Só a abstinência salva
Ainda bem que nossas vidas não são norteadas por estudos e pesquisas, que aqui nesse espaço só servem mesmo à polemica e ao nosso tricô diário. Então, para fechar o ano, surge o resultado de um estudo feito em Nova York que diz que casais que só transam depois do casamento têm relações mais estáveis e felizes e isso era só o que nos faltava, não?
Pois bem, os pesquisadores garantiram que homens e mulheres que praticaram abstinência até o ‘sim’ se mostraram até 22% mais satisfeitos em seus casamentos do que aqueles que comeram a merenda antes do recreio, como costumava-se dizer. Parece que inclusive a vida sexual desses casais é melhor e eu atribuiria isso ao desespero do tempo de seca, mas parece que os estudiosos foram mais sutis.
Diante desse estímulo ao retrocesso, somos obrigadas a achar que o fato de a universidade Brigham Young, onde foi feita a pesquisa, ser financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias deve ter influenciado muito nos resultados. Para quem não ligou o nome à pessoa, essa é a igreja Mórmon, que posturas bastante severas quanto ao assunto sexo.
Para confundir mais do que ajudar, um outro estudioso do comportamento humano, dessa vez professor de uma Universidade do Texas, que não é mórmon, concordou que casais que priorizam o sexo logo no início dos relacionamentos acabam não desenvolvendo outros laços importantes para a duração, a estabilidade e a fidelidade de uma relação.
Já usei essa frase antes, mas vou repetir: que bom que eu já casei. Vai que eu caía nessa?


