para fazer o que quiserem em mensagens pessoais apenas. A escada que leva até a sala de exibição está cheia de cartazes de serviços profissionais na linha “tele-sexo” e, claro, anúncios de algumas genitálias à venda. A sala é decorada com mais cartazes, incluindo um poster de “Garganta Profunda”, e está razoavelmente cheia, com avatares de ambos os sexos aparentemente muito compenetrados, sentados nas primeiras fileiras em frente à tela. Clico na opção que permite a exibição de vídeo no SL, toco a tela e o filme totalmente explicito começa para o deleite dos avatares que ali estão.
Outro local que dispõe de um cinema pornô é a Sexy Land. Na sala privê com mesinhas nas laterais, muitas pessoas passam o tempo assistindo sucessos do gênero. Quando passei por lá, rolava uma cena bem conhecida das fantasias sexuais: uma secretária mostra para o chefe com quantos paus se faz uma suruba. Nesta mesma ilha há uma caverna que na verdade é um motel embaixo d’água, com paredes de vidro. Muitas bolinhas de contexto com posições sexuais inomináveis estão ali e um polvo voyeur observa tudo do lado de fora. Na Sexy Land se vê de tudo um pouco: desde um macaco gigante até uma escultura de um pênis de metal com piercing. Uma maluquice mesmo, mas posso dizer que me renderam ótimas gargalhadas!
Se você perdeu as primeiras partes da nossa série sobre sexo, siga os links:
Calce as botas, vista o chapéu e coloque o arreio no cavalo porque as atrações country do Second Life vão agradar aos cowboys e às cowgirls do metaverso. Há opções para todos os gostos, desde um passeio em uma casa de campo até um grande saloon temático.
A vida no campo é famosa por ser mais calma e desacelerada do que na cidade, e é este clima que o rancho GetaFarm traz aos seus visitantes, com fogueiras, barracas de camping, espaço para piquenique e pesca. O local é parte de um conjunto de casas de campo habitadas em sua maioria por avatares portugueses. Um bom lugar para se sentar embaixo de uma árvore, ouvir o canto dos passarinhos e conhecer gente que fala português. Há também um pequeno estábulo, com cavalos, vacas e até um galinheiro. Quando a noite cai, a sede acende uma bela lareira, com confortáveis sofás, para os visitantes verem a segunda vida passar sem preocupação.
Quem prefere aventura pode voltar às raízes do country mundial e ir direto para o velho-oeste, mais precisamente pra antiga cidade de Tombstone. Os criadores do lugar fazem várias exigências para os visitantes, já que toda a cidade foi erguida para abrigar aventuras de RPG western, bem ao estilo dos filmes de faroeste. Logo na entrada estão as regras do jogo, em várias línguas, incluindo o português. Para entrar na cidade mesmo é preciso se vestir a caráter: quem não tiver dinheiro pode aproveitar os freebies disponíveis, que incluem roupas de época para homens e mulheres. Há também um imenso shopping que vende desde armas e chapéus até objetos de decoração, todos com temática do velho-oeste, para todos os bolsos e gostos. Bom lembrar que em Tombstone é proibido voar, e quem entrar vestido de índio americano deve permanecer na área destinada aos nativos. Índios não entram na cidade e civis não entram no deserto sem pedir licença. Quem quiser apenas visitar e não entrar na brincadeira não deve atrapalhar os jogadores. Tombstone está sempre cheia de gente que ama encarnar o personagem e a cidade em si reproduz bem o espírito do velho-oeste, encravada no meio do deserto cercada por montanhas e cactos.
E para os amantes de rodeios, dança e azaração, há o Coyote Country Saloon, um bar gigantesco repleto de pôsteres de rodeio, pista de dança, um belo bar e até mesa para jogar baralho. Do lado de fora do Coyote existe uma mini-arena de rodeio que conta até com um boi bravo. O prêmio de 200 Lindens vai pra quem bater o recorde de permanência no bicho. Em torno do Saloon há várias lojas que vendem roupas country mais modernas e sexies, com botas de todas as cores e muitas, muitas peças em xadrez.
Seja para pescar na beira do rio com um cigarrinho de palha no canto da boca ou entrar em um tiroteio ao pôr do sol, os cowboys do Second Life estão bem servidos.
Responsável por um dos perfumes mais vendidos do mundo, o Angel, a grife de Thierry Mugler construiu uma ilha de sonhos para divulgar a nova linha de maquiagem da marca francesa. Um espaço construído de acordo com a campanha que pretende conquistar as mulheres fãs de moda e beleza.
O lugar é baseado no romance “A Ilha do Dr. Moreau”, que conta a história de um cientista louco que faz experimentos com seres-humanos em uma ilha longínqua. No SL, a ilha então é do Dr. Muglerstein, uma versão “fashion” disposta a transformar as mulheres comuns em seres deslumbrantes.
A Ilha em si não é grande, mas impressiona pela qualidade das contruções. No centro, uma enorme estrutura de metal com vidros azuis e brilhantes é a mansão do doutor. Ali, um laboratório foi construído para realizar experiências de “muglerização”. Descendo pela cadeira que fica bem no centro do lugar, o visitante poderá receber alguns presentes. Avatares de mulher metálica, mulher anjo, mulher luz e mulher allien estão dispostos em telas de computador, completos e de graça. Essa idéia é baseada nas antigas inspirações de Thierry para suas criações de moda, sendo a mais famosa delas, a mulher metálica.
Do lado de fora, um estranho jardim reúne árvores de aço, redondas, que brotam do chão ou simplesmente pairam sobre o ar. Uma fogueira azul convida a se sentar nas cadeiras enormes à sua volta. Um casal de fadas de luz dança bem no centro deste jardim, sussurrando entre si. Atravessando a ponte, há um pequeno lago, cercado de cristais púrpura, que esconde uma sala com mais brindes: um cabelo parecido com uma anêmona é um deles, e talvez o mais bacana.
Um labirinto de espelhos e cristais fica bem na lateral do complexo, e o desafio aqui é atravessá-lo sem se perder. Nas paredes, imagens de modelos usando peças do estilista aparecem para encantar a travessia. Na montanha, uma cachoeira de perfume de três níveis aromatiza o deserto de areias azuis e brilhantes.
O único problema da ilha são os brindes oferecidos: os acessórios e roupas são malfeitos e as skins ultrapassadas. O cabelo elétrico é interessante, mas só faz sentido para quem possui o Windlight, já que sem esta ferramenta, a peruca em muito se assemelha a um polvo frito. Mas vale o passeio para quem quiser se aventurar nos devaneios fashion de Thierry para o Second Life.
Quando as pessoas se vão, deixam por aqui a lembrança do que foram um dia. Muito mais do que uma questão religiosa, lembrar daqueles que morreram é uma forma de manter a memória viva. Foi pensando assim que um grupo de usuários criou a Tribute Island, ou como o próprio nome diz, ilha do tributo.
Ali, muitos personagens da história mundial que já se foram estão retratados com esculturas, imagens e fotos como lembranças de seus criadores. As homenagens são divididas por áreas e abrangem figuras do cinema, da música, das artes, da literatura e até da guerra. Alguns são bastante tocantes, como a réplica das torres do World Trade Center, que são quase invisíveis, praticamente um vulto fantasma. Sobre esta imagem de dor, os nomes das vítimas do ataque aparecem, vagarosamente.
Esta coleção não é somente triste. Muitos são lembrados pela alegria que trouxeram, principalmente os atores. Cenários relembram sets de filmagem de séries e filmes antigos como I Love Lucy, com Lucille Ball, ou Dançando na Chuva, com o sensacional Gene Kelly. Os filmes e seriados de ficção científica ganham muitas tributos, como Star Trek e Perdidos no Espaço. A grande furadeira/nave do filme Viagem ao Centro da Terra está ali, bem como um Tripod do filme Guerra dos Mundos e até o King Kong. E uma mini-réplica de um cemitério está para dizer, talvez, que no fim somos todos iguais.
A galeria de arte, dentro de uma casa de vidro, relembra os grandes artistas do século como Picasso, com uma réplica em 3D de sua famosa gravura do Dom Quixote. Até Schultz, o criador do cãozinho Snoopy aparece por lá. Em frente ao obelisco no gramado, um enorme memorial foi feito para os soldados ingleses que perderam suas vidas no Afeganistão. Túmulos com nomes e patentes de soldados estão alinhados, trazendo ao visitante a lembrança das dores da guerra.
As memórias da música também têm espaço na ilha. Um deck com luzes e esculturas embalam as memórias dos presentes, com posters de Jim Morrison, John Lennon, Ray Charles. Luciano Pavarotti… Entre velas e flores espalhadas pelo chão, fãs encontram dentro do SL um cantinho para homenagear seus ídolos. Para colocar uma memória aqui basta desenvolver seu memorial, que pode ser uma foto, uma escultura ou uma construção, e entrar em contato com o mantenedor no local. Todas as informações estão em um dos edifícios do local. O único requisito para estar aqui é ter falecido depois de 1950 e ter significado alguma coisa para a história do mundo.
