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Arquivo de agosto, 2007

31/08/2007 - 18:07

SL abre perspectivas para o infinito, segundo Santaella

Lucia Santaella, diretora do Centro de Pesquisa em Mídia Digital da PUC SP, chama o Second Life de “a” Second Life, considerando que se trata de uma segunda vida. Foi assim se referindo à segunda vida que ganhamos ao acessar o metaverso que ela proferiu a conferência que encerrrou o lançamento da Cidade do Conhecimento 2.0 na USP, na última terça. Veja a seguir, um resumo dos principais temas tratados durante a interessante palestra.

Lucia iniciou a exploração do tema aventando uma hipótese para o hiato existente entre o número de avatares criados e o de usuários ativos: o fato da interface ainda não ser intuitiva. “leva muito tempo para baixar o programa, o computador precisa estar equipado com gráficos de games, desenhar um avatar pode tomar horas, para tomar parte em um sistema perfeitamente capitalista em que se paga com dinheiro de verdade por roupas, casas, carros e genitália de mentira”.

Segundo Santaella, os entusiastas “adoram o site como um modo de encontrar amigos e fazer experiências com a auto-expressão (…) festejam como uma forma de escape inovadora, fantasiosa e segura que propicia o jogo, a criatividade, a educação, o companheirismo, o amor e a luxúria”. Para os céticos, “a SL não passa de um empreendimento comercial que incentiva os valores da aquisição capitalista e do consumo” e “encoraja comportamentos anti-sociais, isolacionistas e viciosos”.

Diante do novo, Lucia sugere que caminhemos “às apalpadelas” pois, apesar das perspectivas otimistas ou pessimistas, “a SL é um negócio, e como todo negócio, é sério, com uma taxa de câmbio que flutua em relação ao dólar.”

Esteticamente, “a SL é uma miragem da realidade” mas “todos são unânimes sobre as oportunidades que a SL abre para a exploração artística.” Já há dezenas de galerias instaladas no metaverso e novos concursos aparecem para pesquisas de arte nesta linguagem.

Psicologicamente, “o apelo-chave desses novos espaços está na habilidade para agir e não simplesmente assistir, mas sobretudo, na sedução de ser visto.” Sociologicamente, “a SL não é apenas uma metáfora da realidade, mas, ao mesmo tempo, uma metáfora e uma realidade ela própria” com uma conexão entre ficção e realidade “perturbadora, indecidível.”

Em sua conclusão (após lembrar o quanto é difícil arriscar sobre o futuro dos games que já foram, até certo ponto, muito mais estudados) Santaella, para caracterizar a “a situação que agora vivemos, saltando entre os galhos que interconectam a primeira e a segunda vida”, usou uma frase de Walter Benjamin: Quando dois espelhos olham um para o outro, Satan jogo seu jogo favorito, abrindo a perspectiva para o infinito.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/08/2007 - 17:02

SL se prepara para uma nova fase de crescimento

Após uma tumultuada quinta-feira com fortes chuvas e enchentes, Chicago abriu suas portas neste último final de semana para a Second Life Community Convention 2007, com direito a um divertido baile de máscaras onde os participantes brincaram de avatares no mundo real.

Na inauguração do evento, Philip Rosedale falou sobre seus desejos e planos para o Second Life num futuro próximo. Uma de suas principais metas é encerrar o quanto antes, e definitivamente, a época de manutenções programadas que retira o metaverso do ar semanalmente. Afinal, a internet não pára às quartas para manutenção!

Rosedale revelou também que pensa em sua criação como um novo browser para a internet e que seu sonho é que o Second Life se torne “maior do que a web”, ou seja, que no futuro todos interajam em ambientes 3D com a mesma naturalidade que hoje usam a www.

Em entrevista exclusiva à Reuters, Philip esclareceu parte de seu plano para atingir essas ambiciosas metas. Depois de ter transformado o Second Life na interface 3D mais popular do mundo com a abertura do código fonte do seu client, em breve o Second Life abrirá também o código fonte de seus servidores de hospedagem.

Questionado sobre como irá manter seu negócio nessa nova perspectiva (visto que hoje a principal fonte de renda do Second Life vem da cobrança dos serviços de hospedagem) Philip Rosedale afirmou que não descarta a possibilidade de mudar seu foco para a cobrança de acesso. Como um bom empreendedor, Rosedale reafirmou que não irá medir esforços para que sua criação atinja em pouco tempo o maior número de pessoas possível.

Para ver a palestra de abertura da SLCC Rosedale na íntegra, clique no vídeo abaixo:

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/08/2007 - 16:54

Inovação e criatividade são “palavras-chave” no universo 2.0

Pelo menos foi o que garantiu Caio Túlio Costa, diretor-presidente do iG, umas das empresas que investiu na “localização” do Second Life, durante a sua participação no debate que marcou a estréia da Cidade do Conhecimento no metaverso.

Segundo Costa, a mídia tradicional criou muita expectativa diante da inovação e afirmou que a produção de conteúdo para um ambiente 3D precisa ser diferenciada. “Não vamos dar conta das expectativas. O maior problema é que usamos a mídia internet transpondo para ela o modo tradicional de se fazer jornalismo”, explicou o executivo durante o bate-papo.

“Não adianta replicar no Second Life outros conteúdos. E isso é o que todo mundo tem feito”, ressaltou Costa. Ele ainda explicou em sua apresentação que, embora seja clichê, é preciso entender esse novo cenário interativo: “Temos de conviver com isso e descobrir como utilizar”, enfatizou. “E isso serve para nós jornalistas e educadores”, completou.

De acordo com o executivo, o site de jornalismo colaborativo Minha Notícia é um dos canais mais acessados do portal iG, mesmo sendo composto, basicamente, de material enviado pelos leitores. Ele ressaltou algumas características desse conteúdo, como falta de apuração e credibilidade, mas não descartou em nenhum momento a necessidade de manter em um portal esse tipo de comunicação com o internauta.

Ele finalizou sua participação na mesa de debates alertando o quão importante será não aplicar no Second Life os mecanismos tradicionais e terminou deixando um recado: “A comunicação mudou e o momento revolucionário é esse”.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/08/2007 - 13:10

Cidade do Conhecimento estréia no Second Life

Acontece neste momento, na Ilha Mosaico, o evento que marca o lançamento do projeto Cidade do Conhecimento no Second Life.

A mesa de debates que discute o objetivo do projeto e suas tendências pode ser acompanhada ao vivo. Para isso, caso tenha o software do SL instalado em seu computador, acesse a sala do evento no metaverso por meio das coordenadas 207, 210, 22.

Representantes de algumas universidades, como a PUC, estão presentes dando seus pareceres.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/08/2007 - 08:59

Seminário lança Cidade do Conhecimento 2.0. Participe!

Junto do evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″, é lançado, nesta terça-feira, o projeto “Cidade do Conhecimento 2.0″, uma parceria da Universidade de São Paulo (USP) com o iG e a Kaizen Games. O projeto tem como objetivo viabilizar cursos, debates, capacitação e incubação de novos negócios no Second Life com o apoio de seis instituições universitárias: USP, Pontifícia Universidade Católica (PUC), Cásper Líbero, Mackenzie, Universidade de Brasília (UNB) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O encontro acontece durante todo o dia, das 9h às 19h, na USP, e está aberto a empresários que buscam saber como associar suas marcas ao Second Life de uma forma mais positiva, professores, diretores de ONGs e estudantes que querem utilizar o metaverso de uma melhor forma. Participe!

* O iG transmite, ao vivo, o evento no Second Life. Para acompanhar, procure na “busca” a ilha MLBR, escolha a MLBR Mosaico 1 nas coordenadas 207, 210, 22 – ao lado do MASP.

Professores das universidades envolvidas estarão reunidos durante todo o dia com experts em SL para discutir os novos rumos que se abrem para a sociedade com esta plataforma. O projeto incentiva a criação de redes de emancipação digital.

Para inscrições, programação completa e mais informações sobre o evento, acesse: www.ig.com.br/cidade2.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/08/2007 - 15:13

Acompanhe seminário que lança Cidade do Conhecimento 2.0

O evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ comemora nesta terça os sete anos da “Cidade do Conhecimento”. Lança também o projeto “Cidade do Conhecimento 2.0″, parceria da USP com o iG e a Kaizen Games, que chega para viabilizar cursos, debates, capacitação e incubação de novos negócios no Second Life com o apoio de seis instituições universitárias brasileiras: USP, PUC, Cásper Líbero, Mackenzie, UNB e Universidade Federal de Minas Gerais.

Professores das universidades envolvidas estarão reunidos durante todo o dia com experts em Second Life para discutir os novos rumos que se abrem para a sociedade com esta plataforma. O projeto incentiva a criação de redes de emancipação digital.

O encontro acontece durante todo o dia, das 9h às 19h, na USP, e está aberto a empresários que buscam saber como associar suas marcas ao Second Life de uma forma mais positiva, professores, diretores de ONGs e estudantes. Participe!

Inscrições, programação completa e mais informações sobre o evento, estão em www.ig.com.br/cidade2.

Para acompanhar o evento ao vivo pelo Second Life, procure na busca a ilhas MLBR, escolha a MLBR Mosaico 1 nas coordenadas 207, 210, 22 – ao lado do MASP.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/08/2007 - 08:00

iG, Kaizen e USP lançam primeiro projeto de inclusão digital

A partir de 28 de agosto, a “Cidade do Conhecimento 2.0″, parceria da USP com o iG e a Kaizen Games, chega para viabilizar cursos, debates, capacitação e incubação de novos negócios no Second Life com o apoio de seis instituições universitárias brasileiras: USP, PUC, Cásper Líbero, Mackenzie, UNB e Universidade Federal de Minas Gerais.

Neste mesmo dia acontecerá o evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ para marcar o lançamento do projeto e a comemoração dos sete anos da “Cidade do Conhecimento”, que incentiva a criação de redes de emancipação digital. Professores das universidades envolvidas estarão reunidos com experts em Second Life para discutir os novos rumos que se abrem para a sociedade com esta plataforma.

O encontro acontece dia 28 de agosto das 9h às 19h, na USP, e está aberto a empresários que buscam saber como associar suas marcas ao Second Life de uma forma mais positiva, professores, diretores de ONGs e estudantes. Veja a programação completa:

9h-10h30
Iconomia das Redes, Vida Digital e Mercados de Capitais
Paulo Bylik (Rio Bravo); Roberto Troster (Integral); Décio Zylbersztajn (FEA-USP); Carlos Lino (GC Capital); Guilherme Ary Plonski (PGT-USP, FEA-USP); Ludovino Meneses (câmara-e.net); Roberto Franco Moreira (CTR-ECA-USP).

10h30-12h
Criação de Conteúdo e Estratégias de Inovação na Web 2.0
Filomena Moita (UEPB); José Manuel Moran (ISES); Sergio Bicudo (PUC-SP); André Leme Fleury (POLI-USP); Gilberto Prado (ECA-USP); Celso Aramaki (Fluxstreets, Japão); Luiz Dantas (CTR-ECA-USP); Marco Chiaretti (O Estado de S.Paulo); Cid Torquato (WSA); Anderson Gurgel (Gazeta Mercantil)

12h00-13h00
Almoço

13h00-14h30
Talentos, Competências e Identidades nas Redes
Doug Schuler (Evergreen State College, Seattle Community Network); Joshua Fouts (Center on Public Diplomacy, University of Southern California); Daniel Luzzi (Cognita-Cidade do Conhecimento); Ricardo Mucci (Fundação Padre Anchieta); Carol-Ann Braun (Le Cube, Paris), Jorge Bodanzky (Navegar Amazônia)

14h30-16h
Sustentabilidade Digital e Projetos 2.0
Rogério da Costa (PUC-SP); Oded Grajew (Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade); Regis Rossi A. Faria (LSI-POLI-USP); Almir Almas(CTR-ECA-USP); Margot Pavan (iG-Cidade do Conhecimento), Valério Brittos (Unisinos), Myriam Bahia Lopes (UFMG).

