Congresso discute possibilidades de negócios no SL
O Congresso “Integrando Tecnologia aos Negócios” da Sucesu-SP sediará no próximo dia 30 de novembro uma palestra sobre o impacto do Second Life no mundo dos negócios.
Segundo dados da Linden Lab, o Second Life possui hoje uma comunidade de mais de 11 milhões de usuários cadastrados. Uma ano atrás, em novembro de 2006, eram menos de 2 milhões cadastrados. É, portanto, um ambiente bastante atraente para as empresas que pretendem lucrar com uma nova tendência mundial, a dos negócios virtuais.

Para esclarecer as perspectivas de crescimento deste mercado nos próximos anos, Emiliano de Castro, diretor de marketing da KAIZEN Games, empresa parceira do iG na publicação brasileira do Second Life, irá apresentar aos congressistas os números atualizados do metaverso e explicará como a plataforma pode ser utilizada para atrair mais negócios.
Acompanhe a seguir uma conversa do Second Life Informa com Emiliano:
Second Life Informa – Como o Second Life pode interferir nos negócios reais de uma empresa?
Emiliano de Castro – Acho que este é um questionamento que toda empresa deve fazer. Elas devem lembrar como foi no começo da internet, quando todos questionavam como aproveitar o novo meio. No começo, elas tinham a preocupação de aproveitar a internet para reforçar a imagem institucional, mas daí migraram para o e-commerce. Isso irá acontecer no Second Life. O SL é um canal novo que aproveita a sinergia com a internet, ele oferece um novo tipo de experiência de comprar, permite interagir de forma sofisticada com o público, faz com que ele participe do projeto, da pesquisa de mercado, e de uma experiência com a marca que é impossível na internet tradicional.
Second Life Informa – Diversas companhias menores abraçaram a idéia do Second Life legitimando ainda mais as propostas comerciais do mundo virtual. Mas a grande maioria não oferece nenhum produto. O que você tem a dizer sobre isso? Quais são os produtos mais populares do metaverso?
Emiliano de Castro – Faz parte do ciclo de conhecimento da nova linguagem, como uma nova plataforma. Efetivar a venda não é primeiro objetivo para muitas dessas empresas, mas sim o marketing ou atingir o consumidor de forma diferente, entender melhor o consumidor. É um processo natural, faz parte do amadurecimento. Entre os produtos virtuais, posso citar os itens que garantem personalização, principalmente roupas e acessórios. Muitas marcas conhecidas do mundo real vendem versões virtuais de suas roupas, sendo que existem até algumas exclusivas do mundo virtual.
Second Life Informa – Qual é a sua opinião sobre as instituições que se valem da frase “estou no Second Life” unicamente com o objetivo de vender uma imagem “moderna e antenada” com as novas tendências?
Emiliano de Castro – Na história da tecnologia, as primeiras empresas a adotarem um novo meio acabaram ao longo do processo dominando melhor a linguagem. E outras tiveram que correr atrás do prejuízo. O SL é algo que veio pra ficar, e acho que existe certa urgência, por parte das empresas, de não ficar pra trás, e de entender o que é a nova língua, esse novo mundo.
Second Life Informa – Realizar festas, coletivas de imprensa e reuniões de trabalho no ambiente virtual são garantias de sucesso nesse mercado virtual?
Emiliano de Castro – Depende de qual é a meta de sucesso. Festas são boas soluções para atingir presença num evento isolado, algo pontual. É fácil fazer uma analogia com o mundo real. Lançar uma loja, fazer a festa de inauguração é algo importante, mas é só uma parte. Se não der continuidade, depois esvazia. É importante construir o seu mercado com promoções, produtos interessantes etc. Festas devem ser encaradas com armas para aumentar a audiência.
Já reuniões de trabalho são ações coorporativas de algumas empresas, e não visam o publico final. Servem para aproximar colaboradores e para enriquecer o que seria um simples vídeo conferência, por exemplo, com recursos multimídia, podendo oferecer muito mais além de áudio e imagem.
Second Life Informa – Ganhar produtividade, visibilidade e ampliar os canais de comunicação com os consumidores são os únicos objetivos de quem hoje aposta no Second Life?
Emiliano de Castro – Acredito que não. Esses três itens são bastante importantes, mas não podemos deixar de lado, por exemplo, as pesquisas e cursos – coisas que fogem dessas três vertentes. Não são ações apenas para conseguir visibilidade ou produtividade, mas ações para criar canal com o publico que não existia antes.
Second Life Informa – Você poderia citar exemplos de quanto os negócios virtuais já lucraram para uma empresa?
Emiliano de Castro – Existem hoje várias empresas que vendem produtos reais pelo SL. Como exemplo, posso citar a construtora Tecnisa, que já vendeu um apartamento de verdade pelo SL.
Durante o congresso também serão apresentados casos de outras empresas que deram certo no mundo virtual, como a Adidas, Bradesco, Mackenzie, Sundown Motos e SENAC. Veja a programação do evento aqui.
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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:

