Arquiteturas improváveis saem do SL para o mundo real
O surgimento do Second Life levou para dentro da internet a réplica de infinitas estruturas do mundo real. Bancos e escritórios replicaram suas maquetes. Cidades inteiras povoaram o metaverso com réplicas de seus mais belos marcos arquitetônicos ou de seus monumentos mais populares.

Mas justamente o que o Second Life trouxe de inovador para o campo da arquitetura foi a possibilidade de construir edificações para além dos limites físicos. A gravidade não é mais um problema no metaverso. Se em 1947 a arquiteta Lina Bo Bardi revolucionou a história da arquitetura ao projetar um edifício sustentado em apenas quatro pilastras com um vão livre de 74 metros para respeitar a legislação que exigia a preservação da vista da serra da Cantareira, imagine o que se pode ousar dentro do metaverso. Caixas de vidro, suspensas sobre o vazio, criam uma nova paisagem futurista no Second Life.

Foi com este espírito que o festival de arte digital Ars Electronica, ocorrido na Áustria na semana passada abriu espaço para que as construções do Second Life ocupassem as ruas da cidade. O desafio exigiu dos arquitetos simular no mundo real a liberdade reinante no metaverso. Mas pelo visto, ainda vai demorar um tempo para que as ousadias arquitetônicas do Second Life migrem para o mundo real.

As imagens do evento podem ser vistas em http://www.flickr.com/photos/rlinden/sets/72157602030973065/