16h-16h30
Intervalo

16h30-18h
Second Life, Web 2.0, semântica web e Capitalismo 3.0: horizontes e mapas
Gilson Schwartz (ECA-USP), Sergio Amadeu (Casper Líbero), Demetrio Magnoli (Boletim Mundo, USP); Maria Lúcia Santaella (PUC-SP e FGV-SP).

19h
Coquetel e inauguração dos laboratórios da Cidade do Conhecimento 2.0 no Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Inscrições e mais informações sobre o evento, estão em www.ig.com.br/cidade2. O evento ainda poderá ser acompanhado no Second Life, com transmissão simultânea gerada pela produtora Cafeína na Ilha Mosaico.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2007 - 13:48

Projeto leva Amazônia para o Second Life

O cineasta Jorge Bodanzky apresenta na próxima terça, na USP, dentro do http://www.secondlifebrasil.com.br/cadastro/avatar.aspx
evento “Da Web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ seu mais novo projeto educativo: uma ilha que recria parte do ecossistema amazônico no Second Life, permitindo aos avatares explorarem inclusive o interior dos rios.

A nova ilha, que está em fase de conclusão, exibirá animais e plantas modelados em 3D, além de exposições de fotos, e trará uma réplica perfeita do barco que Jorge Bodanzky mantém na Amazônia. Para explicar melhor o que é o projeto Navegar Amazônia que agora chega ao Second Life, mostramos a seguir uma entrevista com Bodanzky:

Second Life Informa: O que é o projeto Navegar Amazônia na vida real?

Jorge Bodanzky: Trata-se de um barco regional equipado com laboratório multimídia no segundo andar. Nele realizamos oficinas que vão de inclusão digital, música e circo até surfe na pororoca. Levamos todos esses conteúdos para as escolas e aldeias ribeirinhas. Todas as atividades são registradas em câmeras digitais de foto e vídeo e publicadas no nosso site.

Já temos um bom acervo e estou neste momento desenvolvendo a TVNavegar de banda larga. Ela transmite e recebe conteúdos no barco em movimento pela Amazônia.

O projeto é uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público), www.navegaramazonia.org.br. O conteúdo vem com a marca da Amazônia, com peso na temática da preservação do ambiente e da cultura do homem desssa região. Temos uma equipe permanente a bordo, capacitada a gerar conteúdos para a TV e espaço para receber até 20 voluntários para trabalho no barco.

Nossos parceiros, no momento, são a Cidade do Conhecimento da ECA – USP, a Universidade Nômade de Berlim, o MINC, GSAC, e a TV Cultura .

Second Life Informa: Como seu barco está equipado?

Jorge Bodanzky: É um barco robusto, com condições de navegar em qualquer parte da região amazônica. No segundo andar ele possui 10 computadores com software de edição de vídeos e acesso à internet de banda larga por meio de uma antena do GSAC que se desloca com o barco. Há câmeras digitais de foto e vídeo para as oficinas e sistema de gerador independente para o laboratório e o ar condicionado.

O barco tem capacidade de transportar até 30 pessoas dormindo em rede como é o costume local. Possui cozinha e grande autonomia para longas travessias, que as distâncias na Amazônia requerem.

Second Life Informa: O que o Navegar Amazônia leva de bom para os povos que vivem às margens dos rios amazônicos?

Jorge Bodanzky: Levamos a eles as nossas múltiplas oficinas: circo, música, inclusão digital, arte, fotografia, cinema e vídeo. Na realidade, efetua-se uma troca, pois embarcamos nessas viagens tanto para ensinar quanto para aprender. A essência do projeto é esse encontro, cujo resultado fica registrado no nosso site. É uma janela para o mundo, quem está dentro olha para fora, pela internet e quem está fora pode ver e interagir com as comunidades da Amazônia.

Second Life Informa: Quais os principais projetos que o Navegar Amazônia já realizou?

Jorge Bodanzky: A partir do ano 2000, quando começamos a navegar, o barco deu suporte a várias atividades educacionais e culturais no arquipélago do Bailique, no Amapá, junto com o projeto Escola Bosque, levando a internet às escolas ribeirinhas.

A partir de 2005, como OSCIP, realizamos uma dezena de viagens, como por exemplo ao Afuá, ao Laranjal do Jarí, a Belém, Abaetetuba, Tauera-açu, Serraria Pequena, Rio Arrozal, entre outras localidades.

