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Um Natal coroado
O Rio de Janeiro ganhou alguns presentes neste Natal e os cariocas podem entrar 2011 com uma leve sensação de que, dessa vez, a frase dias melhores virão poderá ser verdadeira, não custa nada ser otimista. O Natal do Complexo do Alemão pacificado – se não é solução, já é meio caminho andado – foi fechado com chave de ouro na areia de Copacabana, ali onde Roberto Carlos mostrou o que é ter 50 anos de carisma. Mesmo com aquele cabelo tipo boi lambeu e o rosto parecendo que tinha acabado de levar umas injeções de botox, o Rei foi de uma simpatia ímpar e fez um bem danado à auto estima da cidade e de seus moradores, até mesmo os que não estavam lá ao vivo. As senhorinhas que cantavam e choravam com RC saíram da praia ontem certas de que Papai Noel existe. E tomara que ele – Papai Noel representado por algum grande artista como Roberto Carlos – volte todos os anos.
Angélica curtíssima
E por falar em curtos, Angélica, que não tem 14 anos e está podendo, caprichou no mini ontem, para ir ao show de Caetano Veloso e Maria Gadu. De vestido branco com um decote superbacana nas costas – e um cabelo despenteado lindo -, a senhora Huck teve que se esforçar para não mostrar mais do que as pelas pernas. Mas os fotógrafos também não dão mole e aí… bem, não vamos alardear que Angélica é fina, né?
Paul até debaixo d’água
Vi o show de despedida de Paul McCartney do Brasil, ontem, aqui no estádio do Morumbi, em São Paulo. Como foi o último, talvez não tenha sobrado para mim muita coisa a dizer, mas, sinto muito, não vou poupá-los de meu relato emocionado. Porque o show é simplesmente maravilhoso. Ver um senhor de 68 anos cantando por três horas sem parar nem para beber água e com empolgação de garoto é realmente incrível. Paul é, de fato, um mito, e talvez seja difícil mensurar tudo o que ele representa para milhões de pessoas, das mais diferentes gerações.
E, sim, fizeram dezenas de matérias de comportamento sobre isso, mas é sempre bom repetir como é incrível ver avós, pais e filhos juntos, arrebatados pelas músicas dos Beatles e de Paul McCartney. As pessoas gritam, cantam, dançam, choram, se abraçam, como se, sei lá, o sentido da vida estivesse, de alguma forma, sendo explicado ali. Exagerei no drama? Não, a sensação é essa mesma. E as crianças, com camisetas e faixas na cabeça, cantando as letras como se aquelas músicas tivessem sido feitas para elas e não antes mesmo de seus pais nascerem? Só eu acho isso incrível?
Ainda esbarrando na pieguice, tem também o carisma do rockstar, que parece sinceramente feliz de estar ali e grato por aquela plateia, ainda que ele já tenha visto centenas de plateias iguais àquela.
Enfim, saí do Morumbi digamos que revigorada e ainda mais apaixonada por Paul McCartney. Quantas vezes puder aplaudi-o ao vivo, tantas o farei. E se ele me der a honra de levar Maria Clara a um próximo show, será a glória.
Enem, Paul e Vin: nem tanto nem tão pouco
Para fofocarmos com agilidade, vamos ao nosso recurso preferido: as curtinhas. Então, podemos falar:
De como é revoltante essa esculhambação em que se transformou o Enem. Alguém acha que passar um ano estudando, sonhar com uma vaga em faculdade e se preparar para uma maratona de provas é brincadeira? E o que foi o MEC batendo boca com aluno pelo twitter? Para entrar na lista de urgências da agenda da nova presidente.
Da vontade que dá de pegar qualquer meio de transporte e ir para São Paulo tentar assistir ao show de Paul McCartney. O que vi no Maracanã há sei lá quantos anos foi o melhor show da minha vida, não seria má ideia repetir. E os gaúchos estão babando até agora. Paul é tu-do.
Da canseira que deu o roteiro, digamos, pouco fino, de Vin Diesel no Rio. Ok, foi ele quem procurou, mas sair daqui levando lembranças da mulher Melão e da quadra do Salgueiro não é exatamente o que a gente imaginava, né?
Da expectativa pela vinda de Amy Winehouse ao Brasil. Se a princesinha da Disney Demi Lovato trocou os shows que faria aqui por uma rehab, o que podemos esperar de Amy? Mas se vier e conseguir ficar minimamente sóbria, quero estar na plateia.
