
Ele começa assim (e) e termina assim (d)
Ney Matogrosso fez, segunda-feira e ontem, seu show beneficente, em prol do combate à hanseníase, no Teatro Municipal. Na segunda-feira, Eike Batista comprou todos os ingressos e assistiu ao lado de Lula, e toda a governança carioca. Fui na apresentação de ontem e a parte boa foi não ter que me preocupar em ver presidente e afins, apenas testemunhar como a voz e o talento de Ney enchem um teatro daquele tamanho. Naquela boca de cena linda e enorme do Municipal do Rio, Ney só se engrandece. E encabeça a lista da série ‘ah, se todos envelhecessem assim’.
Ainda não tinha visto o show ‘Beijo Bandido’, em que ele desfia um rosário de canções de amor, ou de fossa, como preferirem, e, só para variar, adorei. E, por incrível que pareça, gostei também do figurino de Ocimar Versolato. Não costumo ter lá muita afinidade com o trabalho do estilista, mas botar Ney Matogrosso num terno cinza sequinho, com forro de cetim vermelho sangue, camisa branca aberta no peito e gravata fina de nó solto foi um acerto. As velhinhas da van esperavam mais nudez, não tenho dúvida, mas devem ter ficado satisfeitas quando ele tira o paletó e deixa a camisa cair num dos ombros. Ah, sim, e mesmo de terno, Ney rebola como sempre, charmoso como nunca, e elas, as velhinhas, gritam como de costume. Um sucesso, enfim.

Dread maravilha
Não havia tantas personalidades por lá na terça, mas pude eleger e a figura da noite: Elke Maravilha, maravilhosa de dreadlocks louras, um pouco mais magra, com aquele figurino exuberante que é sua marca, além do sorrisão rasgado. Elke e sua felicidade resistem.
foto Ney: Rita Vicente