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21/09/2007 - 18:05

A internet 3D chega cada vez mais perto

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Duas importantes notícias desta semana apontam que uma internet 3D é algo cada vez menos distante. A primeira e talvez mais revolucionária foi o lançamento do Metaplace, uma ferramenta aberta que permite integrar mundos virtuais com a web. Criada por um grupo de veteranos da área de games, o Metaplace pensa o mundo 3D de forma diferente: pensa em universos baseados na web e não fora dela. Para o Metaplace, cada mundo é como uma página na web e cada objeto dentro do mundo é como um link.

Esta concepção permite a criação rápida e fácil de mundos virtuais sem ferramentas complicadas e não exige pesados downloads para acessá-los. Permite ainda que um mundo tenha uma porta que se abra para um game, para um perfil no MySpace ou para outro mundo. O objetivo político do criador do Metaplace, Raph Koster, é “democratizar a criação de espaços online de todas as formas”. No site da BBC News é possível ver um vídeo de Koster explicando como funcionará este metaverso “web based” que promete se conectar com todos os outros metaversos que hoje são como “jardins murados”. A meta de Koster, com seu Metaplace de código aberto é clara: “Quero ver 10 mil mundos virtuais e muito conteúdo louco e selvagem produzido porque este é o único caminho de avançar enquanto um novo meio.”

A promessa é boa e vai de encontro ao destaque do Intel Developer Fórum que ontem, em São Francisco, teve a transição da internet 2D para 3D como tema principal da palestra do seu CTO, Justin Rattner. Segundo o executivo, para saber como será a internet do futuro basta olhar como são os games hoje. Conteúdos gerados pelos usuários, interação social e persistência são características básicas do que será a nova internet 3D que já estão presentes em exemplos pioneiros de mundos virtuais como Second Life e World of Warcraft.

O fórum da Intel mostra que os executivos olham os games como modelos da web futura cada vez mais seriamente. Conforme cobertura do IDG Now!, Rattner destacou algumas macrotendências que devem dar impulso à ascensão da internet 3D, “entre elas a explosão das redes sociais e do conteúdo gerado por usuários; a ampliação do acesso à banda larga; a alta definição de vídeo; e a noção de uma economia virtual que pode se relacionar com economias reais em todo mundo.” E segundo o executivo, o momento para esta internet 3 D é agora porque agora tudo isso é “tecnicamente possível” pela primeira vez , “socialmente aceitável” e “culturalmente apropriado”.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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