Quando o barco não está em viagem ele é base de um vasto programa de ações no canal do Jandiá, em Macapá, onde fica o ancoradouro do Navegar.
Esses programas são desenvolvidos graças a parcerias com a faculdade FAMA e a OI Futuro.

Second Life Informa: Como esse projeto se sustenta?

Jorge Bodanzky: Somos atualmante um ponto itinerante de cultura do MINC, mas a força principal vem do voluntariado da nossa equipe e parcerias locais.

Second Life Informa: No próximo dia 28, será aberta a ilha Amazonland, do Navegar Amazônia, no Second Life. O que as pessoas irão encontrar nessa ilha?

Jorge Bodanzky: Quem acessar a nossa ilha no Second Life vai encontar uma réplica virtual do nosso barco e vai poder viajar e conhecer os principais ecossistemas da Amazônia, sua flora e fauna, e interagir com as atividades reais do barco que estarão reproduzidas na ilha.

Na ilha, Amazonland, teremos espaço para muitos eventos: música, cinema na floresta, vídeos e uma exposição de fotos dos fotógrafos que, ao longo do tempo, vem colaborando com o Navegar, participando de suas inúmeras viagens: Mario Miranda, Jorge Vismara, Jorge Bodanzky e Gavin Andrews.
No momento, a ilha Amazonland está em construção, num belo trabalho da equipe do escritório Vázquez e Junqueira Arquitetos Associados.

Para conhecer mais projetos de inclusão social e preservação ambiental dentro do Second Life, participe do evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ e faça aqui sua inscrição.

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/08/2007 - 12:00

Cidade do Conhecimento revoluciona Second Life

O “hypado” universo virtual se prepara para mais uma grande inovação em território nacional. O projeto Cidade do Conhecimento, concebido por um grupo de conceituados pesquisadores, deve firmar o metaverso como uma importante ferramenta pedagógica, que deve funcionar também como um espaço tridimensional de troca de experiências acadêmicas e, por que não dizer, profissionais.

O Second Life Informa entrevistou, com exclusividade, um dos mentores do projeto, o economista Gilson Schwartz. Confira o bate-papo abaixo:

Second Life Informa: Como surgiu o projeto Cidade do Conhecimento na USP?

Gilson Schwartz: O projeto surgiu em 1999 a partir de um concurso aberto pelo Instituto de Estudos Avançados da USP. A internet ganhava corpo no Brasil e o IEA chamava projetos que estudassem os impactos sociais, econômicos, políticos e culturais da rede, mais que uma análise da infra-estrutura ou da tecnologia. Nasceu assim a proposta de criar um novo espaço de interação entre a USP e a sociedade; uma rede experimental em que práticas, projetos e conceitos fossem colocados à prova, animando inovações tanto em políticas públicas quanto em estratégias privadas e do terceiro setor no campo da inclusão digital. A partir de 2001 a Cidade do Conhecimento passou a existir como rede colaborativa, aplicando modelos de gestão do conhecimento e redes sociais ao debate sobre a emergência de uma sociedade da informação. Em 2006, a base do projeto na USP passou do IEA para o Depto. de Cinema, Rádio e TV, na ECA.

SL Informa: Quais são os principais objetivos da Cidade do Conhecimento na vida real?

GS: O principal objetivo continua o mesmo anunciado em 1999 e oficializado em 2001: experimentar novas formas de apropriação das mídias digitais para a produção colaborativa de conhecimento, conteúdo e cultura em redes. De modo mais simples, trata-se de colocar as redes digitais a serviço dos desafios no mundo real. Esses desafios não podem ser definidos de cima para baixo.

SL Informa: Quais os principais projetos que a Cidade do Conhecimento realizou nos último 7 anos?