Que falta pouco mais de um mês para o verão e os editoriais de biquíni já começam a nos deixar tensas. E aí, trancou a boca?
Rio estrelado
Eu não sei como as adolescentes estão se aguentando com Jonas Brothers e Kristen Stewart e Robert Pattison no Rio ao mesmo tempo. Ainda bem que estão todos no Copacabana Palace, assim elas podem dar plantão num lugar só. Gente, é muita emoção, muita histeria para os coraçõezinhos teens e confesso que quase bateu uma invejinha, porque quando era comigo, quando minha geração recebia visita de popstars internacionais era bom demais. Mas como Paul McCartney também está em terras brasileiras, nós, as não-adolescentes, podemos nos dar por satisfeitas (sem contar os astros de ‘Velozes e Furiosos’). E se alguma de nós quiser soltar uns gritinhos pelo ex-Beatle, não se reprima, temos direitos adquiridos.
Se alguém foi ver Paul em Porto Alegre ou levou as filhas para o show dos irmãos Jonas, aceito relatos nos comentários.
E não sei vocês, mas eu adoro essa movimentação. Tomara que saiam todos daqui com a melhor das impressões.
Dose dupla
Peço licença hoje para homenagear minha própria memória afetiva. E assim publicar aqui, para meu próprio deleite e das leitoras que compartilharem da minha opinião, fotos do sempre-gato-não-importa-a-idade Jon Bon Jovi, que esteve em São Paulo quarta à noite e dar o ar de sua (muita) graça hoje à noite aqui no Rio. Não cheguei a ter vontade de ir ao show, mas fico feliz de vê-lo assim, digamos, em ótima forma profissional e pessoal – tanto que fez três horas de show no Morumbi.
Com um brinde aos anos 80, Bon Jovi:
E para fechar o post com chave de ouro, a boa imagem da semana: Johnny Depp, que apareceu vestido de Jack Sparrow de surpresa numa escola em Londres. Ele simplesmente resolveu atender ao pedido de um fã que lhe escreveu e que deve estar nas nuvens até agora. Achei fofo.
Só sucesso
Depois de enfrentar um câncer com o maior bom humor e continuar distribuindo selinhos para geral, Hebe Camargo, do alto de seus 81 anos, agora se prepara para lançar o disco ‘Hebe Mulher’, gravar DVD e sair em turnê. Em novembro, a apresentadora e cantora faz shows de gravação do DVD no Rio e em São Paulo e em 2011 sairá pelo Brasil se apresentando uma vez por mês. E já avisou que ainda não desistiu de dar um peguinhas em Roberto Carlos, seu sonho de consumo.
Só tenho uma coisa a dizer: quando eu crescer, quero ser igual à Hebe. Ryca, pheena e da pá virada.
Um sessentão e tanto
Ney Matogrosso fez, segunda-feira e ontem, seu show beneficente, em prol do combate à hanseníase, no Teatro Municipal. Na segunda-feira, Eike Batista comprou todos os ingressos e assistiu ao lado de Lula, e toda a governança carioca. Fui na apresentação de ontem e a parte boa foi não ter que me preocupar em ver presidente e afins, apenas testemunhar como a voz e o talento de Ney enchem um teatro daquele tamanho. Naquela boca de cena linda e enorme do Municipal do Rio, Ney só se engrandece. E encabeça a lista da série ‘ah, se todos envelhecessem assim’.
Ainda não tinha visto o show ‘Beijo Bandido’, em que ele desfia um rosário de canções de amor, ou de fossa, como preferirem, e, só para variar, adorei. E, por incrível que pareça, gostei também do figurino de Ocimar Versolato. Não costumo ter lá muita afinidade com o trabalho do estilista, mas botar Ney Matogrosso num terno cinza sequinho, com forro de cetim vermelho sangue, camisa branca aberta no peito e gravata fina de nó solto foi um acerto. As velhinhas da van esperavam mais nudez, não tenho dúvida, mas devem ter ficado satisfeitas quando ele tira o paletó e deixa a camisa cair num dos ombros. Ah, sim, e mesmo de terno, Ney rebola como sempre, charmoso como nunca, e elas, as velhinhas, gritam como de costume. Um sucesso, enfim.
Não havia tantas personalidades por lá na terça, mas pude eleger e a figura da noite: Elke Maravilha, maravilhosa de dreadlocks louras, um pouco mais magra, com aquele figurino exuberante que é sua marca, além do sorrisão rasgado. Elke e sua felicidade resistem.
foto Ney: Rita Vicente