Já na entrada um aviso: pegue seu bracelete anti-toxinas senão seu avatar vai morrer. Sim, a quantidade de veneno que paira no ar do Toxic Gardens é capaz de matar rapidamente qualquer um que respirar ali por muito tempo. O bracelete é gratuito para os visitantes e fica sobre uma mesa logo na entrada. Se não usar o tal mecanismo, o avatar é enviado toda hora de volta para casa.
Depois de se teletransportar para o lado de fora, um susto: as plantas mutantes tomaram conta do lugar. Tudo foi devastado por tentáculos pulsantes desta vegetação densa e assustadora. Ela está espalhada por todos os cantos, derrubando paredes, dominando o solo e a água. Parece que o local era uma empresa que se envolveu em um acidente botânico muito grave, já que vestígios dos edifícios e cosntruções ainda podem ser vistos embaixo das folhas e caules.
Os gases tóxicos verdes escondem muito mais do que espinhos e flores carnívoras. Formigas mecânicas, com madíbulas potentes que injetam veneno, perseguem quem se atreve a entrar em seus domínios, e elas atacam com violência. Mais à frente, há uma estação de trem onde a vegetação geneticamente modificada incorporou-se ao próprio veículo, e uma estranha planta balão é responsável pelo transporte da carga. As plantas do Toxic Gardens são auto-suficientes.
Placas mostram caminhos a seguir, mas não existe mais para onde ir já que tudo foi dominado por estas plantas e quando o visitante menos esperar… Fugir das formigas e destas “flores assasinas” neste jardim tóxico é uma aventura emocionante.
Babbage Port recria com fidelidade incrível uma cidade inteira em clima steampunk (punk-vapor) e é, sem dúvida, um dos locais mais bem feitos do SL. Para quem não conhece, steampunk é um gênero de ficção científica que retrata o mundo durante a segunda revolução industrial, na Era Vitoriana. Sendo assim, tudo é movido a vapor e tem design semelhante às grandes máquinas do século XIX.
Os adoradores de steampunk são ligados à literatura da época, como Julio Verne e H.G Wells, além de música e moda antiga. Falando em moda, as vestimentas são uma mistura de roupas vitorianas com acessórios de couro como espartilhos, cartolas e luvas. No Second Life, toda essa visão foi recriada em Babbage. O realismo é impressionante, nos altos edifícios e casas, sempre com uma densa nuvem de fumaça pairando no ar.
No porto, grandes máquinas submarinas estão atracadas e, à distância, vê-se um altíssimo farol. Aviões e balões sobrevoam o local constantemente, fazendo acrobacias no ar e alguns até sofrem acidentes pelo percurso.
Um trem que carrega carvão para as fábricas atravessa toda a cidade, e um passeio sentado entre os negros blocos é uma boa pedida para o passeio. Dentro da cidade há inúmeras lojas e atrações. Uma delas é o belo museu de paleontologia armado por uma estrutura delicada de ferro e vidro. Lá dentro, imagens de grandes arqueólogos e gravuras de dinossauros contam a história do planeta. Outra cosntrução muito significante é o Phantasmagorium, um enorme cinema a vapor!
Pelas ruas de pedra, entre as casas de tijolos vermelhos, existem ainda mais surpresas: um café especializado em servir absinto – a famosa fada verde – que quem se atreve a beber (basta tocar no copo e usá-lo na mão) fica caindo sobre a mesa. Mais adiante, entre máquinas fantásticas em exposição, há uma praia com um pequeno parque de diversões. Tudo foi feito para o visitante se sentir completamente absorvido por essa atmosfera. Cada edifício e construção tem texturas muito fiéis, e dentro das fábricas as peças se mexem, a fumaça sai das chaminés, as caldeiras pegam fogo… nada foi esquecido.
Para entrar no espírito do local, muitas lojas disponibilizam roupas da época ou outras que combinam estilos futuristas. A decoração das salas de chá e dos museus (há vários pela enorme cidade) é primorosa. Realmente imperdível para fãs de história e de tecnologia.
Um dos blogs mais visitados sobre o SL no Brasil, o Mundo Lindencomemora um ano no ar. Para isso foi progaramada uma grande festa para todos os amigos do blog, aberta para o público em geral. A celebração começa hoje às 19:30 na Ilha RJ City e contará com várias atrações para os convidados.
DJ’s profissionais animarão a pista especialmente decorada para o evento, e prêmios em Lindens serão sorteados entre os participantes. O Mundo Linden também celebrará a inauguração de sua nova sede dentro do SL.
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É o programa certo de hoje para encontrar amigos, curtir músicas que estão animando as pistas e quem sabe, ainda ganhar prêmios.
Para dar sequência ao especial de posts sobre sexo publicados às sextas no Second Life Informa, fui pautada para fazer um test drive da primeira vez em primeira pessoa.
Para viver e narrar uma experiência sexual no Second Life, criei um avatar novo, diferente do que eu uso normalmente. Achei interessante simular uma mulher bem diferente do que eu sou na vida real, tanto fisicamente como em comportamento. Talvez uma maneira inconsciente para não me sentir culpada por fazer sexo virtual. Arranjei lingerie e roupas sexies, buscando gratuitamente pelo mundo, já que minha avatar é praticamente uma miserável, com apenas 3 lindens no bolso. Encontrei um belo cabelo preto e busquei uma skin com genitália bem-feita, já que os avatares do SL parecem bonecas Barbie no quesito órgãos sexuais. Consegui um ótimo avatar, extremamente atraente e não tão vulgar como algumas mulheres do metaverso.
O segundo passo foi encontrar um lugar com pessoas a fim de sexo. Isso não é nada difícil no SL, já que ilhas de orgia se multiplicam por lá. O problema dessas ilhas é o excesso de pessoas estranhas que circulam com avatares malfeitos, com pênis pra fora da calça livremente, e muita, muita gente pelada. Fui para a Sexy Land, uma das ilhas de orgia mais famosas hoje em dia. Ela está sempre lotada e o “lag” é grande.
Demorei quase 10 minutos para visualizar todos ali. Vi cenas engraçadas como um sujeito anão sobre uma mulher que parecia ter mergulhado em um tanque de óleo de soja. Não entendo essas skins ensebadas que as pessoas consideram sexy por aqui. Comecei a sentir um certo medo de ficar circulando, como se aquilo fosse real. Me sentei em uma poltrona e fiquei observando. Um rapaz de bermuda florida veio falar comigo, mas seu avatar era horrível e lhe dei um fora. Acho que levei para esse mundo virtual meu grau de exigência da vida real: eu queria que minha primeira vez ao menos fosse com um homem bonito.
Continuei olhando todas as figuras ali, tentando livrar minha cabeça de preconceitos e deixar de pensar que estava em uma situação possivelmente constrangedora. Um casal de homossexuais se atracou no tapete ao lado da pista de dança e ninguém se chocou. Essa liberdade me fez pensar que realmente o SL faz as pessoas agirem de forma bem diferente. Não há tabus aqui, todos são livres e ninguém se ofende ou é ofendido.
Um rapaz com barba por fazer, cabelo desgrenhado e camiseta do AC/DC sentou-se na poltrona ao meu lado. Ele tinha um avatar atraente fisicamente, não tão marombado como os outros ali. Puxou papo em inglês. “Olá” seguido de um smiley, para o qual respondi “Olá amante de AC/DC”. Começamos a conversar. Seu nome era Ossy. Ele é irlandês. Comento que sou brasileira, papo vai, papo vem. Estamos sentados em uma poltrona dentro de uma ilha chamada Sexy Land. Os dois sabiam o que estavam fazendo ali.
Eu comecei a imaginá-lo na vida real, um sujeito fã de rock “não deve ser tão mal assim”. Eu ouço AC/DC, eu gosto de Ozzy… achei que era o momento de sugerir irmos para um lugar mais vazio. Tudo partiu de mim, eu creio que o tal Ossy fosse apenas um adolescente na vida real, provavelmente pelo excesso de “LOL” que usava em suas mensagens.
Dentro da Sexy Land há diversos pontos para sexo a dois, a três ou a quatro, a céu aberto, para todos observarem. Eu preferia que fosse em uma casa longe dali, mas Ossy é um avatar pobre como eu. Não temos casa com camas cheias de efeitos especiais nem grana para alugar um quarto. Busquei então por uma gruta mais reclusa da movimentação surubenta. Ali dentro havia diversas esferas de ação, com nomes de poses sexuais famosas em inglês. As rosas são para as mulheres e as azuis para os homens. Teoricamente é assim, porque casais gays também podem aproveitar essas posições sem problemas técnicos como eu já tinha visto antes. Basta clicar sobre elas e sentar: seu alter-ego virtual começa a ação.
