Projeto leva Amazônia para o Second Life
O cineasta Jorge Bodanzky apresenta na próxima terça, na USP, dentro do http://www.secondlifebrasil.com.br/cadastro/avatar.aspx
evento “Da Web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ seu mais novo projeto educativo: uma ilha que recria parte do ecossistema amazônico no Second Life, permitindo aos avatares explorarem inclusive o interior dos rios.

A nova ilha, que está em fase de conclusão, exibirá animais e plantas modelados em 3D, além de exposições de fotos, e trará uma réplica perfeita do barco que Jorge Bodanzky mantém na Amazônia. Para explicar melhor o que é o projeto Navegar Amazônia que agora chega ao Second Life, mostramos a seguir uma entrevista com Bodanzky:

Second Life Informa: O que é o projeto Navegar Amazônia na vida real?
Jorge Bodanzky: Trata-se de um barco regional equipado com laboratório multimídia no segundo andar. Nele realizamos oficinas que vão de inclusão digital, música e circo até surfe na pororoca. Levamos todos esses conteúdos para as escolas e aldeias ribeirinhas. Todas as atividades são registradas em câmeras digitais de foto e vídeo e publicadas no nosso site.
Já temos um bom acervo e estou neste momento desenvolvendo a TVNavegar de banda larga. Ela transmite e recebe conteúdos no barco em movimento pela Amazônia.
O projeto é uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público), www.navegaramazonia.org.br. O conteúdo vem com a marca da Amazônia, com peso na temática da preservação do ambiente e da cultura do homem desssa região. Temos uma equipe permanente a bordo, capacitada a gerar conteúdos para a TV e espaço para receber até 20 voluntários para trabalho no barco.
Nossos parceiros, no momento, são a Cidade do Conhecimento da ECA – USP, a Universidade Nômade de Berlim, o MINC, GSAC, e a TV Cultura .

Second Life Informa: Como seu barco está equipado?
Jorge Bodanzky: É um barco robusto, com condições de navegar em qualquer parte da região amazônica. No segundo andar ele possui 10 computadores com software de edição de vídeos e acesso à internet de banda larga por meio de uma antena do GSAC que se desloca com o barco. Há câmeras digitais de foto e vídeo para as oficinas e sistema de gerador independente para o laboratório e o ar condicionado.
O barco tem capacidade de transportar até 30 pessoas dormindo em rede como é o costume local. Possui cozinha e grande autonomia para longas travessias, que as distâncias na Amazônia requerem.

Second Life Informa: O que o Navegar Amazônia leva de bom para os povos que vivem às margens dos rios amazônicos?
Jorge Bodanzky: Levamos a eles as nossas múltiplas oficinas: circo, música, inclusão digital, arte, fotografia, cinema e vídeo. Na realidade, efetua-se uma troca, pois embarcamos nessas viagens tanto para ensinar quanto para aprender. A essência do projeto é esse encontro, cujo resultado fica registrado no nosso site. É uma janela para o mundo, quem está dentro olha para fora, pela internet e quem está fora pode ver e interagir com as comunidades da Amazônia.
Second Life Informa: Quais os principais projetos que o Navegar Amazônia já realizou?
Jorge Bodanzky: A partir do ano 2000, quando começamos a navegar, o barco deu suporte a várias atividades educacionais e culturais no arquipélago do Bailique, no Amapá, junto com o projeto Escola Bosque, levando a internet às escolas ribeirinhas.
A partir de 2005, como OSCIP, realizamos uma dezena de viagens, como por exemplo ao Afuá, ao Laranjal do Jarí, a Belém, Abaetetuba, Tauera-açu, Serraria Pequena, Rio Arrozal, entre outras localidades.
Quando o barco não está em viagem ele é base de um vasto programa de ações no canal do Jandiá, em Macapá, onde fica o ancoradouro do Navegar.
Esses programas são desenvolvidos graças a parcerias com a faculdade FAMA e a OI Futuro.
Second Life Informa: Como esse projeto se sustenta?
Jorge Bodanzky: Somos atualmante um ponto itinerante de cultura do MINC, mas a força principal vem do voluntariado da nossa equipe e parcerias locais.

Second Life Informa: No próximo dia 28, será aberta a ilha Amazonland, do Navegar Amazônia, no Second Life. O que as pessoas irão encontrar nessa ilha?
Jorge Bodanzky: Quem acessar a nossa ilha no Second Life vai encontar uma réplica virtual do nosso barco e vai poder viajar e conhecer os principais ecossistemas da Amazônia, sua flora e fauna, e interagir com as atividades reais do barco que estarão reproduzidas na ilha.
Na ilha, Amazonland, teremos espaço para muitos eventos: música, cinema na floresta, vídeos e uma exposição de fotos dos fotógrafos que, ao longo do tempo, vem colaborando com o Navegar, participando de suas inúmeras viagens: Mario Miranda, Jorge Vismara, Jorge Bodanzky e Gavin Andrews.
No momento, a ilha Amazonland está em construção, num belo trabalho da equipe do escritório Vázquez e Junqueira Arquitetos Associados.

Para conhecer mais projetos de inclusão social e preservação ambiental dentro do Second Life, participe do evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ e faça aqui sua inscrição.
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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:

