Por que o Brasil é o terceiro país no ranking mundial do SL?
Os brasileiros realmente adoram comunidades. Logo que a internet sugiu, os bate-papos se consolidaram como uma força no Brasil sem correspondência em nenhum outro país. Dizem que está na alma brasileira, esse gosto para conversar com estranhos, para conhecer gente sem medo de se expor.

Depois dos chats, veio a onda dos fotoblogs e depois o Orkut. Todos casos únicos, sem precedentes. Tudo indica que o Second Life poderá ser o próximo nessa tendência tupiniquim. De acordo com a Linden Lab, o Brasil já é o terceiro país no ranking de países, superado apenas pela Alemanha e pelos Estados Unidos.
Uma recente pesquisa do instituto Qualibest confirma essa tendência: 72% dos usuários de internet no Brasil já afirmam ter alguma familiaridade com o Second Life, ou seja, já sabem do que se trata, já se informaram sobre o assunto, já sentiram curiosidade a respeito do tema. 4% são usuários ativos, freqüentam o metaverso regularmente e garantem a posição do Brasil como terceiro país no ranking mundial.
A grande barreira a ser vencida para popularizar o Second Life na prática brasileira ainda é tecnológica. Dos que nunca entraram, 12% já sabem que a configuração do seu computador não é suficiente para suportar imagens 3D com movimento. A verdade é que o Second Life ainda é uma espécie de apartheid tecnológico e não roda em micros com mais de 2 anos ou sem uma boa placa de vídeo.

E o que procuram os brasileiros que se aventuram nessas novas terras? 78% respondem que entram por curiosidade e 30% para conhecer novas pessoas. A grande maioria diz que busca diversão e fantasia no metaverso mas 5% buscam novas relações.

Sem dúvida, o cenário 3D é promissor e irreversível – uma questão de tempo para o parque tecnológico instalado acompanhar o desejo de seus proprietários. Reunindo características de comunidade, game e comércio, o Second Life agita uma economia paralela. Os usuários ativos já compram roupas, skins (formatos de corpo especiais para seu avatar), carros, casas e terrenos no mundo virtual mas o mais surprendente da pesquisa da Qualibest é revelar que 2/3 desses usuários tem a intenção de num futuro breve poder comprar coisas reais usando o Second Life.