Uma queda d’água e luzes azuis até davam um clima de romance ao local. Não sabia bem o que fazer e Ossy parecia meio perdido. Sugeri que começássemos normalmente, com beijos e vestidos. Depois disso, fomos avançando as carícias e trocamos de esferas para outras bem mais picantes. As peças de roupa desapareciam dos corpos moldados por pixels e Ossy exibiu finalmente sua genitália. Não era a mais realista que eu já vi, afinal, depois de alguns minutos em uma ilha de orgia eu já tinha visto mais pirocas do que já vi na vida real. Algumas devo admitir, eram bem-feitas. Mas a de Ossy não. Achei melhor não comentar, homens são homens, sejam virtuais ou não. Não se faz chacota de suas características, hum… físicas.
Toda troca de palavras funciona pelo comunicador da interface do Second Life. Imagino ser como qualquer chat de sexo virtual. As pessoas digitam o que querem dizer, os pedidos e os desejos. Para muitos, não importa o que aparece visualmente na tela, e a excitação vem da criatividade dos praticantes e de como a conversa é levada. Tudo era estranho pra mim, mas Ossy estava bastante empolgado.
Alguns casais utilizam a conversa com áudio, mas eu preferi manter minha privacidade sonora. Depois do fato consumado, que durou cerca de meia hora, Ossy me adicionou como “amiga” e agradeceu. Pediu para nos encontrarmos outras vezes, que eu era “cool”. Agradeci a gentileza, aceitei sua amizade e sumi da gruta, em um piscar de olhos. Acho que ninguém se importa muito em pedir o telefone por aqui. Ainda bem.
Na próxima sexta, o Second Life Informa irá publicar uma lista dos melhores lugares para experiências mais picantes no metaverso.
Os celulares com a tecnologia 3G, ou seja, modelos que são a última geração para a maioria dos mercados mundiais, poderão acessar o Second Life utilizando uma adaptação do programa criada pela empresa Israelense Vollee. O serviço foi desenvolvido somente para celulares que suportam conexões de alta-velocidade.
A empresa promete que a utilização do programa SL será idêntica à do computador, utilizando a conta comum do usuário, alterada apenas para o formato de uma tela de celular. A Vollee ainda afirma que tudo que está disponível no Second Life estará também no celular, e que usuários de computadores e celulares poderão interagir no metaverso normalmente.
No site da desenvolvedora há mais informações sobre o serviço, que durante sua fase beta será gratuito e começará a funcionar em maio deste ano.
E a exploração do Second Life em aparelhos portáteis não é novidade só para a Vollee. Uma companhia chamada Comverse demonstrou recentemente uma versão do metaverso da Linden Lab em um iPhone, da Apple. Mas, neste caso, a tecnologia ainda traz limitações para o usuário: o Second Life é rodado em um servidor à parte, e este transmite a informação para o IPhone via “streaming”, na tela de um navegador de internet, o que resulta em tempos de resposta longos. Ou seja, por enquanto serve melhor para bater papo ou caminhar vagarosamente pelo cenário. Veja o vídeo desta demonstração abaixo:
Conhecida como uma das maiores invenções do homem, o carro é símbolo não somente de status, mas também de força e tradição. Para homenagear os veículos da vida real, foi criado no Second Life o museu de carros antigos El Haiga, uma verdadeira paisagem para os olhos dos amantes destas máquinas de velocidade.
O espaço reúne os principais modelos de cada marca e época, desde os antigos calhambeques da Ford até os modelos de Ferrari dos anos 70. Tudo é dividido de maneira que o visitante entenda a história dos carros.
As quase 40 reproduções de veículos do museu são completas, com texturas e efeitos de luz e sombra. Todo pequeno detalhe está lá: seja na marca dos pneus ou no espelho retrovisor, o cuidado que os programadores de objetos tiveram foi imenso.
Para acompanhar tanto esmero, as especificações de cada veículo ficam disponíveis em pequenos tótens: para acessá-los, basta clicar sobre eles e aceitar a mensagem que aparece para contar a história do veículos, suas informações técnicas e curiosidades sobre o modelo, em inglês. O museu tem arquitetura moderna, possui várias alas e andares, onde teletransportadores guiam a visita por todos os salões.
Além disso, há também motos e dezenas de pôsteres antigos de propagandas de carros em cada sala, alguns bem curiosos, como um que anuncia um veículo Ford por apenas 650 dólares. Falando em preços, todos os carros em suas versões virtuais estão à venda no próprio museu e seus preços variam bastante, de 400 a 900 Lindens. Quem sempre quis ter o Batmóvel clássico na garagem ou um belo fuscão preto, pode fazer uma visita ao museu El Haiga e matar a vontade.
Repórter iG, responsável pela cobertura da rotina no Second Life
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