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22/06/2007 - 19:22

Second Life é tema de evento em São Paulo

Aconteceu nessa terça, 20, em São Paulo, o evento “Ambiente de Negócios no Second Life”. O encontro reuniu diversos setores do mercado para uma discussão sobre as possibilidades que o metaverso pode oferecer àqueles que o enxergam como um novo veículo de divulgação para suas respectivas marcas.

Algumas empresas já atuantes no Second Life como IBM, iG, Unibanco, TAM, entre outras, foram muito bem representadas por executivos que explicaram de maneira didática a positiva a experiência em utilizar o universo virtual como mais uma ferramenta de interação com seus clientes.

Qualquer interessado em participar pôde se inscrever, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 665,00. Ao final do seminário, todos os presentes receberam um certificado da Abril, responsável pela realização do encontro.

Maurílio Shintati e Emiliano de Castro, ambos da Kaizen Games, empresa que contou com uma parceria do iG para trazer para o Brasil o fenômeno Second Life, abriram o seminário. Enquanto Shintati apresentou com propriedade o que é o metaverso, Castro ressaltou que o “Second Life é uma extensão da vida real”. Ele ainda foi enfático e afirmou: “O que o YouTube fez pelo vídeo, o SL está fazendo por outras ferramentas”.

Logo em seguida foram Douglas Tevis Francisco, do Bradesco, Marcos Caetano, do Unibanco, e Paula Abramovicz, do Credicard Citi, os participantes da mesa-redonda “O mundo financeiro no SL”. “Aproveitando o slogan ‘nem parece que é banco’ criamos nosso espaço no universo paralelo”, contou o diretor do Unibanco. “No dia da inauguração da agência virtual, passaram pelo local 4193 avatares. Isso nunca aconteceu em uma agência real”, completou.

Douglas Tevis Francisco, do Bradesco, ainda destacou dois pontos importantes da presença do banco no metaverso: geração de mídia espontânea e interação com todos os clientes. Ele ainda afirmou que em 2010 o universo virtual deve ganhar outras duas moedas, além do Linden.

A TAM, uma das maiores empresas de aviação do país, contou também um pouco da experiência “coorporativa” com o segundo mundo. Manoela Amaro, representante da empresa, falou sobre os projetos da companhia e explicou aos participantes o que os residentes podem encontrar nos estandes da TAM. Claudia Former, da Nokia, e Elber Mazaro também estavam no painel e destacaram outras ações importantes, como o show do Fatboy Slim, patrocinado pela Nokia, que atraiu cerca de 2 mil pessoas para a festa.

Após um breve almoço, foi a vez da IBM mostrar para os participantes quais as principais ações da empresa dentro do universo virtual. Diferente dos demais “cases” apresentados, a multinacional optou por utilizar o metaverso como uma nova ferramenta corporativa. Segundo Armando Toledo, representante da IBM, na intranet da companhia os funcionários já ganharam um campo onde deve ser inserido o nome de seus respectivos avatares.

A empresa deve investir nos próximos dois anos cerca de US$ 10 milhões de dólares nos projetos relacionados ao Second Life. Ainda de acordo com Toledo, o sucesso do mundo virtual deve-se a uma única premissa: “A utilização do 3D é muito mais natural para o ser humano do que a utilização do 2D”.

Outras vertentes da indústria como mercado imobiliário e automobilístico foram representadas por German Quiroga, da Cyrela, e Herlander Zola, da Volkswagen, respectivamente.

Caio Túlio Costa, diretor-presidente do iG, aproveitou a ocasião para explorar as oportunidades de negócios propicias às empresas que desejam trabalhar suas marcas dentro do universo virtual. Entre os exemplos apresentados, o executivo destacou o fascínio da velha mídia pelos novos veículos virtuais e afirmou: “O Second Life, por ser um universo 3D, radicaliza a experiência da interatividade”.

Ainda de acordo com Costa, a tempo médio de customização necessário para que uma empresa possa estrear seu espaço no SL pode variar entre 30 e 40 dias. Segundo ele, é preciso cautela nas projeções: “Os olhos da velha mídia estão sobre o Second Life mais do que a expectativa gerada dentro do próprio universo”.

Embora o assunto tenha sido discutido em menor escala durante o evento, as ferramentas de modelagem tiveram espaço garantido dentro do seminário. Para explicar um pouco mais sobre as infinitas possibilidades, os organizadores convidaram Alexandre Santos, da AgênciaClick, e Beto Toledo, da Agência Resident.

Um dos momentos mais esperados do evento foi a mesa-redonda entre as agências de publicidade pioneiras em ações de marketing no Second Life. Participaram do bate-papo Pedro Murray Priore, da Agência Ginga, Gustavo Donda, da TV1, e Abel Reis, da AgênciaClick. O auge da palestra foi quando a discussão foi aberta ao público. Em resposta a uma pergunta sobre o valor de uma campanha no metaverso, Reis especulou que tal ação poderia ter um preço estimado de R$ 100.000,00.

Mas como a academia enxerga essa nova febre? Aparentemente de maneira positiva. Romero Tori, da USP, Carlos Seabra, consultor de interatividade, e Gilson Schwartz, também da USP, foram bastante enfáticos ao explicarem “cientificamente” as possibilidades do mundo virtual.

Para fechar o evento, foram chamados ao palco Rogério Gomes, da Ilha Brasil, um dos espaços com maior audiência dentro do universo virtual, e Frederico Minhoto, da Avatare, que também já trabalhou em algumas ações isoladas no Second Life. Ambos explicaram o sucesso de seus empreendimentos e deram dicas de como transformar os diversos espaços em lugares atrativos para os residentes do universo.

Autor: secondlife - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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