GS: Ganharam destaque ao longo dos anos os projetos que focam o desenvolvimento local, a incubação de projetos e novos negócios audiovisuais, a capacitação e o protagonismo dos professores para o uso das mídias digitais no ensino médio e fundamental, a crítica às políticas públicas de inclusão digital e, por fim, mas não por menos, a busca de parcerias com empresas privadas de elevado senso de responsabilidade social, ambiental e educacional. Foram R$ 4 milhões em projetos realizados com empresas, governos (federal, estaduais e municipais), organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e agências de fomento à ciência, à tecnologia e à cultura. Em termos de tecnologias e plataformas, antecipamos o “wiki” com o Dicionário do Trabalho Vivo, em 2001, projeto em que trabalhadores e estudantes definiam verbetes relativos a tendências no mercado de trabalho. Abrigamos a Cátedra UNESCO sobre Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina. Fomos pioneiros no uso da telefonia celular como canal de expressão e geração de renda para comunidades locais, em parceria com a Casa Civil da Presidência da República. Realizamos 25 módulos temáticos no programa “Educar na Sociedade da Informação”, voltado à capacitação de professores e alunos do ensino médio.

SL Informa: O que representa entrar no Second Life para a Cidade do Conhecimento?

GS: Para a Cidade do Conhecimento, o desafio é abrir espaço na plataforma para uma experimentação não apenas tecnológica, mas institucional e pedagógica, sobre o próprio significado de se “construir” conhecimento e cidadania. O Second Life convida cada um de nós a efetivamente entrar num segundo nível de consciência sobre nossas vidas reais (a “Real Life”). Ao construir um avatar, cada um de nós se desconstrói e se reconstrói técnica e poeticamente. Surge um novo nível de consciência, como alertou o Professor Arlindo Machado em evento no Itaú Cultural há poucos meses, falando sobre a sensação de ser estrangeiro, permite a “second”, mas também a “third” life e outras tantas quantas forem as nossas competências, na medida das nossas próprias condições de vida, no mundo “real”.

SL Informa: Alguns críticos apontam os riscos de excesso de fantasia ou descolamento do mundo real, como se a imersão na mídia digital fosse alienante. Qual a sua opinião sobre essa crítica ao Second Life e, de modo geral, ao uso crescente de tecnologia nas relações sociais?

GS: A combinação do real e do virtual abre novas possibilidades de desenvolvimento humano. O Second Life, ao abrir terreno para o uso comercial e filantrópico da plataforma de navegação na internet em três dimensões (ou “web 3D”, uma das fronteiras de desenvolvimento da chamada “web 2.0″, junto com coisas do tipo YouTube), contribui para a ampliação das fronteiras da comunicação e da sociabilidade humana. Não é à toa que vamos iniciar a Cidade do Conhecimento 2.0 em parceria com o Center on Public Diplomacy da Universidade de Southern California. Novas modalidades de diplomacia tornam-se possíveis nesses ambientes. Novas formas de expressão, tão ricas, variadas e estimulantes quanto os bons blogs e os melhores shows e concertos. O excesso de fantasia não é bem o problema do mundo atual, onde existem apenas duas coisas em excesso, uma, afinal, espelho da outra: violência e desigualdade.

SL Informa: Como pesquisador, qual o seu projeto para o Second Life?

GS: Como pesquisador, trabalho atualmente na criação e desenvolvimento de uma “iconomia”, ou seja, economia de ícones, avatares e códigos que surgem e se valorizam em redes. É o nome da disciplina introduzida este ano nos cursos da POLI, FEA, IME e ECA na USP. Essa economia dos ícones é claramente perceptível em ambientes como o Second Life e alguns outros games. Para mim, o Second Life é um laboratório tão importante quanto a telinha do celular, o telecentro ou a IPTV. Temos temas de pesquisa e projetos em educação, economia e empreendedorismo, meio-ambiente, redes sociais, cultura e desenvolvimento local.

SL Informa: Outra crítica freqüente é a necessidade de máquina e banda para acessar o Second Life, algo muito elitista para o Brasil. Como fica o Second Life do ponto de vista da inclusão digital?

