Da série de reportagens que lemos e vemos todos os anos sobre as festas de fim de ano, sinto falta de um guia do tipo ‘como não se estressar nos primeiros dias de dezembro’. Podemos até escrevê-lo juntos, eu e vocês, caso vocês queiram colaborar nos comentários.
Porque eu não devo ser a única a ter que contar até 10 umas duzentas vezes por dia, e evocar o espírito generoso de Papai Noel e o verdadeiro sentido da festa cristã antes de tentar matar alguém nessas semanas que antecedem o Natal. Podemos começar pelo trânsito, seguir pelo atendimento de péssimos vendedores nas lojas, continuar pelas maquininhas de cartão de débito e de crédito que sempre dão pau nessa época, e, claro, a escolha e compra dos cada vez mais caros presentes. Também não devo ser a única a ficar indignada ao folhear as páginas e páginas de jornais e revistas com dicas de presentes e ver que os mais baratos ficam em torno de R$ 150, como se realmente o padrão médio de gasto da população com um presente fosse esse.
Se a festa vai ser na sua casa, aí só você sabe o que é se dedicar aos preparativos. Se vai ser na casa de alguém, ok, um pouco menos de trabalho, mas ainda sobram o prato que você levar, a roupa que a família toda vai usar e algumas lembrancinhas, caso não tenha amigo oculto. Ah, sim, ia me esquecendo dos amigos ocultos. Só minha filha participou de três, vejam que delícia.
Claro que não estou exatamente reclamando disso tudo, sou do tipo que adora essa época. Só gostaria de passar por ela sem me estressar. O calor que resolveu castigar o Rio esses dias ajuda a alterar os ânimos e fico pensando se nos países frios a coisa toda não rola de um jeito mais civilizado.
Ah, e me admira que nenhuma ong de direitos humanos tenha saído em defesa dos papais noéis, porque poucas coisas são tão desumanas quanto obrigar alguém a usar aquela roupa no verão.
E fiquem tranquilos que hoje é só segunda-feira. Até sexta, meu humor deve piorar muito.