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Posts com a Tag Filhos

domingo, 27 de fevereiro de 2011 comportamento | 17:31

Ação entre (muitos) amigos

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Minha filha sempre ouve o pai dizer que amigos são uma das coisas mais importantes da vida. E que fazer e manter amizades é algo que a gente deve ter como um de nossos objetivos principais. Gosto que ele diga isso a ela, ainda que isso tenha meio que se voltado contra nós agora que estamos mudando de cidade e obrigando-a a deixar amiguinhos que tem desde que nasceu e com quem mantém convivência diária e intensa. Estamos tentando virar o jogo e convencê-la de que será justamente essa facilidade para criar novos amigos que ela tem, graças à idade e ao jeito extrovertido, que fará a mudança ser mais fácil do que imagina.

Eu cultivo menos meus amigos do que gostaria. Sou do tipo que quase não liga e acabo deixando para mostrar quanto alguns são importantes apenas em encontros esporádicos. Mas de uns anos para cá ganhei um novo tipo de amizade e com esses amigos aprendi a conviver de um jeito muito especial. São amigos que não vejo, mas participam da minha vida com mais intensidade às vezes do que aqueles presentes. São amigos com quem quase não falo diretamente, mas que se juntam em torno de alguma coisa, qualquer coisa, que eu fale para todos eles ao mesmo tempo. São amigos valiosos que, sem saber, têm feito uma diferença danada ao longo desse tempo.

Não sei por que tive esse privilégio e agradeço muito por tê-lo. Há quem diga que é apenas retorno do meu trabalho, mas não sei. Se for isso mesmo, se ter transformado leitores em amigos tão valiosos, se ter pessoas incríveis que me acompanham com tanto carinho há tantos anos for consequência do caminho profissional que escolhi traçar, então, não importa mais o que faça, onde faça e os louros que ainda venha a colher: sou, de fato, uma pessoa realizada. E só me resta agradecer a vocês.

Espero todos, em breve, em uma nova empreitada. Até já.

Cláudia Cecília

ccecilia.salto@gmail.com

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 Música, comportamento | 12:27

Luan Santana e as criancinhas

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Passei o réveillon na casa de amigos com vários casais, todos com filhos, então juntamos 11 crianças. Em algum momento ligaram a TV na sala ao lado, porque os pré-adolescentes estavam, claro, ficando entediados. Com os adultos em outro ambiente, eu não tinha me dado conta de que as crianças mais velhas assistiam ao Show da Virada na Globo. Até Luan Santana surgir e começar a cantar. Gente, as meninas, que estavam distraídas brincando, correram todas pra frente da TV. Quando vi, eram seis, entre três e seis anos – incluindo minha filha, obviamente -, todas com os olhos vidrados na tela e cantando “te dei o sol, te dei o mar…” como se tivessem ensaiado, com direito a caras e bocas. E assim continuaram por toda a música.

Eu não me lembro de já ter ouvido Luan Santana tocando em casa, então não me perguntem como Maria Clara sabe a letra toda.

Acho que só eu ainda não tinha percebido o alcance do fenômeno Luan, nosso Justin Bieber sertanejo.

Ainda bem que minha filha, por enquanto, só gosta da música

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , ,

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Crônica da semana | 17:45

O valor de um casal. Antes e depois

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Cansadas de saber a cronologia dos acontecimentos num relacionamento, nós ainda insistimos em nos surpreender e nos decepcionar com cada fase. O que, claro, é ótimo. Dar com os burros n’água um milhão de vezes é só consequência de se viver cada história como se fosse a primeira e não poderíamos nos livrar do erros sem ter que abrir mão das surpresas, das descobertas, dos prazeres. Uma coisa leva à outra, não tem jeito, e por mais que tenhamos o ímpeto de seguir regras e manuais, sempre haverá o desconhecido para nos atrair.

Pensei nisso esses dias, diante dos lamentos de uma amiga divorciada, que simplesmente não consegue evitar brigas constantes com o ex-marido. É como se eles só tivessem se conhecido agora e percebido que não têm a menor condição de conviver harmoniosamente, apesar dos 13 anos de casamento e dos três filhos.  Um pensa a outro pensa b, um quer c, outro prefere d, um diz y, outro responde z e não preciso nem dizer quem paga essa conta porque vocês, que já devem ter visto filmes assim, sabem.

Daí que resolvi voltar lá no início de tudo, não o desse casal especificamente, mas o de todos nós. E lembrei que a gente se apaixona por aquilo que vê primeiro e saber que ainda há muito a descobrir sobre a pessoa por quem já se apaixonou é ainda mais excitante e um dos motivos que te leva a seguir em frente. Então, não adianta checar currículos nem tentar radiografar a personalidade do outro, primeiro porque não teria a menor graça e segundo que só vivendo é que se sabe o quanto é possível se adaptar ou não às diferenças. De modo que a única solução é tentar construir um relacionamento baseado, acima de tudo, no respeito, e que se sustente de outras formas que não apenas a amorosa. O ideal de felicidade, então, seria que todos os casais pudessem se desfazer, caso assim desejassem, levando cada um consigo tudo o que de melhor aproveitou do outro. E que aquilo não saísse de suas memórias nunca.

O que parece, no entanto, é que também os relacionamentos amorosos estão cada vez mais imediatistas e apressados e o resultado é que chegam ao fim sem que aquelas duas pessoas tenham construído qualquer coisa de positivo juntas, qualquer coisa que pese na hora de as dificuldades da separação aparecerem. Porque diferenças tão radicais, como as da minha amiga e seu ex, não podem simplesmente surgir de uma hora para outra. Elas estavam ali, mas foram, ano a ano, sendo varridas para debaixo daquele tapete que é sacudido justamente quando os dois deixam de formar um só.

Fora a filosofia barata, a lição que fica, desse e de outros tantos casos, é a de que qualquer diferença pode ser aceita, relevada, respeitada, e muitas vezes até mesmo bem-vindas – porque as almas podem ser gêmeas mas não precisam ser idênticas -, menos a diferença de valores. Essa deveria inviabilizar qualquer relação. Valor, quando é verdadeiro, de formação, quase nato, não muda. Indivíduos com ausência de bons valores podem se juntar à vontade, mas se um tem o outro, não, aí fica difícil. Você pode ser hippie e seu marido, yuppie, você evangélica e ele, umbandista, você estressada e ele, zen, mas o que vocês pensam sobre questões éticas, morais, de educação devem estar em sintonia, principalmente, acima de tudo, se vocês têm ou pretendem ter filhos. Senão, queridas, as chances de nossas vidas virarem uma sequência infindável de decepções, como é a da minha amiga hoje, são enormes.

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , ,

terça-feira, 14 de dezembro de 2010 comportamento | 16:14

O drama familiar do ex-atleta

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Saiu hoje num jornal carioca uma nota em coluna dando conta de que o filho de um ex-jogador de futebol assumiu sua homossexualidade. E, por ironia do destino, o pai, o ex-jogador que a coluna ressalta não ser o Romário, sempre teve fama de mulherengo, machão e bad boy. O resultado é que o sujeito obviamente não aceita a condição do filho e lá se vai mais um drama familiar.

Teria mil ditados para citar acerca deste caso – de ‘freud explica’ para cima -, mas correria o risco de parecer que estaria dizendo que o jogador foi castigado, coisa que jamais diria.

Castigado, nesse caso, é o filho, porque ninguém, gay ou hetero, merece pais machistas, mulherengos e bad boys. A menos que consiga simplesmente mandar o pai ir passear, esse rapaz tem um difícil caminho pela frente.

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , ,

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 Sem categoria | 06:47

Familia bem resolvida. Ou: meus inquilinos, os sabiás

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Um casal de sabiás fez um ninho no meu quintal. Ocupou um espaço na minha casa e, em troca, preencheu nossos dias com seu canto, constante e intenso. E lindo. Nem precisariam pagar esse aluguel, bastava o prazer de vê-los construir sua casa, pacientemente, graveto por graveto, e ver ali nascer uma vida em comum, ainda que breve. Poderiam ser meus inquilinos para sempre, de graça.

O sabiá macho passou a trabalhar sozinho. Sua agora esposa estava chocando os ovos e ele ia e voltava com comida para ela. Ai de quem hoje me disser que bichos não pensam, porque aquele carinho e aquela dedicação não podem ser impensados. Na sua tarefa de alimentar a fêmea, o sabiá ainda arranja tempo para continuar cantando, e parece querer nos mostrar como está feliz e como é competente na sua função de provedor do lar. Estão, os dois, numa harmonia de dar inveja.

Domingo acompanhei um passeio da fêmea. Quando ela voltou ao ninho, vimos, pela primeira vez, os minúsculos biquinhos abertos, pedindo comida. Os bebês sabiás nasceram e a mãe não cabe em si de tão orgulhosa. E, assim como o pai, sai em busca de comida cantando.

Não sei por que esses sabiás estão fazendo isso com a gente. Não sei por que resolveram encher nossos dias de música e beleza de tal forma que me acho até no direito de escrever assim, cometendo o pecado de quase fazer poesia sem talento e de tentar não ser piegas sem sucesso. Não sei nem por que resolvi contar essa historinha boba. É só que estamos, de fato, encantados com nossos hóspedes e agradecidos por terem nos deixado testemunhar sua intimidade.

Aí domingo à noite veio a primeira chuva do verão que ainda não chegou. Tentei ver se o ninho estava a salvo, mas a escuridão e a água não deixaram. De manhã, alguém em casa achou que os sabiazinhos tinham sido arrastados pela chuva e não descansamos até conseguir ver os biquinhos famintos abertos outra vez. Estão todos lá.

Hoje vi a mãe sentada em cima dos filhos, literalmente, e pensei se, assim como nós, ela também gostaria que esse momento durasse para sempre. Devem faltar poucos dias para eles baterem as asas, voar cada um para seu lado e aquele lar se desfazer. Sem qualquer trauma, angústia ou medo.

A irracionalidade tem suas vantagens.

Esses sabiás – e talvez alguns de vocês – devem estar me achando uma idiota. Mas passa, fiquem tranquilos.

Hóspedes do barulho

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Filhos, Moda, comportamento | 14:11

Pouca saia para muita menina

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‘Essas meninas não têm pai, não?’ foi a frase que  ouvi, na sexta-feira à noite, da boca de um adulto que, embora não haja registros, viveu uma adolescência  da pá virada. E, com essa frase, este agora jovem senhor atestou sua caminhada rumo à velhice, à caretice e à condição de pai tenso, pois sua indignação era com o comprimento dos vestidos das meninas de uma festa em que estávamos.

Eram todas adolescentes de 14 anos em sua própria festa de formatura do ensino fundamental. E estavam praticamente todas vestidas com variações sobre o mesmo tema: vestidos curtos com decote tomara que caia e escarpins de saltos vertiginosos. Os cabelos, todos muito bem escovados, e os rostos, maquiados como se elas já treinassem técnicas de make-up há anos. Uns mulherões, numa imagem que confrontava com as dos garotos, ainda com cara de criança, apesar dos blazers e de algumas gravatas.

Não seria eu quem iria passar atestado de senhora fazendo comentários do tipo ‘como estão ficando mulheres cada vez mais cedo’ ou ‘como se erotizaram, essas meninas’, porque isso já nem é mais novidade. Mas tenho que admitir que, sim, o microminivestidos me impressionaram. Algumas meninas simplesmente não se sentaram a festa inteira, uma vez que não havia ginástica que as fizesse encontrar uma posição para se sentar sem que ficasse tudo à mostra. Os vestidos acabavam milimetricamente junto com a bunda e qualquer movimento seria fatal.

Ok, são menininhas novinhas, magrinhas, fofas, têm mais é que aproveitar enquanto podem. Mas algumas juntavam informação adulta demais: roupa curta, justa, decotada, com fendas na cintura, salto meia pata, cabelão, enfim, um pé (talvez dois) na vulgaridade. Mesmo me esforçando para pensar jovem (coisa que até costumo fazer), não consegui deixar de ver umas periguetes-mirins ali e a pergunta ‘não têm pai, não?’ até que procedia.

O engraçado é que se comportavam quase todas como saídas da infância que são, o que não deixa de ser uma vantagem: o visual ainda não está influenciando muito no comportamento. Saí de lá brincando de escolher que vestidos eu deixaria minha filha usar e, no dia seguinte, descobri que o que me espantou não era absolutamente nada diante do que aconteceu depois que fomos embora: teve pai dando ataque porque os seguranças da festa não queriam deixar seu filho, de 14 anos, consumir bebida alcóolica. Fiquei, então, em paz com minha caretice e a do jovem senhor lá de cima.

Eva Herzigova: modelo padrão das jovens formandas

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , , ,

domingo, 28 de novembro de 2010 Celebridades, Imagem do dia | 11:29

Adriane e sua família feliz

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Taí, tenho que admitir que me comovi com as imagens do casamento de Adriane Galisteu e Alexandre Iódice e batizado do filhinho Vitório. Parece que Adriane optou pela simplicidade e acertou: tudo parecia singelo, no bom sentido da palavra, e de bom gosto. Uma graça a noiva carregando o bebê num sling branco, assim como sua cara de felicidade. Noivas geralmente têm um sorriso iluminado, mães também e a junção das duas situações deveria mesmo resultar em imagens como essa. Acho que encerro aqui meu histórico de implicância com Adriane Galisteu.

Felizes para sempre

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , , ,

quinta-feira, 11 de novembro de 2010 Celebridades, Fofoquinha, comportamento | 11:56

Factóides de Ana, Hebe e Fiuk

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Hoje fomos brindados com três notícias daquelas de mudar o destino da humanidade e, claro, não poderíamos deixar de comentar. Porque, afinal de contas, o que seria de nós se não ficássemos sabendo que:

Fiuk está lançando sua autobiografia. Aos 20 anos. Ou ele vai falar o tempo todo do pai, ou teremos que ler sobre o dia em que aprendeu a fazer xixi no peniquinho.

Hebe teria uma filha de 43 anos. A mulher anda por aí dizendo ter nascido da apresentadora. Já vi pai não saber que tem filho e agradeço por ter vivido o suficiente para descobrir que mãe também pode parir sem perceber.

E, por fim, Ana Maria Braga foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais à família de Marcelo Silva, o falecido ex-marido de Susana Vieira. Levando em conta o saldo bancário da ré, 10 mil para esculachar aquele sujeito (que deus o tenha) em rede nacional está barato, não está? Eu pagaria. Muito pior vai ser se Ana Maria Braga num futuro breve tiver que pagar a língua, se é que vocês me entendem.

Quem precisa de assunto sério nessa vida?

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , , ,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 comportamento, viagem | 11:34

Momento família

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Na correria dos últimos dias de viagem, fiquei totalmente desconectada e não posso negar que foi bom. Há tempos não conseguíamos 10 dias de férias e saí achando que poucas coisas fazem tão bem para uma relação familiar do que passar 10 dias juntos se divertindo. Maravilhoso que tenha sido na Disney, onde se brinca 24 horas por dia e o clima é realmente mágico, mas pode ser em qualquer lugar, desde que estejam todos livres de quaisquer outros compromissos que não sejam a dedicação e atenção mútuas. Ter tempo de sobra para curtir filhos, maridos e afins, mesmo que por alguns dias apenas e onde quer que seja, não tem preço. Parece que você faz uma espécie de renovação de votos familiares e bobos são os que se deixam afogar numa rotina de trabalho e correria e nunca encontram tempo para o lazer. Não sabem o que estão perdendo.

Duro é quando acaba.

De bobeira, dedicada ao filhote

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , ,

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 comportamento, viagem | 02:34

Mulheres de peso

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Não é ideia fixa, não, mas vou voltar no assunto. É assustador ver o índice de obesidade no americano médio. Sim, porque na Disney você tem uma boa noção do que é o americano médio: casa-se cedo, tem de dois a quatro filhos, as crianças são lindas e as mães parecem não fazer outra coisa depois de casar senão engordar. Esqueça o que vemos na TV e nas grandes cidades cosmopolitas como Nova Iorque, Miami e Los Angeles, elas não refletem o padrão do americano médio. Seria a mesma coisa que achar que em Ipanema está o brasileiro padrão, porque sabemos que não está.

Pois bem, chega a ser deprimente ver mulheres tão gordas que mal conseguem acompanhar os filhos. Algumas andam de cadeiras de rodas pelo parque, ou naqueles carrinhos elétricos, porque a gordura as impede de caminhar por longas distâncias. Aí levam os filhos nos colos e essa cena me incomoda muito. Acho que do mesmo jeito que no Brasil temos mulheres arriscando suas vidas com a obsessão pela magreza, aqui elas põem a saúde em risco com a total falta de preocupação com a obesidade. E o que me impressiona é que nada tenha mudado nesses anos todos.

A parte boa é que a gente aqui se sente tããããão magrinha.

Autor: Cláudia Cecília Tags: , ,