GS: O Brasil tem uma comunidade importante de pesquisadores da cibercultura e da cibercidade, muitos interessados no potencial do Second Life para novas práticas. A parceria com pesquisadores em outras instituições e até em outros países é evidente, já de saída na Cidade do Conhecimento 2.0. Há massa crítica em várias instituições do Brasil percebendo que há novas possibilidades de pesquisa, extensão e consultoria no Second Life. Aliás, empresas como IBM já deixaram isso claro. Há também questões éticas, estéticas, tecnológicas e comerciais sem resposta e esse é um território onde a cooperação entre universidades e empresas têm tudo para funcionar em nosso país. Ou seja, não se trata de importar uma tecnologia que não nos serve, mas de colocá-la para funcionar de acordo com as nossas condições de mercado e conhecimento. As empresas, as universidades e as organizações da sociedade civil e do governo podem formar redes onde a acessibilidade e o grau de inclusão seja maior do que ocorreria se cada setor atuasse por si. Ou seja, a colaboração entre os vários setores pode ajudar a superar os limites de acesso e ampliar o efeito distributivo dos investimentos feitos no Second Life por via da Cidade do Conhecimento 2.0.

SL Informa: Qual a lógica econômica do projeto da Cidade do Conhecimento 2.0 para o Second Life?

GS: Antigamente se dizia que o bolo precisava crescer para depois distribuir. Com o conhecimento, pelo menos, com certeza vale a máxima simétrica: somente por meio de sua distribuição é que ocorre crescimento, ou seja, acumulação de conhecimento. Se ficarmos esperando o longo prazo em que todos terão acesso a todas as infra-estruturas, adiaremos aquilo que é essencial: a distribuição de conhecimento. A inclusão com perspectiva de emancipação por meio do digital, associando conhecimento a mercado, emprego, renda e incubação de novos negócios dá sentido econômico a essa proliferação de ícones e avatares.

SL Informa: E em termos de sustentabilidade?

GS: Com relação à sustentabilidade, queremos contemplar esse desafio de vários pontos de vista: ambiental, financeiro, criativo, colaborativo, tecnológico. Terá alcance limitado um projeto altamente tecnológico, mas de efeito reduzido ou até danoso às metas de preservação do meio-ambiente. Um projeto muito criativo, mas de baixo impacto colaborativo, certamente tem méritos, mas é menos prioritário numa visão de sustentabilidade calcada na distribuição de conhecimento, renda e poder.

SL Informa: Como será organizada essa rede de desenvolvimento da Cidade do Conhecimento 2.0 no Second Life?

GS: Institucionalmente, o desafio é inédito: são laboratórios em rede, na USP e em algumas das principais universidades do país, já com parcerias importantes nos EUA, França e Japão, dispostos a experimentar um uso colaborativo, compartilhado e inovador, de uma plataforma tecnológica gerenciada por empresas privadas. A importância do Núcleo de Pesquisa em Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP é enorme, pois estamos construindo, de forma colaborativa, uma importante parceria entre setor público e setor privado, nas áreas de educação, comunicação e empresarial, voltada para a inclusão ou “emancipação” digital. Outros núcleos e laboratórios serão associados por meio de acordos de cooperação sempre a partir da realização de projetos. No dia 28 de agosto, no lançamento da Cidade 2.0, serão anunciados os primeiros projetos e parceiros, assim como uma primeira chamada pública de novos projetos e parcerias.

SL Informa: Quais empresas já participam do projeto ?

GS: A segunda fase da Cidade do Conhecimento reafirma nosso modelo de pesquisa em rede inspirado no paradigma da “triple helix” ou hélice tripla, em que as parcerias entre setor público e empresas privadas são fundamentais para o desenvolvimento sócio-econômico e político. Aqui surgem parcerias já confirmadas o próprio iG e a Kaizen, mas também com outras empresas como a Guerreiro, Cafeína, Mídia Digital, P3D, DIgitalSK na efetivação da Cidade do Conhecimento como um “cluster”, uma rede colaborativa ou incubadora virtual de projetos.

SL Informa: Que conselho vpcê daria às empresas que querem ter sua marca associada ao Second Life, mas ainda não sabem muito bem o que fazer?

GS: Vou repetir o mantra que desde o início da internet é lei para quem sobrevive nesse dinâmico e, às vezes, pantanoso território das mídias digitais: o que importa é o conteúdo. Já vi lugares no Second Life onde havia um painel onde marcas de empresas sucediam-se mecanicamente, uma após a outra, sem vivalma por perto. Aumentou o número e o volume de queixas, no meio empresarial, sobre a efetividade do Second Life. A realidade simples é também óbvia: quem não tem conteúdo para oferecer, nem estratégia para se combinar, por exemplo, com “edutainment” e outras modalidades de conversação com os consumidores que interessam (os jovens e emergentes), vai perder mercado.

SL Informa: Além de desenvolver projetos em parceria com empresas, a Cidade do Conhecimento 2.0, por mobilizar tantas universidades e laboratórios, vai oferecer capacitação, treinamento ou formação em áreas ou ferramentas para Second Life?

GS: Vamos trabalhar sempre com oficinas, eventos e projetos, desde o início. Uma das oficinas que vamos oferecer a partir de setembro é a de planejamento de marketing no Second Life. Outras oficinas serão anunciadas no evento do dia 28. A Cidade do Conhecimento 2.0 será construída pela comunidade e uma das formas tradicionais de organizar uma comunidade em torno de um projeto é por meio de eventos e oficinas. É também uma forma de tornar o complexo mais simples e o monumental em corriqueiro, viável e sustentável.

* As perguntas são de Maglou Clary
* A edição é de RenataHonorato Lane

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Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/08/2007 - 15:53

Universidades promovem inclusão digital no SL

A Cidade do Conhecimento da USP, comemora seus 7 anos lançando um ousado projeto de inclusão digital no Second Life: a Cidade do Conhecimento 2.0, uma versão pro bono (sem fins lucrativos) do Second Life no Brasil.

Seguindo os mesmos objetivos do projeto original, a Cidade do Conhecimento 2.0 tem como eixo principal a parceria com o setor privado para viabilizar cursos, debates, capacitação e incubação de novos negócios. Em parceria com o iG e a KAIZEN Games, responsável pela publicação do metaverso no Brasil, a Cidade do Conhecimento já reúne o apoio de seis universidades brasileiras: USP, PUC, Cásper Líbero, Mackenzie, UNB e Federal de Minas.

Professores dessas instituições estarão reunidos a outros profissionais com experiência em Second Life, no próximo dia 28 de agosto, na USP para discutir os novos rumos que a atuação nessa plataforma abre para a sociedade, sob o tema: “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0“.

O encontro é destinado primariamente à empresários que buscam saber como associar suas marcas ao Second Life de uma forma mais positiva, utilizando o metaverso para contribuir para o bem da sociedade. Segundo o mentor do projeto, o prof. Gilson Swchartz da ECA, “esta é a base do planejamento de um desenvolvimento sustentável para a Cidade 2.0, com o objetivo de gerar emprego, renda e desenvolvimento local”.

Todas as propostas que chegarem à Cidade do Conhecimento serão avaliadas por um comitê e recomendadas para suporte às empresas parceiras. A parceria com o iG e a KAIZEN permite ao projeto obter território e taxas reduzidas de aluguel das ilhas para instituições participantes do projeto. O projeto conta também com o apoio da University of Southern Califórnia que doou a modelagem de um auditório para realização do evento no Second Life e com o apoio da Guerreiro Teleconsult, empresa que cuida da modelagem no espaço brasileiro.

Entre os diversos projetos educacionais e de preservação do meio-ambiente que serão abarcados pela Cidade do Conhecimento 2.0 estão uma versão para o metaverso dos “Diálogos Impertinentes” (debates sobre filosofia e cultura promovidos pela PUC, Folha e SESC) e o projeto “Navegar Amazônia“, do cineasta Jorge Bodansky . Bodansky trará para o metaverso uma versão da sua embarcação típica que permitirá tornar o ecosistema amazônico conhecido no Second Life. Na vida real, Bodansky mantém circulando seu barco equipado com 30 computadores de última geração e 1 GB de conexão pela Amazônia com o objetivo de integrar os habitantes ribeirinhos às novas tecnologias.

O evento “Da web 2.0 ao Capitalismo 3.0″ é aberto também, com preços diferenciados, à professores, coordenadores de ONGs e estudantes. Inscrições e mais informações sobre a Cidade do conhecimento podem ser obtidos em www.ig.com.br/cidade2.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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